22
Android Eclair (2.1) já domina entre as versões ativas
No comments · Posted by admin in sistemas operacionais, tecnologia movel
O gráfico abaixo, retirado hoje do site “developer.android.com”, demonstra que a versão Eclair 2.1 do Android já tem mais de 50% das distribuições ativas. A mais antiga, a 1.5, está com pouco menos de 19%.
Interessante também é visualizar a evolução da substituição de versões no mercado, como no gráfico abaixo. Nele vemos a arrancada do Eclair a partir de 15/04/2010.
Outra observação interessante é que a participação do Froyo (2.2) já se mostra presente no gráfico, embora ainda pouco significativa. Mas a expectativa é grande, devido às melhorias que ele implementa, como a possibilidade de instalar apps no SD e o tethering nativo. Segundo várias fontes, existe intenção da Google em uniformizar as versões dos sistemas, acabando com a fragmentação que atrapalha tanto a vida dos usuários. Mas vejo vários contratempos neste caminho, como por exemplo as customizações de fabricantes, como o Motoblur, além das customizações de operadoras. Estas customizações atrasam o lançamento da versão do SO específica para o aparelho que as implementa, pois precisam ser apdaptadas ao sistema puro que vem da Google, e depois testadas. Quanto mais adaptações e quanto mais integradas ao sistema, pior. Por isto o Milestone, sem Motoblur, já está com Eclair faz tempo, enquanto que o Cliq/Dext, também da Motorola, está penando no 1.5. Se o Motoblur compensa este atraso? Francamente, não acredito. Os widgets de fábrica do Motoblur para Twitter, Facebook, RSS e etc. são muito ruins, limitados e “bugados”. E os dados do celular que mais interessam são sincronizados diretemente com a conta da Google. Recentemente fiz o teste de restaurar a configuração inicial e não ativar o Motoblur. Os contatos do Google estavam todos lá, assim como agenda, etc.
Em algum momento, faz poucas semanas atrás, achei que a solução para essa confusão era o Nexus One, que teria atualização mais freqüente por ser de responsabilidade da própria Google, de um modo semelhante ao que acontece na Apple que domina o SO e o hardware do iPhone. Realmente, o Nexus One recebeu o 2.1 e o 2.2 rapidamente, era uma esperança. Mas aí recebo a notícia de que a Google descontinuou o Nexus 1. Tive até muita sorte de saber disto antes de comprar.
Agora é encher-se de paciência e contar com a boa vontade dos fabricantes ou partir para ROMs não oficiais, feitas por desenvolvedores independentes (ver o site por exemplo o site modmymobile.com). A situação do usuário Dext que usa ROM oficial no Brasil é desalentadora: um sistema desatualizado, com bugs e com customizações estranhas: ter que engolir o Motoblur, os apps desnecessários (incluindo aquele demo inútil do Assasins Creed, que permite jogar poucos segundos!) e o widget de busca do Yahoo! e não do Google, etc.
E um último comentário sobre as ROMs de desenvolvedores independentes. Eu não tenho nada contra, e inclusive hoje é a única opção aos que querem se livrar das amarras impostas pelos fabricante e operadoras no que diz respeito ao SO. Já existem ROMs customizadas com sistemas 2.1 para o Cliq/Dext, enquanto que a versão 2.1 oficial ainda não tem previsão, se é que sai algum dia. Existem ROMs para todos os gostos. As estáveis, que passam a ROM oficial a limpo, retirando bugs e melhorando a performance, até as pioneiras, para quem quer experimentar as funcionalidades mais novas das últimas versões do Android. Quem entrar nos foruns especializados vai perceber que para algumas pessoas trocar ROM de celular virou um hobby.
Mas pensando em nível de mercado: o usuário comum, aquele que quer apenas usar as facilidades oferecidas pelo smartphone para agilizar sua vida, ainda é a esmagadora maioria. E para eles é muito complicado, para não dizer assustador, fazer os procedimentos de atualizar o SO de um celular seguindo tutoriais de foruns. Para estes, o que funciona é o método oficial mesmo, OTA ou download de um executável direto do site do fabricante, executar e pronto.
Mesmo para um usuário mais interessado em tecnologia e mais habilidoso, pode ser muito demorado e excessivamente trabalhoso obter a informação necessária para atualizar uma ROM como se faz hoje no meio não-oficial. A informação está espalhada por diversos tópicos de diversos foruns. Cada forum tem uma parte da dela e todos estão potencialmente desatualizados, além de escritos sem o menor compromisso com a clareza. Realmente, reunir o conhecimento desta forma e realizar as atualizações com sucesso requer habilidade. Mas uma habilidade que poderia estar sendo empregada de uma forma mais eficiente se o material estivesse organizado e atualizado.
Outro aspecto negativo é que estes projetos são completamente pessoais, centrados em um único desenvolvedor e no máximo com a participacão de alguns amigos diretos, sem disponibilização dos fontes e dos procedimentos utilizados para criar a ROM. Um projeto pessoal destes morre assim que o desenvolvedor se desinteressa em levá-lo adiante. O que falta, na minha opinião, que que tais projetos fossem conduzidos mais ao estilo do software livre, com uma comunidade por trás e acesso total e organizado aos fontes e à documentação.
Sobre a outra ponta, a dos fabricantes, surgiu no Engadget e em outros sites a notícia que o Droid X, novo lançamento da Motorola, não permitirá instalar ROMs alteradas, ou seja, instalação de firmware não certificado pela empresa. O aparelho usa a tecnologia eFuse da IBM, que altera os circuitos sob demanda, impedindo o boot se a ROM não for reconhecida. Inicialmente especulou-se que o eFuse queimaria definitivamente os circuitos do celular, “brickando” o aparelho para sempre. Depois saiu comunicado da Motorola em resposta, dizendo que a tecnologia de proteção não inutiliza permanentemente o celular, que ele retornaria ao funcionamento assim que uma ROM oficial fosse reinstalada. Ainda assim, impedindo a troca da ROM por uma customizada. Ainda não soube de experimento com o aparelho que comprovasse as versões acima, e muito menos de procedimento para contornar a proteção do eFuse e permitir alterar a ROM. O que é relevante aqui é que se esta iniciativa da Motorola se tornar comum entre os fabricantes, mesmo a prática atual de customizar o firmware pode se tornar impossível (o que é o objetivo da Motorola) ou muito mais difícil e arriscada do que é hoje, deixando os usuários ainda mais dependentes das versões de sistemas dos fabricantes.
No tags
13
N900: Um dispositivo único com prós e contras marcantes
No comments · Posted by admin in sistemas operacionais, tecnologia movel
Está previsto para agosto o lançamento oficial no Brasil do Nokia N900, um “tablet-smartphone” que roda o Linux Maemo, e já sairam muitos reviews na mídia especializada sobre ele. Vamos ver um resumo dos fatos, e destacar alguns dos pontos positivos e negativos deste aparelho que não se encaixa bem em nenhuma classificação atual. Descubra aqui se o N900 é para você.
Primeiro falemos sobre sua origem, o que ajuda a entender muita coisa. O N900 é sucessor da linha N800, que não tinha função de celular, era apenas um tablet (pequeno…), ou computador de mão. No 900 foi inserida a função de telefone. Isso explica porque em vários aspectos o aparelho parece mais fraco como telefone que a concorrência. Não se trata do hardware, mas deficiências do software. Sendo a plataforma do aparelho é uma versão do linux aberta, pode ser feito absolutamente tudo para preencher o que falta, mas não houve tempo ou empenho da Nokia para entregar todas as facilidades de um bom smartphone já de fábrica. Um exemplo sempre citado é o MMS, que não vem configurado, mas pode ser instalado pelo usuário. Uma outra desvantagem é o tamanho, pois ele é mais grosso e pesado que a média dos smartphones atuais. A bateria também é muito criticada, mas nisso ele está meio empatado com o resto, que em geral é muito ruim. Por causa disto tudo fala-se que o N900 não é um smartphone e sim um computador de mão com a função de telefonia. E isto é uma boa descrição que ajuda a entender as limitações e apreciar a grande vantagem do N900.
O lado positivo do N900 é justamente ser um computador rodando uma distribuição linux baseada no Debian. Como uma distribuição linux típica, ele é aberto e modificável. É possível desenvolver software para ele utilizando ferramentas já conhecidas pela comunidade do software livre. É muito fácil também obter permissão de root, sem precisar hackear o aparelho ou gravar uma nova ROM. Como se diz por aí, é quase impossível “brickar” o N900. No mundo Android, ao contrário, a situação é bem diferente. O Android se baseia em software livre, usa o kernel do linux, mas a versão para consumo é fechada: não se pode alterar o sistema operacional ou os aplicativos pré-instalados. O que é permitido nestes casos é fazer aplicações em Java adicionais, mas não alterar o funcionamento do sistema, ou sequer atualizá-lo. A consequência disso é que muitos celulares com Android rodam ainda a versão 1.5, muito atrás da 2.2 atual. Quem quiser a versão mais nova entra no mundo do hacking, correndo os riscos associados a isso. Já existem desenvolvedores independentes de versões alternativas de sistemas para celulares com Android, uma prática que está ficando cada vez mais popular. É uma alternativa sim, mas estas ROMs de terceiros e seus métodos de instalação não tem garantia nenhuma, e nem uma comunidade organizada por trás dando continuidade. Outra diferença do Android é que nele o linux foi fortemente alterado/customizado, e a forma de desenvolvimento interno para ele é bem diferente de uma distrubuição linux tradicional. No N900 conta-se que é possível instalar diretamente a versão Debian para ARM (não comprovei isso).
Não vou repetir aqui as especificações do aparelho, veja aqui neste blog (http://n900.aguilarj.com/?page_id=7) , que inclusive é uma boa fonte de informações sobre o N900 em português. O autor deste blog também desenvolveu um pacote de localização de linguagem de português do Brasil, que pode ser facilmente instalado. Sim, pois a versão que será vendida oficialmente no Brasil pela Nokia virá apenas com português de Portugal. Isto é mais um exemplo da inconveniência do N900 para o usuário comum, ao ter que buscar e instalar (ou fazer) um pacote para ter uma funcionalidade que devia estar pronta para uso, mas ao mesmo tempo demonstra o poder do N900 para o usuário especializado, que é justamente a facilidade de instalar ou fazer novas funções para a máquina. Dois lados da mesma moeda.
E por fim, um detalhe de hardware realmente negativo do N900 é que ele tem tela de toque resistiva e não capacitiva. A tela resistiva tem menos precisão, menos durabilidade, e deixa passar menos luminosidade, além de dificilmente implementar multitoque. Do meu ponto de vista é o problemas mais sério do N900 e que não pode ser contornado com a boa vontade do usuário. A vantagem da tela resistiva é que permite o uso do “stylus”. Sim, quase tudo na vida tem um lado positivo… E falando em entrada e saída, o teclado é bom, espaçoso, mas tem apenas 3 linhas de teclas. A tecla espaço fica no meio das letras. Até meu Dext tem um qwerty mais padrão, de quatro fileiras de teclas.
E por fim não se pode deixar de comentar o próprio Maemo. Como já disse ele é uma versão do Debian feita pela Nokia seguindo a filosofia do software livre. A má notícia é que ele será descontinuado, em favor de uma nova versão do linux que está sendo desenvolvida pela Nokia em conjunto com a Intel, o Meego. O Meego roda no N900, mas de novo, fica a cargo do usuário instalá-lo e mantê-lo. Um usuário final típico não vai querer “sujar as mãos” com isso.
Então, resumindo os prós e contras:
Prós: plataforma de desenvolvimento aberta baseada em linux, utilizando ambiente padrão do software livre. Hardware robusto e versátil.
Contras: tela de toque resistiva, sistema operacional padrão vai ser descontinuado, funcionalidades de telefonia abaixo da média, tamanho e peso acima da média.
Com uma lista de contras tão contundente será que vale a pena comprar o N900? Bom, o fato é que se analisar bem, ele é o único no mercado na sua proposta, ele tem o monopólio. Se eu quiser um aparelho que faça o que ele faz, só ele mesmo: um computador de mão rodando linux aberto e com telefonia. Eu não compraria por exemplo um N800 que não serve para falar, mas com o N900 me arriscaria a utilizá-lo como celular e computador móvel ao mesmo tempo.
Quanto ao preço, o que foi divulgado pela Nokia para o mercado nacional é de 2.000,00 (versão sem subsídio de operadoras), mas já achei ofertas online de produto novo por 850,00, sendo que 1300,00 na média. Boa parte dos aficionados por tecnologia e gadgets já deve ter adquirido por esta via, e como o N900 é claramente voltado para este público, acho que a Nokia foi extremamente LENTA em lançá-lo por aqui. Como não houve sequer localização para a lingua portuguesa do Brasil, e o produto será importado, não entendo o que justificou tanta demora.
2
Ubuntu 10.10, Maverick Meerkat, já está em alpha 2
1 Comment · Posted by admin in sistemas operacionais
O tempo do software livre não para, a marcha da evolução do linux continua incansavelmente, e para quem gosta de novidades, isto é um prato cheio. Parece que foi ontem que eu estava atualizando meu(s) ubuntu(s) para o 10.04 (mais precisamente, fazem 2 meses) e já temos a segunda edição, a alpha 2, da versão seguinte do Ubuntu, a 10.10 Maverick Meerkat. A versão alpha 1 saiu 3 de junho. A aplha 2 foi ontem, 1 de julho, e a próxima, alpha 3, será 5 de agosto. Ao contrário da 10.04, que eu acompanhei desde o início na máquina principal de casa, esta só vou instalar se tiver tempo de montar um PC separado só para isto. Para quem ainda não vivenciou este processo de pré-lançamento, neste período o fluxo de atualizações e alterações é altíssimo. Para quem como eu já usa o linux no dia-a-dia, colocar isso na máquina de uso geral pode ser impactante. Não só pelas possíveis instabilidades, mas pelo próprio tempo e volume de download. Acho que no 10.04 baixei o sistema operacional umas 10 vezes, de tanta atualização.
Mas é muito interessante ver como a próxima versão vai ficar, constatar novas funcionalidades sendo acrescentadas, e quem quiser pode se envolver verdadeiramente no processo, testando, reportando bugs, etc. Para quem quer embarcar na próxima versão, a recomendação é montar uma máquina dedicada a isso, talvez usando aquelas peças que ficaram dos upgrades anteriores… Mas só que não podem ser muito antigas também. Chega a notícia de que a 10.10 vai eliminar o suporte à arquitetura i586. Isso equivale a grosso modo ao Pentium 1 e ao AMD k6. São máquinas de mais de 10 anos de idade, e caso tenham sobrevivido até agora, podem ser alocadas a outras funções que não a de ser o desktop principal.
De posse da máquina de testes, o próximo passo e ir no site oficial da versão 10.10, que tem todas as informações e instruções necessárias, bem como o link de download do ISO. Tal como nas versões anteriores, pode-se também utilizar o comando “$ update-manager -d” numa instalação pré-existente para baixar a versão alpha, mas de novo, não recomendo fazer isso no PC que está usando para outras coisas. O link da 10.10 é:
http://www.ubuntu.com/testing/maverick/alpha2
E por fim, veja as datas previstas das próximas edições
5 de agosto: Alfa 3
2 de setembro: Beta
30 de setembro: release candidate
10 de outubro: Versão final
Cabe lembrar também que a versão atual do Ubuntu, a 10.04, é uma LTS, long term support, e por isso os usuários corporativos que a utilizam poderão considerar seriamente a necessidade ou não de fazer o upgrade para o Maverick. De um modo geral, se não houver alguma nova funcionalidade na nova versão extremamente necessária, o trabalho de atualização, que nas empresas envolve testes de homologação e custos adicionais, pode ser evitado. Já os usuários pessoais, mais especificamente os viciados em novidades, eu não farei comentário semelhante, pois seria inútil …
e por falar nisso, será que me falta alguma peça para montar o PC de testes?
19
Versão Mobile do Tecnoinsider está ativa
1 Comment · Posted by admin in Internet, redes, tecnologia movel
O blog Tecnoinsider agora tem versão mobile. A partir de hoje, quem acessa o site pelo Android, iPhone ou Windows Mobile é direcionado para uma telinha inicial mais limpa e amigável. O dispositivo móvel é detectado automáticamente, sem necessidade de optar pela versão mobile ou a normal. Mas quem tem uma tela grande no smartphone pode usar a versão normal se preferir. Existe um link de saída para a versão normal no rodapé da página. Note que esta opção fica memorizada no dispositivo, mesmo entrando novamente no browser. Para voltar à versão mobile use um outro link (“Return to Mobile Edition”) também no final da página. Outra dica: se houver imagem grande no post ela poderá estar cortada na versão mobile. Mas basta clicar na imagem para poder rolar sobre a imagem completa. O plugin utilizado foi o WordPress Mobile Edition 2.3, da Crowd Favorite.
Ainda falando em WordPress e smartphones, instalei também o app para Android “WordPress”, da Automatic, o que agora me permite administrar os blogs de qualquer lugar. Estas foram minhas duas últimas “aquisições” para a caixa de ferramentas de manutenção de blogs. Fiz também mais alguns ajustes no TecnoInsider que provavelmente serão imperceptíveis aos leitores, mas afetam a performance e a visibilidade na Web (atualizando sites externos).
18
Banda Larga a R$ 35,00 em 2010, nas principais capitais do Brasil
No comments · Posted by admin in Internet, redes
Segundo informativo “Suas Finanças” do Infomoney, o plano do governo é que já em 2010 esteja disponível acesso de banda larga a preço baixo, R$ 35,00, nas principais capitais do país, em especial nas que irão abrigar os jogos da copa de 2014. O PNBL (plano nacional de banda larga), que é coordenado pelo Ministério do Planejamento, prevê ainda a interligação de mais 100 municípios.
As cidades seriam São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador. Fiquei em dúvida com relação a São Paulo, não está havendo uma dúvida se ela será sede da copa?
Bom deixando esta polêmica de lado, é uma boa notícia. Mesmo sabendo que a velocidade prevista para este preço é de 512 kbps a 784 kbps, o que apenas com muito boa vontade se considera banda larga hoje em dia. Mas levando em conta que o objetivo é atender a um público que atualmente está usando linha discada ou nem isso, é um avanço. Creio que para um usuário casual de Internet, que quer fazer algumas consulta na Web e ler emails, esta velocidade será satisfatória por enquanto.
Com isso o consumidor brasileiro poderia começar a baixar o custo médio per capta com provedor de banda larga no Brasil, que hoje é calculado em 4,5% da renda líquida. Na Rússia este valor é 1,68%, e nos países desenvolvidos menos de 0,5%. Mas ainda assim, o lado positivo disso é mais no aumento de disponibilidade que em preço baixo, pois o valor inicial mais baixo é proporcional ao preço já praticado no mercado em planos maiores. A título de comparação, 35 reais por 512 kbps é mais ou menos compatível com o preço médio aqui no Rio de 70 reais (arredondando para cima) por 1 Mbps. É uma conta simples, para quem não percebeu, basta dividir os dois últimos números por 2…
Quem já viu as fotos do novo Mac Mini? Aí em cima temos uma pequena amostra. São fotos retiradas do site da Apple, apenas para demonstrar o tamanho. Quem quiser ver o novo case de alumínio em toda a sua beleza poderá ir neste site. Mas sem querer desmerecer o design, o assunto do artigo é outro, é sobre a característica do Mac Mini que lhe dá o nome, o tamanho. A questão é que o Mac Mini, mais uma vez, expõe uma “verdade inconveniente” para o mundo do PC: porque os desktops em média ainda são tão grandes? Pois se dentro deste pequeno gabinete de alumínio temos um PC de configuração razoável: a básica tem Core 2 Duo de 2,4 GHz, 2 Gb RAM (chegando até 8), 320 Gb de HD (chegando a 500) e chipset de vídeo nVidia GeForce 320M. É hardware mais que suficiente para quase tudo o que se faz com um PC hoje em dia, dentro de uma caixa umas 10 vezes menor que um gabinete ATX. Para ser mais revolucionário, eu retiraria a unidade ótica, que poderia ser vendida em separado, reduzirindo ainda mais o tamanho e peso.
A revista no Easy Linux brasileira passará a se chamar “Ubuntu User”, mantendo a numeração anterior da Easy Linux, ou seja, a primeira já será a número 19. A revista Ubuntu User já existia internacionalmente, eu procurei o site. É interessante notar que a Easy Linux já dedicava grande parte do seu conteúdo ao Ubuntu, refletindo o fato desta ser realmente uma das distribuições mais “easy”. A mudança de nome só vem formalizar este fato, e agora o foco deve ser ainda mais no Ubuntu. Vejo um lado positivo nisso, que é o Ubuntu se consolidando como opção mais predominante para o usuário iniciante, o que elimina uma série de frustrações destes quando tentavam começar no Linux com distribuições mais complicadas, sem sucesso. Outra vantagem é que estes usuários que estão usando a mesma distribuição podem trocar mais informações entre si, fortalecendo uma cultura de uso do sistema. Ver na tela abaixo a chamada na revista Linux Magazine (print screen do PDF).
O lado meio preocupante é que, apesar de ser usuário do Ubuntu e acabar de defender este sistema no parágrafo anterior, não gostaria que ele obtivesse a supremacia total entre todas as distribuições Linux, sufocando as demais e acabando com a diversidade de distribuições que atualmente ainda existe no mercado Linux. Do contrário lentamente o mercado retornaria ao controle total por uma só empresa, acabando com a concorrência, com a competição e reduzindo a qualidade e a liberdade de escolha dos usuários.
22
Ubuntu 10.04 LTS (lucid lynx) quase na versão final
No comments · Posted by admin in sistemas operacionais
Eu não disse nada aqui até agora, mas já estou há quase um mês usando o Ubuntu 10.04 LTS, lucid lynx (o “lince lúcido”?
curiosidade: nunca me dei conta disso, mas acabei lendo em algum lugar que o codinome das versões do Ubuntu tem uma regra de formação: são duas palavras, um nome de animal e um adjetivo, sendo que as duas começam sempre com a mesma letra, que por sua vez é um sequêncial incrementado a cada versão, em ordem alfabética. Ou seja a próxima versão será um aninal que começa com M e com uma qualificação idem … ). A versão 10.04 é uma LTS, para quem não sabe, com tempo de suporte extendido. Isso faz sentido para empresas em que se deseja mais estabilidade no parque instalado. Para mim não fará diferença, pois provavelmente pegarei a versão 10.10 assim que sair. Na verdade, e não recomendo isso a ninguém, estou usando o 10.04 desde que era alfa (pré-beta. Agora já está em release candidate, pós-beta, bem estável), o que é obviamente uma temeridade. E o pior é que deu pra usar sem maiores sobressaltos. O Ubuntu em alfa é melhor que muito SO sendo vendido em prateleira. Uma última curiosidade sobre minha experiência com o Ubuntu antes de comentar esta versão, é que desde o 8.04 eu não gravo uma mídia da distribuição. De lá pra cá estou apenas atualizando uma versão após a outra pela internet (8.10, 9.04, 9.10 e agora a 10.04). Isso além de prático é ecológico, são menos CDs descartados no meio ambiente… Mas assim que sair a mídia final do 10.04 pretendo gravar o CD para ter uma cópia mais atual como segurança. A seguir alguns poucos comentários sobre a nova versão. Não é um review completo, que devo fazer em algum post futuro.
Duas impressões já no boot inicial: a primeira que ele ficou ainda mais rápido. Creio que a Canonical deve ter uma equipe pesquisando obsessivamente formas de otimizar o boot e o shutdown (sim, este também está muito mais rápido!). A segunda coisa impossível de não notar é o esquema de cores default, variando de lilás, roxo e rosa, com detalhes em branco e laranja. Gosto não se discute, mas acho que posso pelo menos dizer que este esquema não é nem um pouco neutro. Pela primeira vez me sinto tentado a personalizar o visual no boot… Mudam alguns aplicativos, senti falta especialmente do gerenciador de HDs que comentei na versão anterior. No Gnome não percebi muitas diferenças. A principal foi que colocaram os ícones de controle da janela do lado esquerdo (os botõezinhos de minimizar, maximizar e fechar)! Isso realmente gerou um certo desconforto no início, mas agora acostumei. Mas fico pensando em qual foi a vantagem de contrariar um costume tão arraigado como botões de janelas no lado direito…
Outra coisa que se nota rapidamente é a integração com mensagens instantâneas no painel de cima, perto do botão de desligar.
Outras coisas que são apregoadas como vantagens do 10.04, mas que não tive oportunidade de verificar, são um suporte melhor aos drivers de vídeo (no meu caso o conjunto GeForce 8800 GTX e Ubuntu já me parecia bem afinado, usando drivers da nVidia), e falam de uma loja virtual de músicas no estilo da Apple Store, mas que ainda não achei na versão beta (mas também não procurei com afinco, pode não estar habilitada ou estar associada ao Ubuntu One, que eu não usei, mas de qualquer modo não é feita muita propaganda dela na interface). O Ubuntu One continua (sendo ignorado por mim, mas isso não significa nada, pois simplesmente não tive a combinação certa de tempo/necessidade para utilizá-lo), e esta loja deve ser mais uma tentativa de obter receitas utilizando um SO gratuito. Ah, e o kernel está em the 2.6.32-21.
E uma última dica: no meu caso, não sei se por ser uma versão beta, na instalação (do upgrade) foi retirada a permissão de administrador do meu usuário normal (não root). Só percebi quando tentei montar um pendrive e ele só montava como read-only. A solução foi entrar como root e habilitar novamente as permissões do meu usuário comum. A dica é ter certeza de possuir a senha de root antes de fazer o upgrade, só por segurança.
Mais detalhes nesta página do site oficial do Ubuntu:
21
Planos de dados móveis: limitação por velocidade ou por quantidade de dados?
No comments · Posted by admin in Internet, redes, tecnologia movel
Quem acompanha mais de perto as operadoras de celular já deve ter percebido as mudanças frequentes na forma de tarifação dos planos de dados. Os pacotes entram e saem, mudam preços e quantidades, e mais importante, muda a própria unidade de medida que será cobrada. Ora vendem plano limitado por velocidade, ora por quantidade de dados trafegados mensais. Afinal, de onde vem tanta dúvida na cabeça dos executivos de telecomunicações? Eu tenho apenas duas hipóteses. Uma é a velha maquiagem do produto, para obter margem de lucro melhor. A outra é que eles estão meio perdidos mesmo. Pode também ser uma combinação das duas: de ganância com falta de planejamento, em proporções variáveis. Vamos analisar alguns exemplos e notícias recentes para ver qual hipótese mais se encaixa, e como o consumidor pode sobreviver em meio a esta selva de planos de dados.
(mais…)
A informática sempre se alimentou de rumores, alguns se confirmam outros não. Acompanhá-los para mim é divertido, e acaba sendo necessário, já que muitos acabam virando realidade. Aqui temos dois: um, que nem parece ser tão improvável, é o lançamento do até agora chamado Motorola Shadow, que seria uma espécie de Droid mais bonito e mais atualizado. O lançamento não foi confirmado pela empresa, mas as especificações e fotos vazaram e estão espalhadas pela Web (será que vazaram mesmo ou é marketing?). Ver uma delas abaixo, é realmente bonito. O segundo rumor, este mais difícil de comprovar, e no entanto até mais interessante, é que haveria um convênio entre a Motorola e a Google, tal como esta fez com a HTC, para que este modelo seja o futuro ‘Nexus Two’. Aí só o tempo dirá.
Analisando: pela foto vemos que o design ficou bom. Gosto estético obviamente é subjetivo, mas pra mim o visual é muito superior ao Droid/Milestone. Não que eu ache o Droid feio, mas tenho restrições aos detalhes dourados e ao teclado. Vemos também que as teclas parecem bem maiores que as do Droid. Aquela protuberância na lateral é um suporte para alça de mão. Não sei ainda se é uma boa idéia, nunca usei alça de mão em celular, também nunca senti falta. Das especificações, tela de 4,3″ com resolução de 850×480, e Android 2.1. Melhor que o Droid e melhor que o Nexus One, pois tem teclado físico. A se confirmar tudo isso, esse dispositivo, seja lá qual for o nome final, se Shadow, Nexus Two ou outro qualquer, vai virar meu próximo objetivo de consumo em smartphones.






