Existem alguns mitos sobre o custo do software que sobrevivem por décadas, mas que se submetidos a uma análise mais fria não resistem um único instante. Um deles é de que as licenças de software por tempo ilimitado, tal como o software de prateleira vendido hoje, apenas por serem perpétuas são um benefício ao usuário. Isto mesmo quando comparados a outros modelos de comercialização ou distribuição, incluindo o pagamento mensal por uso e até mesmo o software livre. Em recente reunião com clientes da qual participei foi dito que seria irrelevante considerar a substituição do pacote de escritório utilizado, um software proprietário, pelo seu similar em software livre, já que a empresa em questão já possuía as licenças necessárias, e portanto não haveria custo em manter-se com este pacote proprietário (para esclarecer, neste artigo falo de software livre com relação ao fato de não ter custo de licença mesmo, sem nenhum outro aspecto filosófico ou político associado). Ora, qual o erro deste raciocínio ?
Por coincidência, na revista Info de junho de 2008, página 34, o colunista mundialmente famoso e com décadas de experiência John C. Dvorak afirma que "A idéia da revolução do PC é você comprar um software e usá-lo para sempre. De fato, você pode usar versões antigas do Word e nunca fazer upgrade". Qual o problema desta outra afirmação? Logo a seguir neste mesmo artigo o software como serviço é demonizado, como tentativa vil de extorquir os usuários, sem que nenhum número dos custos totais de cada opção fosse apresentado. Vamos então tomar como exemplo o software citado por Dvorak, o Word.
O problema com as duas idéias é que na prática o que elas predizem não acontece, com raríssimas exceções. A probabilidade de alguém estar usando a mesma versão do Word por 10 anos ou mais é remota, por várias razões. Começa pelo intenso marketing, sempre demonstrando novas funções, mas este até se poderia ignorar, mesmo porque a maioria destas funções novas não será usada mesmo... Depois temos as mudanças nos formatos de arquivos, ou seja, arquivos gerados nos formatos das versões mais novas não são lidos nos editores mais antigos, e como arquivos são trocados o tempo todo entre as pessoas, os usuários das versões antigas ficam mais e mais isolados. O novo Word 2007 gera arquivos em um novo formato que o 2003 não lê.
Depois acontece que um software destes requer patches de correção, inclusive patches de segurança, e depois que acaba o prazo de manutenção do software o usuário da versão antiga está vulnerável a ataques. E por fim, quando por muita teimosia, alguém ultrapassa todas estas barreiras, chega um dia em que o software não tem mais plataforma de hardware e sistema operacional onde rodar. A versão do Word 16 bits por exemplo pode não rodar mais em máquinas com sistemas operacionais de 64 bits (não testei o Word, mas tenho software de 16 bits que não roda no Windows Vista 64). Como também é muito improvável que um computador não seja trocado por outro mais novo, algum dia o software ficará órfão. Este é um caso extremo. Na prática em 4 anos em média um software deste tipo está pedindo aposentadoria, e o usuário está cobiçando ou uma versão mais nova ou outro melhor.
Quando for necessária a troca do Word X pelo Word Y o usuário pagará uma nova licença, ou na melhor hipótese obterá um desconto pelo upgrade, mas pagará. Financeiramente a consequência é um custo anual que pode ser estimado. Se for 4 anos para a troca em média, um Office que custa R$ 1000,00 de licença ficaria a 250,00 por ano. Isto é mais que o custo do software livre, que é zero. E teria que ser comparado com o valor do software como serviço mensal, coisa que alguns articulistas de revista não se dá ao trabalho de fazer. Algum valor de serviço mensal é equivalente a este, com a vantagem de que o dinheiro não fica preso por todo o tempo considerado, e a qualquer momento o usuário pode cancelar a assinatura.
Agora, o que motiva um colunista com tanto tempo de experiência a defender um argumento tão frágil? Pode ser exatamente o fato de ver toda a realidade tão conhecida começar a ruir, e tentar se apegar à sensação de conforto gerada pela familiaridade com esta realidade anterior. O modelo de venda de licenças de software está fazendo água, por diversos motivos entre os quais a competição com os dois tipos de distribuição citados, o software livre e o software como serviço. Não creio que o software de prateleira vá desaparecer, pois para alguns tipos de programas com público mais restrito talvez seja mais viável vender licença. Para outros com muitas opções equivalentes, geralmente com público grande, as alternativas de softwares livres ou de uso mediante uma pequena com taxa mensal começam a se tornar mais atrativos.
Outro mito é que o software livre impõe custos mais altos de suporte, agora focando do lado do software para servidores. Este custo alto supostamente anularia a economia com licenças . Como se qualquer software, livre ou proprietário, não precisasse de suporte. E como se este suporte, em quase totalidade dos casos, não fosse dado pela própria equipe de administração de sistemas das empresas usuárias, seja própria ou terceirizada, mas sempre paga à parte. Se o custo da hora de um profissional especializado em determinado produto é maior ou menor, pela falta de profissionais e lei da oferta e da procura, é um fato transitório. Ou seja, é mais um mito a idéia de que por ser software livre o suporte é necessáriamente mais caro. Pode ser ou não, e só se saberá comparando a cada caso.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
O custo do software
Marcadores: sistemas operacionais
Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Google maps no celular com Windows Mobile
Sempre fui fascinado por mapas, desde criança. Há até pouco tempo eu comprava todo ano a edição do "Guia Quatro Rodas" do Rio de Janeiro, eventualmente de São Paulo também, e às vezes a do Brasil. Não é apenas mania, eu tenho realmente o hábito de consultar esses guias antes de ir a lugares desconhecidos, ou até levar comigo se necessário. Sempre me pareceu uma boa precaução.
A tecnologia ainda não me fez jogar meus mapas de papel todos no lixo, mas já estou convivendo cada vez mais com mapas digitais online. Não apenas mapas, como também outras tecnlogias de orientação que antes, pelo alto custo e sofisticação tecnológica, pareciam ser apenas para profissionais. Nos últimos dois anos assistimos ao barateamento e popularização dos serviços de GPS, que agora podem vir em alguns celulares e como acessório em veículos. No desktop o Google se formou com uma ferramenta de orientação mais simples, mas que pela sua qualidade acabou cativando muita gente, o Google Maps. Que já foi devidamente copiada pela Microsoft com serviço similar, o Live Search Maps, com vista aérea e tudo.
Quando apareceu o Google Maps, com fotos por satélite e indicação de ruas ao mesmo tempo, me pareceu a última maravilha do mundo. Poder "navegar" pelo planeta todo em escalas variadas foi realmente uma inovação. Além da utilidade incrível do sistema, como localizar ruas em uma cidade, inclusive com os sentidos de tráfego, o sistema é muito divertido de se usar. Logo de cara tentei localizar os prédios conhecidos no Rio. Logo depois, uma visita aérea em outras cidades dá uma sensação de poder instantâneo. Poder acessar tudo isso de qualquer PC já era algo que eu nem sequer esperava. Poder levar isso no bolso, ter sempre a mão em qualquer lugar, e por custo baixo, esperava menos ainda. Foi uma boa surpresa.
Acessar o site normal do Google Maps em um celular atual é quase inviável, pelo tamanho e pela forma como foi construído. Mas os engenheiros do Google pensaram nisso, e criaram uma pequena aplicação para smartphones que adapta a interface a dimensões reduzidas. Ao entrar no site www.google.com/gmm do seu celular com Windows Mobile, por exemplo, aparecerá a opção de baixar e instalar o software cliente do Google Maps. Instalei em um MotoQ GSM com Windows Mobile 6, sem nenhuma dificuldade. Cria-se um ícone na tela "Iniciar". Não entendi porque o instalador troca o tema do Windows Mobile para uma versão toda cinza, mas nada que não se possa resolver.
Não há muito o que falar sobre a funcionalidade. Ela é similar à versão para browser de desktop. O uso da interface não é tão ágil como no desktop, mas eles fizeram bom uso dos recursos existentes. Mesmo sem ter acesso 3G o desempenho é bem razoável. Espera-se por alguns segundos o carregamento das páginas ao rolar o mapa, mas é um pequeno preço a pagar, para quem até pouco tempo não tinha nada disso. Mas o 3G está chegando e a performance só vai melhorar. Para o uso do Google Maps Mobile recomenda-se uma conexão ilimitada ou com franquia de tráfego bem generosa, pois tal como na versão para desktop, a transferência de dados é contínua.
Fica então registrada a recomendação do Google Maps Mobile. Será que algum dia jogarei a bússola e os mapas de papel no lixo? Vamos ver ... Por agora eu estou esperando um Google Maps com atualização em tempo real, igual ao da piada do rapaz que foi na rua pra ver se o irmão ia vê-lo no site... :-) ... Depois de ser atropelado várias vezes pelas novidades, quero voltar a ter a sensação de estar na frente pelo menos em expectativas!!!
Marcadores: tecnologia movel
Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Protótipo do Android mais parecido com o iPhone
Os protótipos de celulares da plataforma Android, desenvolvida pelo Google, que eu tinha visto até agora eram smartphones convencionais com teclado. O vídeo abaixo mostra um prótotipo do HTC Dream que lembra bastante um iPhone, com tela sensível ao toque e acelerômetro. Até na moldura cromada ele lembra o celular da Apple.
Vídeo:
É claro que o sistema operacional do Google tem sua própria identidade. Creio que se trata simplesmente de aproveitar algumas características que o público gostou no iPhone. E isso tudo em uma plataforma aberta de desenvolvimento. Quando vejo pessoas idolatrando o iPhone fico pensando que é uma questão de tempo para outras empresas fazerem algo similar, por uma fração daquele preço. Tecnologicamente não há dificuldades. O único diferencial da Apple é estar um passo adiante. E com um design visual dos produtos sempre impecável. "Só" isso ... Mas o Android é um projeto diferente do iPhone, e em muitos aspectos mais interessante. Se a Google conseguir tirar vantagens de todas as suas aplicações Web (gmail, google maps, etc) em um Android com velocidade da rede 3G, vai ser dificil não ser um sucesso.
Fonte: www.electronista.com
Marcadores: tecnologia movel
Sábado, 24 de Maio de 2008
Listão de medidores de velocidade da conexão Internet
Ter uma conexão landa larga não é garantia de uma boa conexão. Você pode notar que a velocidade real obtida parece muito abaixo do que é prometido pelo provedor. Para verificar a velocidade efetivamente obtida existem alguns sites que oferecem medidores de velocidade. Para medir deve-se evitar o uso da conexão: navegação web, downloads, atualização do sistema operacional ou do anti-vírus, leitura de email. Certifique-se de que todos estes aplicativos estão parados. A seguir pode-se tentar um dos links da lista abaixo. Note que os resultados podem variar, e nem todos são 100% confiáveis sempre. Compare os resultados e julgue quais estão mais próximos da realidade. Neste ponto pode-se lembrar do ditado: "quem tem dois relógios não tem menhum". Mas dá pra analisar os números e chegar a uma boa estimativa usando estes sites.
Usei a versão Java. Dependendo da localidade a ser testada, os resultados variam muito. Mas vale a pena ter este link. O site é tradicional, e tenho usado desde 2003, quando o vi na revista Info.
Marcadores: Internet
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Formatando um pendrive como NTFS no Windows XP
Porque formatar um pendrive como NTFS? Digamos que você tem um pendrive de mais de 4 Gb e quer gravar arquivos de mais de 4 Gb. Alguém pensou em imagens de DVD?
Mas aí você vai no Windows Explorer do Windows XP ou no Disk Manager e só aparece a opção FAT32. E agora?
Para liberar a opção de formatação como FAT 32 no Windows XP é necessário antes alterar uma opção de otimização. Um pendrive pode ser otimizado para "quick removal", isto é, ser removido ser usar o ícone "Safe Removal" da barra de tarefas ou para "Performance", onde habilita cache do Windows e melhora a performance de acesso, mas requer que se use o "Safely Remove Hardware".
Por default o XP vem com otimização para remover rápido. Mas para habilitar a formatação como NTFS é necessário antes alterar a opção de otimização para performance. Só vai ser necessário ter cuidado redobrado antes de retirar o pendrive...
Para alterar a opção vá no painel de controle, clique em System (sistema), depois na aba Hardware, depois em Device Manager (Gerenciador de dispositivos). Lá procure e expanda Disk Drives, procure o pendrive (deve ter um nome como "USB 2.0 USB flashdrive USB Device") e clique com botão direito e em properties. Depois na aba Policies (politicas) e altere a opção para "Optimize for Performance" (ver figura). Agora abrirá a opção NTFS ao tentar formatar o seu pendrive.
Uma outra dica aqui é que os preços de pendrives estão despencando mais do que a cotação do dólar. Ou também por causa do dólar... mas enfim, tá muito barato. Adquiri recentemente um pendrive de 16 Gb emborrachado, a prova de choque e de água, por 130 reais. Então, com pendrives de 16 Gb tão acessiveis, porque se limitar a arquivos de 4 Gb do FAT32?
Um detalhe é que em NTFS o pendrive deixa de ser lido em alguns dispositivos, como o rádio do carro. Para isto é melhor ter um outro pendrive em FAT32. E em sistemas mais antigos também não será lido, como no Windows 98. Usuários de linux também teriam um pouco mais de trabalho para escrever em NTFS, embora não seja impossível.
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Roteadores cisco falsificados na China põe em risco redes nos EUA
O que mais falta falsificarem? O FBI está investigando o caso de roteadores e switches Cisco falsificados na China. Teme-se que estes equipamentos possam causar falhas inesperadas nas redes americanas. Poderiam também deixar as redes vulneráveis a ataques de segurança, devido a backdoors escondidos. Os modelos das séries 1000 e 2000 podem estar sendo afetados.
Falhas de hardware em equipamentos de redes são críticas, motivo pelo qual normalmente estes equipamentos passam por grande controle de qualidade, e portanto se espera alta confiabilidade. Uma vez ocorrida a falha, o tempo de resolução pode ser tal que gere prejuízos e outros inconvenientes.
Os problemas de hardware causadas por estes equipamentos falsificados poderiam ser tratadas como qualquer outra falha deste tipo. Já a possibilidade de uso de equipamentos comprometidos (por backdoors) para invadir redes nos EUA já são um problema totalmente diferente.
Podemos ver nestes slides de uma apresentação do FBI as diferenças entre os routers originais e falsificados. Além disto, um falsificadopode custar até 5 vezes menos. Parece que falta pouco para vermos equipamentos profissionais de rede à venda nos camelôs de rua.
Marcadores: redes
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Suporte ao Windows XP vai até 2014
Recentemente publiquei post falando sobre a retirada de venda do Windows XP, que ocorrerá em 30 de junho. Naquele post é falado várias vezes sobre a diferença entre cessar as vendas e o fim do período de manutenção. Pois bem, fiz uma pesquisa e achei os dados que faltavam, ou seja, as datas reais. Em post no blog oficial da empresa, a Microsoft promete manutenções até 8 de abril 2014, na fase de suporte extendido, que cobre apenas as atualizações de segurança. Antes disso ocorrerá o fim da fase de suporte mainstream, que cobre também a correção de bugs, e ocorrerá em 14 de abril de 2009. Mesmo depois do fim do suporte mainstream, empresas com contrato de manutenção com a Microsoft poderão receber correções de bugs.
Nada que foi dito no post anterior aqui no tecnoinsider (em 27 de abril) é inválido. Mas o conhecimento das datas exatas mostra que o quadro não é tão sombrio como se podia parecer para o Windows XP. Mas reafirmo, comprar um XP agora só se justifica em casos especiais. Se compararmos os ciclos de vida do XP e do Vista, podemos ver que um está quase na cova, enquando o mais novo é uma criança, e tem muito chão pela frente, sem contar com as melhorias que trouxe. O Vista é um investimento muito melhor no momento.
Nesta pagina temos uma tabela com o ciclo de vida dos últimos sistemas operacionais da Microsoft. O Vista nem sequer é citado nesta tabela. A julgar pelo tempo de vida do XP, o Vista deve terminar pra lá de 2020.
Fonte: Microsoft
Marcadores: sistemas operacionais
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Claro está negociando com a Apple o iPhone no Brasil
Clientes da Claro podem começar a se animar. A Claro divulgou que está negociando a vinda oficial do IPhone em território nacional. E ela está prevista para o final de 2008 ainda. Eu falei dos clientes da Claro porque, se mantida a política da Apple em outros países, o celular da Apple será exclusivo de uma única operadora no país. Temos aí dois pontos controversos. Um é que existem realmente métodos de desbloqueio do iPhone, mas além de não serem recomendados pela Apple, existem inconvenientes relacionados às atualizações do software. Outro é que me parece que isso contraria as últimas normas da Anatel, que garante o desbloqueio de aparelhos celulares. Os fanáticos pela Apple (sim, Apple é o que na tecnologia que parece mais próximo a uma religião) que não quiserem desobedecer ao Steve Jobs, que mandou não desbloquear, vão ter que migrar de operadora...
Fonte: Apple Addicted
Marcadores: tecnologia movel
Quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Colocando um ícone na barra de endereços
Alguns sites exibem um ícone personalizado na barra de endereço. Esse ícone é chamado favicon (favorite icon), pois ele também é copiado para a lista de favoritos. Na realidade este é um ícone comum, no padrão .ICO do Windows, com tamanho de 16x16 ou 32x32, que é usado há mais de 10 anos. Eu próprio fazia ícones no Visual C para programas Windows, mas já nem lembrava que isso existia. Os ícones também podem ser abertos pelo Paint do Windows e editado. Estranhamente não é possivel usar o Paint para salvar um novo arquivo .ico. Mas programas para isso não faltam. Melhor ainda, alguns sites como o
http://www.html-kit.com/favicon/
permitem que se crie um arquivo ICO com base em qualquer imagem. Quem quiser pode ainda obter o link pronto, como em
http://www.bluejar.com/20-free-favicon-icon-sets/
O passo seguinte é a hospedagem do ícone. Isso é imediato para quem tem seu próprio servidor ou um serviço de hosting padrão. Mas os serviços gratuitos como o blogger.com não permitem hospedagem deste tipo de arquivo. Tentei o Google Pages e o Microsoft Live, que permitem o upload mas não funciona, pois o primeiro parece que converte o arquivo e o segundo gera um link dinâmico. Por fim achei o site
http://www.iconj.com/
Embora por questões didáticas este seja o passo 2, a verdade a hospedagem foi a última coisa que faltou para por o favicon em funcionamento. Este ICONJ foi uma mão na roda. O engraçado é que é uma "versão beta", seguindo a moda do Google. Será que se eu chamar tudo que faço de "versão beta" será um sucesso? Mas continuando com a parte prática. Por exemplo, usei o site ICONJ acima e fiz o upload do ícone, que gera a URL do arquivo hospedado:
http://www.iconj.com/ico/8/8lqhbd01mn.ico
Na realidade este site já gera todo o código HTML a ser inserido. Separei a URL apenas para mostrar como seria no caso mais comum. Caso seja o seu webserver ou o seu serviço de hosting, o arquivo vai estar em um diretório do próprio webserver.
A seguir basta editar o código da página, colocando o seguinte código na seção HEAD:
< link rel="shortcut icon" href="/favicon.ico" >
substituindo-se a parte do href pela URL verdadeira do ícone. Na URL anterior ficaria:
< link rel="shortcut icon" href="http://www.iconj.com/ico/q/q3q4uy6ykq.ico" />
E por fim o teste. Aqui tive alguns problemas, que me fizeram inclusive baixar e instalar o Firefox. De fato, o IE 7 tem uma dificuldade com o cache. Com isso não estava conseguindo mostrar o favicon nem o html e o ícone locais, o que me fez suspeitar do arquivo .ico. No IE é necessário de alguma forma eliminar o cache, apagando os arquivos temporários e o histórico, e depois reinicializando o Browser. Só que eu relutei em fazer isso pois estava com uma meia dúzia de janelas do IE fazendo pesquisas... Sim, parece que tem que fechar todas. Só abrir uma nova instância não adiantou. O Firefox resolveu esta dúvida, e foi mais fácil instalar o Firefox do que sair de todos os sites...
Marcadores: tutoriais
Domingo, 4 de Maio de 2008
Microsoft desiste do Yahoo! Como fica o jogo agora?
A Microsoft e o Yahoo! não conseguiram chegar ao um consenso quanto ao preço das ações deste último. Com isso a Microsoft jogou a toalha e desistiu definitivamente do negócio. Lembrando que o Yahoo! era uma peça fundamental na estratégia da Microsoft para enfrentar o avanço do Google, como fica esta guerra de gigantes agora?
A Microsoft já foi considerada por algumas pessoas um Império do Mal devido às suas práticas monopolistas, ou pelo menos agressivas, uma espécie de rolo compressor sobre a concorrência. Mas agora os desafios da Microsoft estão crescendo por todos os lados. No ano passado foram processos perdidos na Europa. No campo das aplicações na Web, onde as buscas agora são apenas uma parte, o Google tem supremacia. No campo dos sistemas operacionais, há o Linux no horizonte, que já arrebatou uma boa parte do mercado de servidores e de dispositivos móveis.
Mas se o Linux parece ainda improvável nos desktops das massas, agora temos também uma sensível rejeição ao Windows Vista (em tempo, sou usuário do Windows Vista e não acho que ele seja ruim. Pra mim a rejeição é mais pela exigência de hardware mesmo, que o torna mais lento em máquinas antigas). Já ouvi realmente comentários de usuários do Windows XP do tipo "prefiro migrar para o Linux do que para o Vista". Mesmo não levando estas afirmações muito a sério, pelo menos é certo que a idéia passou pela cabeça destas pessoas. Um dia, quando uma distribuição de Linux for realmente fácil de usar e se consolidar como a preferida dos usuários não-técnicos do Linux, criando um padrão de fato, quem sabe não haverá um concorrente Linux a altura do Windows? Mas espere aí, o Ubuntu está caminhando neste sentido... Se conseguir atingir este nível, talvez uma idéia dessas venha a se materializar. Enquanto isso o Windows XP continua canibalizando o mercado do Vista.
Ah, e sem esquecer que no front dos consoles a recente vitória do padrão BlueRay sobre o HD-DVD deu uma forcinha ao PS3 da Sony sobre o XBOX 360 da Microsoft, que apostava no HD-DVD. Claro que eles se dobram antes de quebrar. Já li que vão lançar um XBOX com Blue Ray, mas claro, essas mudanças de planos significam atraso e prejuizo. Quer dizer, se a Microsoft estava tentando comprar o Yahoo!, não é por brincadeira. Eles precisavam dele para ganhar de vez em pelo menos uma destas frentes.
Resumindo, o Google tem uma carteira de aplicações Web de peso (gmail, google maps, o melhor sistema de buscas, etc.), e uma fonte de renda que não depende de licenças vendidas nem de upgrades de máquinas. A Microsoft gostaria muito de entrar nesta onda, mas chegou tarde e não tem a agilidade em inovação tecnológica que o Google tem hoje, e por isso queria pegar o atalho de comprar o Yahoo! Mas a Microsoft ainda tem muita bala na agulha e quase toda base instalada de sistemas operacionais de PCs, o que ainda é uma grande vantagem. Logo, seria apressado dizer que o jogo está definido. Aliás, não creio que a Microsoft, sem o Yahoo!, vai ser derrotada. Apenas não vai fechar essa frente de batalha. Ou ainda mais, não creio que seja do interesse do consumidor a derrota final nem da Microsoft nem de nenhum dos outros concorrentes, o que seria menos competição. É interessante lembrar que depois que o Google lançou o Gmail com 1 Gb de espaço, o Hotmail passou de meros 2 Mb para Giga tb, e o Yahoo! idem, e tudo de graça, numa época em que nem provedores pagos ofereciam este espaço para email ... nunca é demais lembrar para os fans incondicionais de cada lado que competição é bom para o consumidor.
O Yahoo! não tem nenhuma das vantagens destes dois ... Sem algo novo a tendência seria acabar sendo realmente adquirido daqui a mais algum tempo ou ir minguando e perdendo espaço, (e depois acabar sendo comprado por muito menos que agora). Existe uma opinião de que o caminho da sobrevivência do Yahoo! a longo prazo seria a união com algum outro grupo, no qual os dirigentes do Yahoo! tivessem mais equilibrio de poder do que com a Microsoft, pois com ela não seria uma união, e sim uma engolindo a outra. E este deve ter sido o motivo pelo qual eles fizeram jogo duro no preço das ações, e se isso for verdade me pergunto como os executivos do Yahoo! conseguiram convencer os acionistas a pouparem seus empregos. Já li sobre rumores do interesse do AOL no Yahoo!, ou o contrário. Agora é esperar pra ver.
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Sábado, 3 de Maio de 2008
PCs à venda em Cuba, finalmente, mas ainda sem Internet!
Acabo de ver em um telejornal, começou a venda de PCs para o povo cubano. Digamos que estão meio atrasados. Nem mesmo o Brasil e sua reserva de mercado nos anos 70 e 80 foi tão cruel do ponto de vista digital! O preço dizem que está por volta do equivalente a 1.300,00 reais. Razoável, mas quais serão as configurações? Detalhezinho: sem Internet. Lá isto que pra boa parte dos brasileiros é tão básico quanto água e eletricidade, lá é restrito à elite do governo e aos estrangeiros (!?).
Como levar a sério um regime destes? Parece que o governo é mais inimigo do próprio povo cubano do que dos Estados Unidos... E precisam proibir a Internet pra que o povo não descubra isso. Pra mim um governo que impede o povo de sair do país já não merece crédito. Mas o interessante é que o Fidel, mal se aposentou, e começaram mudanças para melhor. Ou seja, apesar de ser irmão do Fidel, e estar sob influência direta deste, além de ser do mesmo partido, o atual dirigente (Raúl) não consegue ser tão mala quanto o Fidel. Vai ser dificil tirar-lhe este título...
Marcadores: Internet
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
Registro.BR liberará domínios ".com.br" para pessoas físicas
A partir de 1 de maio de 2008 pessoas físicas poderão registrar dominios de extensão ".com.br" no registro.br usando apenas o seu CPF. Antes desta data ainda é necessário ter uma empresa com CNPJ. Esta flexibilização visa atender pessoas que abrem sites na Internet para realização de negócios. Um fato muito positivo, já que esta desburocratização nos deixa mais perto da realidade praticada em outros países (ocidentais, pelo menos), em contraste com o excesso de regras do dominio ".br", algumas desnecessárias, demasiadamente rígidas, apenas gerando obstáculos a iniciativas legítimas.
O que realmente teria motivado esta medida? Na minha opinião, a boa e velha competição. Neste caso a concorrência com outras autoridades de registro, principalmente dos EUA. A verdade é que lá, ou melhor, em um dos "registradores" de lá, qualquer um com cartão de crédito internacional registra um domínio disponível pela própria Internet, e passa a utilizá-lo 5 minutos depois. E estes registros podem ser feitos aqui no Brasil, por pessoas que não fazem questão do ".br" no final do nome de domínio. Sem burocracia, sem enviar documentos, e por preço baixo. Eu mesmo tinha um domínio ".com" no godaddy.com, pelo qual pagava pouco mais de 20 reais por ano, com as taxas. Usei enquanto interessou, e depois expirou quando parei de renovar. Já no registro.br, até o procedimento para cancelar um domínio requer o envio de documentos assinados e autenticados pelo correio.
Na tentativa de liberar mais o registro de domínios, foram, criados várias extensões alternativas, como o "NOM", "BLOG" para pessoas físicas, e os para profissionais liberais, como o "ENG", e o próprio "ETI" usado neste site, entre muitos outros. Mas a verdade é que estes domínios são menos fáceis de lembrar do que os .COM.BR, ou .COM. Muita gente pode simplesmente então passar a registrar nos EUA os".COM", levando aos esvaziamento do registro nacional. Creio que é por isso que as regras excessivas estão caindo, uma por uma.
Fonte: registro.br
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Domingo, 27 de Abril de 2008
E o Windows XP, fica ou sai? Decida aqui.
Neste último mês circularam várias notícias na Web sobre o descontentamento de usuários ou grupos de usuários com o fim previsto do ciclo de vida do Windows XP. Há pelo menos um movimento organizado pedindo à empresa para rever a data de descontinuidade, que é no final de junho próximo. Mas até que ponto estas reinvindicações são realistas? Não será perda de tempo lutar contra o inevitável? Ou será que os usuários tem o direito de continuar comprando o Windows XP, e receber sua manutenção, pelo tempo que desejarem? Segue uma análise dos dois lados desta questão.
Primeiro, as motivações. Consigo delinear três grupos refratários à troca do XP pelo Vista: os indivíduos e empresas que não tem hardware mínimo necessário para rodar o Vista com eficiência, em segundo os usuários com dispositivos e softwares incompatíveis com o Vista e por fim os fans incondicionais do Windows XP. Os primeiros são puramente racionais. Pudessem eles rodar o Vista no PC atual, e nem se dariam ao trabalho de reclamar. Mas esta é uma história que vem se repetindo a uns 25 anos, e a julgar pelo passado, estas empresas e pessoas acabarão se acomodando conforme os PCs mais novos e mais poderosos forem substituindo os atuais. Ou seja, a lei de Moore (leia-se, fabricantes de hardware) e a Microsoft em total sincronia de interesses.
Os segundos, ou seja, aquelas pessoas que tem um dispositivo, periférico, placa, ou software que não são compatíveis com o Vista, estão numa situação um pouco mais difícil. Para eles nem é uma questào de tirar dinheiro do bolso para comprar um novo PC, pois o hardware ou o software incompatível pode não ter substituto atual. Ou então pode ser bem mais caro que um simples upgrade do PC. Entenda que pode ser um periférico pessoal, como uma impressora, que poderia ser trocada, mas pode ser uma máquina ou software feito para uma indústria, as vezes por encomenda, que não pode ser trocado sem planejamento mais complexo. Por mais que a Microsoft, justiça seja feita, sempre se esforce do seu lado por manter a compatibilide, é impossível contemplar todos os produtos de terceiros que eles nem tem conhecimento que existem. Estes terceiros em alguns casos poderiam prover os drivers necessários, mas nem sempre há interesse comercial ou viabilidade econômica de fazer isto. Enfim, este grupo de usuários é o que mais tem razão de reclamar. Pelo menos são um grupo relativamente pequeno, e que tende a diminuir porque nenhum destes produtos incompatíveis com o sistema novo é eterno. E além disso estes usuários corporativos na maioria dos casos já tem o XP na quantidade necessária, e contanto que não sejam máquinas conectadas a redes de acesso geral, como a Internet ou VLANs para usuários finais, o problema não é tão grave.
Por fim o terceiro caso, os fans incondicionais do XP, que vem com argumentos do tipo "o XP é um produto de engenharia superior ao Vista". Este tipo de atitude não ocorre em ambiente corporativo. Ao contrário dos dois anteriores este grupo é irracional, já que, por mais que o XP tenha sido um avanço técnico na época do seu lançamento, com relação aos sistemas existentes, é claro que ele não era e nem é perfeito. E as deficiências foram se tornando mais evidentes ao longo do tempo, principalmente com relação à segurança. E a segurança do Vista é reconhecidamente melhor do que a do XP, embora dando mais trabalho e criando restrições, mas isto é uma regra geral: mais segurança sempre gera restrições e trabalho extra. Dizer que são irracionais náo é uma crítica aos fans do XP, pois eles tem todo o direito de gostar do que quiserem, racionalmente ou não. Mas não há motivo técnico real para se ficar apegado indefinidamente a alguma versão de sistema operacional, e portanto não há racionalidade nesta decisão.
Quem é fan incondicional do XP deveria, caso não consiga realmente abandonar de vez o sistema operacional antigo, mantê-lo no PC no qual ele já roda bem, apenas para fim de coleção, mas desplugado da Internet é claro, e usar um PC atualizado para uso geral, incluindo acesso à Internet. Pode servir talvez para rodar os jogos antigos que não rodam mais no Vista (e que são poucos, e destes poucos boa parte ainda poderiam rodar no Virtual PC dentro do Vista). Essa alternativa é mais ou menos análoga a de manter um carro antigo, com gasto de espaço e de dinheiro (neste caso de não reaproveitar o PC atual), só que sem o mesmo apelo de poder mostar o carro antigo aos amigos, ou desflar com ele na rua. Creio que muito poucos vão querer olhar para uma tela de Windows antigo.
Qualquer pessoa que já tenha se envolvido com o cliclo de vida de um software sabe que ele se parece mais com um ser vivo do que com uma máquina. Quero dizer, o software precisa se adaptar indefinidamente, não apenas para corrigir bugs, mas para se adaptar a novas demandas do ambiente. E como software (ainda) não evolui sozinho, sempre será necessário alguém para manter este processo evolutivo. E estas pessoas obviamente tem um custo. Deste ponto de vista é fácil entender porque a Microsoft não tem o menor interesse em manter o XP, que diga-se de passagem já durou até muito. Não se trata apenas de uma empresa querendo vender uma nova versão a qualquer custo. O modelo de versões maiores fechadas requer isso, tanto do ponto de vista comercial quanto técnico. Mesmo técnicamente, não seria possivel manter uma única versão apenas remendada periodicamente com updates e service packs. Há um limite para isso, além do qual é preciso fazer alterações tão grandes que significam um novo software.
Comparando com o modelo de distribuição do Linux, a diferença é que neste são normalmente lançadas versões maiores em prazos mais curtos e regulares. Isso dispensa o uso dos service packs grandes como os do Windows, as atualizações são feitas em pacotes menores, e torna a migração mais suave (embora mais frequênte). Note-se que o modelo de pagamento normalmente também é diferente, ou seja, algumas distribuições são gratuitas, outras são pagas por assinaturas anuais. No caso da Microsoft paga-se uma vez pela licença e se usa indefinidamente, o que na prática é um período de 4 a 8 anos. Depois disto o uso da versão anterior vai ficando incompatível com hardwares novos, ou não aproveitando totalmente a funcionalidade deles, o que acab motivando ou forçando a troca. Qual dos dois modelos comerciais é mais caro para o usuário é um assunto que não vem ao caso nesta análise. O fato é que não existe versão de sistema operacional eterna, e a questão é como se faz para substituir.
Apenas para análise, poderíamos imaginar que outra possibilidade seria não lançar versões maiores, apenas corrigir a fazer pequenas melhorias na versão atual. Com isso também não precisaríamos trocar PC por falta de capacidade de processamento, apenas quando quebrasse de vez. Antes disso o PC poderia ir sendo consertado, troca-se um HD, troca-se um CD, troca-se até a placa mãe. Haveria menos lixo eletrônico no mundo, menos poluição do meio ambiente por metais pesados... A software house só venderia novas licenças para novos usuários, mas como software não gasta, o número de novas vendas seria decrescente até chegar quase a zero, a serem mantidas as regras atuais (pelas quais legalmente eu ainda poderia estar usando meu Windows NT Workstation 4.0 ou Windows 98 SE, só trocando o PC ou peças de PC). Resuminindo, menos vendas de PCs, menos poluição, e falência das empresas de software que adotam o modelo de vendas de licenças. Só que isso é imaginação, o mundo atual obviamente não é assim.
A realidade é diferente, novos hardwares aparecem, pedindo novos softwares. O NT 4.0 que acabei de citar não reconhece USB nem DVD, e se bem me lembro nem gravador de CD. O Windows 98 SE só gerencia eficientemente 512 Mb de RAM, e estas duas versões nem sequer tem garantia de rodar em uma placa mãe mais nova. No mundo atual, um sistema operacional é compatível com os PCs lançados em uma faixa de anos em torno do seu próprio lançamento, alguns anos antes e outros anos depois. No manual da placa mãe geralmente é dito para que versões do Windows ela é certificada. Então no fundo as alternativas do usuário, uma vez que a versão de um sistema operacional "acaba" (e ainda não é isso que está acontecendo neste momento com o XP), são apenas três: reinstalar o sistema novo que o substitui no PC atual, se for eficiente, ou seja, se ele for rodar com rapidez e com as funções desejadas habilitadas neste PC, ou comprar um PC novo capaz de rodá-lo nestas condições, ou ainda, o que é quase a mesma coisa, comprar um PC já com o sistema instalado (em OEM). A quarta opção seria a de continuar usando o sistema antigo por sua conta e risco, mas é inviável no mundo corporativo e para o usuário consciente da segurança na Internet. O melhor que se pode fazer é, com um bom planejamento, reduzir estas trocas ao mínimo. O sistema operacional Windows deveria ser entendido como mais uma peça do conjunto que forma o PC. Quem compra placas de vídeo poderá entender facilmente: a sua placa de vídeo pode ser ótima, mas se ela for AGP, não poderá ser usada na placa mãe mais nova que só aceita PCI Express. O seu Windows 98 também não... É a vida!
Resumindo, a necessidade de uma nova versão é um fato, o que se poderia questionar apenas é o modelo de marketing da Microsoft. Eles poderiam por exemplo lançar versões menores mais frequentes, digamos, a cada ano, sem tentar vender uma revolução a cada 4 ou 5 anos. Teriam a vantagem de gerar mesmo expectativas (e decepções) e a desvantagem de ter menos novidades para mostrar nas campanhas publicitárias. Também não estariam excluindo tantos usuários de uma vez só por falta de poder de processamento em seus PCs, e em compensação diminuindo indiretamente as vendas de PCs... Talvez uma questão central seja que, quando o sistema operacional for entendido apenas como algo utilitário, ficará mais fácil comparar produtos de vários fornecedores, e consequentemente mais difícil apelar para o lado emocional do consumidor para justificar diferenças de preço tão grandes. Neste cenário, Apple e Microsoft, principalmente a primeira, ou mudariam muito ou deixariam de existir.
O que deve acontecer é que o XP sairá de linha, se não em junho, talvez uns 6 meses depois, ou um ano depois. A Microsoft até poderá ceder a contragosto de retirar do mercado na data prevista, como aliás já aconteceu antes, mas os motivos da troca não desaparecerão, e o fim da linha está próximo. Cabe aos usuários se conscientizar da relação hardware x sistema o peracional, descrita acima. Principalmente os usuários domésticos, já que os corporativos já devem ter isto em mente. Quem comprar um XP agora, para economizar no hardware, estará investindo em um sistema com uma sobrevida menor, e terá que fazer outra compra em menos tempo. Quem já possui o Windows XP também não precisa sair correndo agora para trocar o sistema, pois a data divulgada é apenas uma etapa do fim do ciclo de vida, ou seja, do fim da comercialização de novas licenças, e espera-se que a Microsoft não abandone totalmente os patchs necessários para o sistema. Mas isto acabará inevitavelmente ocorrendo, depois de outro prazo. A questão deste artigo é mais para quem quer comprar uma nova licença.
E por fim cabe lembrar que as falhas de segurança não acabam só porque a Microsoft deixou de lançar os patchs de segurança para um sistema (depois do fim do período de manutenção). Elas apenas deixam de ser corrigidas.
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Artigo: Profissão blogueiro
O site "bolsademulher", dentro do portal MSN, publicou um interessante artigo sobre como blogar profissionalmente. Leia aqui. Embora blog profissional não seja exatamente meu caso, já que gasto apenas poucos minutos por dia com ele, aproveitei muito algumas das informações. Aqueles que sonham entrar na carreira de blogueiro deveriam ler.
A título de explicação, não sou leitor assíduo do "bolsademulher": esta matéria estava na página inicial do portal MSN ...
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Domingo, 20 de Abril de 2008
SP 1 do Windows Vista disponível para download
O esperado SP1 do Windows Vista já pode ser obtido por download no site da Microsoft. O nome do arquivo, para o Vista 64 bits (alguém ainda usa o 32?), é "Windows6.0-KB936330-X64-wave1.exe". Estou a 2 dias com este SP instalado no meu PC, sem nenhum efeito colateral adverso. Acho que nem é preciso ressaltar a importância deste SP. Por mais que se pense que está tudo bem com o PC, obter as últimas atualizações o mais rápido possível é sempre a melhor política.
Link do SP1 All Language Standalone no site da Microsoft (para x64).
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Sábado, 19 de Abril de 2008
Radware descobre mais uma vulnerabilidade no iPhone
A empresa Radware publicou nota relatando uma falha de segurança no navegador Safari, do iPhone. Basta que o usuário acesse um site com Javascript que explore esta vulnerabilidade para que o iPhone fique exposto a uma falha de negação de serviço (DoS). Estes sites podem ser introduzidos por engenharia social (SPAM, por exemplo). O resultado pode ser o crash do Safari ou de todo o sistema do iPhone. A versão afetada do iPhone é a 1.1.4. Ainda segundo a Radware, o iPhone é vulnerável a este tipo de ataque devido a falhas de projeto no sistema do dispositivo:
"Apple iPhone Safari browser is vulnerable to DoS attacks due to a design flaw that may be triggered by a series of memory allocation operations on the dynamic memory pool, which in turn triggers a bug in the garbage collector. The security hole is currently unpatched, leaving iPhone owners vulnerable to potential attacks until Apple issues a security update."
Mas o recebimentos destes links maliciosos é algo raro certo? Errado, a infecção por SPAMs com cavalos de troia é mais comum do que se possa imaginar. Um exemplo recente: já recebi esta semana dois convites do Orkut (de pessoas desconhecidas) em que o perfil destas pessoas possui um link para um suposto album de fotos na Web (fora do Orkut). Só que este link remete a uma página que o meu antivirus detectou como ataque por script. O carregamento da página foi suspenso, graças ao antivirus. Um simples convite do Orkut ... Nada impede o uso de uma tática destas contra o usuário de iPhone. O seu iPhone já tem antivirus, antispyware e firewall?
Fonte: Radware
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Domingo, 23 de Março de 2008
O 7.5 será último AVG free edition?
Recentemente precisei reinstalar um ativirus no Windows Vista (64), e busquei o velho AVG free edition de sempre. Veja abaixo o que encontrei e as conclusões a que pude chegar. E ainda como garantir o AVG grátis por mais um tempinho.
Nada tenho nada contra software comercial. Já comprei muitos softwares de prateleira. E entre esses já comprei uma meia dúzia de versões de antivirus. Mas se tem um software que me não me dá nenhuma satisfação comprar é antivirus. Reconheço a importância, senão nem me daria ao trabalho de instalar. Mas o antivirus não produz nada, nenhuma aplicação diretamente útil para mim, nenhuma diversão. Sim, ele é útil para manter o PC que por sua vez faz coisas que eu quero... racionalmente parece que está tudo certo, mas pensando como usuário o sentimento (essa é a melhor palavra) é que isso é um exagero, eu queria o PC como uma solução pronta.
Por isso, apesar de saber que é altamente recomendável ter um anti-vírus, me sinto enganado ao comprar um. Essa sensação piora porque todos eles tem um prazo de validade para atualizações, normalmente de um ano. E anti-virus sem atualizações fica quase sem utilidade. Na realidade antivírus é mais um serviço do que um produto acabado, e daí que uma mensalidade, ou anuidade, talvez seja realmente o modo mais justo de contratação. Mas a forma de comercialização é duvidosa, já que o que fazemos é comprar uma caixa grande e vistosa, com CD e manual, por um preço relativamente alto. As letras pequenas na licença ao usuário final são as últimas coisas que alguém vai ler ao comprar um software num supermercado ou loja de departamentos, e só depois de chegar em casa e abrir o pacote. Se eu penso em antivirus como serviço, a minha expectativa de custo poderia começar a cair. Deve ser por isso que a Symantec e outras continuam investindo nas caixas grandes e coloridas.
Pra piorar minha implicância com os anti-virus pagos, o terceiro Norton Antivirus, da Symantec, que comprei veio com um sistema anti-pirataria que impediu de reinstalar depois de 3 vezes. Eu não estava pirateando, apenas reformatei o PC mais de 3 vezes no ano. Com isso nem sequer consegui utilizar o prazo de um ano de atualizações! Havia um telefone para atendimento, em são Paulo ... Não vou pagar um iterurbano para call center. Mas valeria comprar outro, mas aí a empresa é que ganha por criar uma inconveniência ao consumidor.
Depois desse episódio com a Symantec, fiz uma pesquisa e acabei achando o AVG antivirus, da Grisoft, que possuía uma versão freeware. Esta versão era definida como básica, mas como eu não me considero com um comportamento de risco, esta deveria ser suficiente. Com ela instalada o Windows parava de reclamar da falta do antivírus na barra de taferas. Sim, sempre se pode desligar este aviso, mas aí minha consciência é que fica pesada... Bom o fato é que utilizei o AVG free por anos no Windows XP. Recentemente instalei o Vista em um PC novo, e de novo me aparece o aviso de segurança na barra de tarefas. Convivi com este pequeno ícone agourento por alguns meses, até que pensei, que diabos, porque não colocar o AVG de sempre? Na verdade não quis colocar logo por uma série de problemas de compatiblidade e estabilidade, e o antivírus seria mais uma provável fonte de problemas.
Enfim, decidido a colocar o AVG, fui ao site (sempre esqueço o nome da empresa e tenho que colocar o nome no google) da empresa. Lá fazem propaganda da nova versão 8, mas não achei uma versão free correspondente. Depois pesquisa no site achei a velha versão 7.5 pra download. Não me parece que existe navegação no site chegando a este link. Ou seja, o link está escondido, e não existe free edition para a versão 8.0. Conclusão, a Grisoft está abandonando este modelo de distribuição e se alinhando com os outros desenvolvedores de antivírus. Provavelmente perceberam que a free edition estava roubando mercado do produto pago.
Mas agora saindo das questões de mercado, voltando à realidade do usuário individual que quer um antivirus razoável e legalizado, recomendo neste momento correr pra garantir a versão 7.5, porque a qualquer momento eles podem tirar esta versão do ar. Claro que essa solução não é eterna. Em algum momento eles deixarão de atualizar a 7.5, obrigando todo mundo a procurar a versão paga, ou outro produto. Ma por enquanto ela está ativa e atualizada, e funciona até no meu Vista Ultimate 64 bits. Para facilitar, temos os links abaixo podem ser úteis, só não garanto até quando:
Página com o link de download da versão 7.5 free edition:
http://www.grisoft.com/ww.product-avg-anti-virus-free-edition#tba2
Link direto para download desta versão:
http://free.grisoft.com/filedir/inst/avg75free_519a1276.exe
Link do AVG 7.5 no site download.com
A escolha mais imediata pelo AVG se baseia, no meu caso, em já ser usuário do produto, e também por ser recomendado no site da Microsoft. Uma outra opção de anti-vírus gratuito é o Avast, que inclusive já alega compatibilidade com plataformas de 64 bits. Mas neste caso ainda teria que testar o produto, com o qual nunca tive nenhum contato. Talvez este seja o próximo passo... caso não desapareça também ... parece que eles oferecem free editions para o consumidor só até entrarem (ou acharem que entraram) para o clube dos grandes ... :-)
Pelo menos o Windows Vista agora parece mais tranquilo com a segurança e parou de reclamar na barra de tarefas. Por falar em Vista, o que aconteceu com aquele serviço de anti-vírus da Microsoft? Tenho a impressão que eles não querem assumir a responsabilidade por mais esta fronteira de segurança nas máquinas dos usuários. Mas por outro lado é uma das últimas formas de ganhar dinheiro indefinidamente (anuidade) dos usuários domésticos, já que empurrar novas versões do sistema operacional tende a ficar cada vez mais difícil. Updates de antivirus é o futuro. Mas ainda acho que R$ 100,00 é caro...
Nota (em 19/05/2008): A resposta é NÃO, ainda não será dessa vez que o free AVG acaba. Quando postei realmente não havia link no site da grisoft para download da versão 8 free. Mas a poucos dias fui alertado por um leitor de que já havia uma versão 8 free rolando nos sites de download. E anteontem eu recebi um email da grisoft com o link para download. E este email dizia que a versão 7.5 só será atualizada até 31 de maio. Já baixei o meu.
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Domingo, 9 de Março de 2008
Reproduzindo arquivos em formato FLV
O formato FLV está se tornando popular muito rapidamente na Internet, sendo utilizado por sites no estilo do youtube. Embora este portal em particular não permita salvar os arquivos tão facilmente, embora não seja impossível, outros facilitam muito o download. Pois bem, acontece que os players tradicionais não tem os codecs para o formato FLV. Pesquisei e achei duas soluções.
A primeira é um player completo, o Bitcomet FVL player:
http://www.portalcab.com/downloads/bitcomet-flvplayer.php
E o segundo é um pacote de codecs, o que permite que os arquivos FLV sejam abertos até mesmo no Windows Media Player, o K-lite Codec Pack 3.80:
http://filehippo.com/download_klite_codec_pack/
Quem procurar achará vários outros, mas estes são um bom começo.
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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
DirectX no Linux
Um usuário doméstico típico que se disponha a utilizar o Linux no desktop de casa se defrontará com diversos problemas de compatibilidade com hardware e software que já possui. Muitos deles se referem a programas comumente utilizados no ambiente doméstico que foram feitos para o sistema Windows. Um programa feito para um sistema não tem obrigação alguma de rodar em outro. Os programas Windows são geralmente distribuídos em forma de binários, o que já elimina qualquer tentativa de adaptação. Sem acesso aos fontes de um programa, mesmo que escrito em linguagem de alto nível, não há como alterar o código do programa para que rode em outro sistema. Aqui cabe um comentário sobre a forma tradicional de distribuição de software no Linux, em forma de códigos fonte que podem ser compilados pelo usuário. Isso oferece um grau de versatilidade muito maior ao software que é criado. Mas voltemos à compatibilidade com o Windows.
O Wine é um software que se propõe a compatibilizar o software criado para Windows com o Linux. Isto é feito recriando a API do Windows e o ambiente de execução. Os programas são instalados normalmente como se fosse no Windows, rodando o instalador, e o Wine se encarrega de recriar os diretórios correspondentes no Linux. Não é uma tarefa fácil, e a solução jamais será perfeita. No entanto pode ser suficiente e adequada para muitos casos. Para programas de escritório, geralmente não há grandes problemas. No caso de jogos, os problemas começam a surgir de diversas frentes. Uma delas é a biblioteca gráfica do Windows, o DirectX. É uma biblioteca bastante integrada ao hardware das placas de vídeo. E tem versões sucessivas para se adaptar a todas as inovações que ocorrem nesta área. A última versão para o Windows XP é a 9.0c. Já existe a versão 10, que no entanto requer o Windows Vista. O Wine no momento não é compatível com o Vista, e portanto a última versão possível é a 9.0c.
Seria difícil recriar no Wine toda a biblioteca DirectX, principalmente tendo em vista as mudanças de versão e de tecnologuas incluídas nos drivers. Uma outra solução é instalar os binários do DirectX no Wine. Nesta linha temos um post do blog Wine Review com tutorial descrevendo a instalação no Linux:
http://wine-review.blogspot.com/2007/11/directx-90c-on-linux-with-wine.html
Não é feita nenhuma restrição quanto à distribuição utilizada.
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