Tecnoinsider | por dentro da tecnologia

Já manifestei diversas vezes aqui no blog a frustração de ter comprado um Dext e usar o Android 1.5. Essa frustração na verdade surgiu quando, ao procurar sobre informações sobre updates no site oficial, não achei nada que me desse esperança de que a atualização fosse algum dia ocorrer. Pois bem, a esperança renasce com a divulgação de um cronograma para atualização do Dext (Cliq) e Milestone (Droid) pelo mundo. Agora pelo menos existe uma data prevista. Se vai ocorrer de fato é outra coisa, mas perceba, nem que seja apenas para se sentir melhor,  que o que está em jogo é mais a credibilidade do fabricante do que a satisfação de um usuário com um produto. Veja a tabelinha abaixo com as previsões:

Desta tabela pode-se notar que usuários do Milestone na América Latina não tem previsão de obter o update para a versão 2.1. Por outro lado os do Dext pelo menos podem esperar até o terceiro trimestre (de 2010) para obtê-la. Ainda assim considero que o Milestone está em vantagem com relação a atualização, pois já estaria confortavelmente com a versão 2.0, duas versões a frente do Dext (1.5 e 1.6) durante mais da metade deste ano. Mas, além disso, na Europa o Milestone já receberá o 2.1 no primeiro trimestre (mesmo sem precisar tanto).

Impressiona os prazos longos para colocar um sistema que já está em produção (o 2.1 já está no Nexus One) nos dois dois modelos de smartphone. Li em um forum que a justificativa seriam as versãoes customizadas para cada operadora. É uma hipótese, não confirmada. Mas ainda assim, quase um ano para customizar um SO de smartphone é muito tempo!

Fonte: Forum oficial da Motorola.

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O vídeo a seguir mostra as características no novo Windows Mobile 7. Como digo sempre, não faço torcida, mas neste vídeo é clara a influencia do Android e do iPhone no design e na interface do Windows Mobile 7. Como dito no post anterior, é adotada interface semelhante à do Zune, o tocador de música da Microsoft. Já foi dito em outras fontes que na realidade serão duas versões de Windows Mobile 7, uma com a cara que está nesse vídeo, e outra para o usuário profissional, mas não tenho confirmação disso ainda.

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Quem acompanha tecnologia pela Web pode detectar um aumento de posts e artigos sobre o Windows Mobile 7 nas últimas semanas. Bem menor do que a movimentação que antecedeu outros lançamentos de sistemas para smartphones, é verdade, mas ainda assim maior do que a compatível com o atual market share do Windows Mobile. A única coisa que justificaria isso seria um produto revolucionário para reverter o abandono progressivo deste sistema. Pelas informações que se tem até agora, é exatamente isso que a Microsoft quer apresentar. Independentemente do sucesso do 7, as mudanças no sistema são tais que pode-se considerar que o “antigo” Windows Mobile realmente acabou, e trata-se agora de uma tentativa de começar quase do zero tanto em identidade visual quanto em mercado. Como aconteceu esta tragédia com o Windows Mobile, e o que poderá vir daqui pra frente?

Como ex-usuário do Windows Mobile 6.0 (para celulares) não tenho quase nada a reclamar dele no período que o utilizei, já que fazia tudo o que eu esperava de um smartphone na época e até mais. Era um aparelho com tecladinho fisico embaixo da tela, no estilo mais profissional, que tornava a digitação de SMS e pequenos emails finalmente suportável em um celular. Permitia ler emails (com restrições) e acessar a Web bem melhor que um celular comum. Foi o primeiro smartphone que eu comprei, e a tendência como consumidor seria ir na inércia e continuar usuário das próximas versões. Mas não foi o que aconteceu, e direi porque. Passado aproximadamente um ano, algumas limitações começaram a ficar evidentes: tela pequena demais, hardware lento, pouco software disponível, navegador Web limitado, etc. Isso é esperado, e neste momento é natural começar a prestar atenção ao mercado e fazer comparações entre a versão que sistema que eu tenho, as novas versões do mesmo sistema e as versões de outros sistemas. Eis a minha impressão da época.

A primeira coisa que se notava é a falta de unidade, de coerência de versões, do sistema. Eram duas versões, um para celulares (o standard), mais limitado, e outro para PDAs puros ou “PDAs com função de celular”. Este último tinha mais recursos e rodava em harwares melhores, só que funcionava como o antigo Windows Mobile baseado stylus, que eu acho muito chato para uso pessoal. Quer dizer, a impressão é de ficar amarrado a um sistema mais limitado apenas porque a versão melhor foi empacotada para uso profissional. A idéia de versões para públicos específicos faz sentido, mas se mal ajustada, como me parece ser este caso, deixa todos insatisfeitos. No caso acho que fizeram uma divisão artificial e mal feita das versões, apenas para reservar mercado da versão mais cara. A segunda coisa que notei foi a falta de agilidade para utilizar novas tecnologias, como telas touchscreen, acelerômetros, GPS, etc. E por fim, não vi iniciativa para tentar reverter a falta de programas. Cadê a loja online e as facilidades para o desenvolvedor independente? Resultado, a Microsoft praticamente me expulsou do Mindows Mobile (e acabei indo pro Android).

Parece que a Microsoft acordou, e as informações que me chegam agora é que eles estão atacando cada um destes problemas. A interface com o usuário vai mudar. Falam em padronizar com a interface do tocador de música da MS, o que nada mais é do que o que a Apple fez desde o início. Na verdade faz sentido, pensando no uso pessoal, mas e o uso corporativo? O engraçado é que a opção pelo mercado corporativo era clara até a versão 6, com uso de teclados físicos no formato do Blackberry ou de stylus como em PDAs. Mudar para inteface de tocador de música é uma guinada de 180 graus.

Além disso para o usuário final o sistema é a interface, quer dizer, o 7 na realidade tem cara de 1.0 … além disso alguns comentários falam que não conseguiram ainda eliminar por completo o uso do stylus da interface. Isso é difícil de acreditar, mas como são diversas fontes, pelo menos deve-se levar em consideração. De qualquer modo seria estranho um aparelho vir com um stylus acoplado só pra usar em algumas poucas telas.

Com relação ao hardware, não vejo dificuldades. Todos os recursos tecnologicos que falei antes já são padrões e os fabricantes podem inserir em qualquer projeto, bastando que o sistema operacional os acesse. Já no software, a MS criou uma loja online, mas quase não se houve falar dela. Talvez estejam aguardando o lançamento do novo sistema para relançar a loja. Mas a palavra “aguardar” é meio incompatível com tempos atuais, e vimos que perder o tempo pode ser fatal… E para os desenvolvedores, existe a dificuldade de ter que comprar uma licença do Visual Studio, já que a versão Express do 2008 não pode ser utilizada com o SDK do Windows Mobile. Ou seja, foram tímidos nas duas iniciativas, da loja e do engajamento de desenvolvedores. Outro ponto indefinido é como o sistema da MS vai se relacionar com o mercado de propaganda móvel, que já está sendo explorado agressivamente nos outros sistemas, e pode ser uma fonte de renda signicativa, maior que a venda de licenças do Visual Studio, de programas na loja virtual, ou talvez até de licenças do próprio sistema operacional! Parece que a MS quer competir com a Google sem endender as regras do novo jogo, utilizando o mesmo modelo de negócios da década de 80.

Não tenho torcida contra ou a favor do Windows Mobile, mas a idéia que me fica dele é: “legal, a MS deixou o sistema de smartphone que eu usava morrer, tive que abandoná-lo, e agora vai criar um novo”. Mas o que se aproveita da minha antiga experiência com o sistema? Que programas antigos eu ainda posso usar? E para quem já saiu do Windows Mobile e teve que converter contatos, links e etc. para outro sistema? Resumindo, a tragédia aqui foi perder o momento certo e deixar os usuários escaparem. Porque eu acho que recuperar um usuário antigo é mais difícil que conseguir um totalmente novo.

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O iPad, o próximo grande lançamento da Apple,  não é exatamente novidade. A começar porque a própria Apple já fez uma tentativa há muitos anos, em 1996, com um computador neste formato, o Newton. Ele não fez sucesso, em parte por causa do preço, em parte pelas limitações da tecnologia da época. Era um tablet operado por stylus, cujo conceito acabou se concretizando em parte no Palm, mas em formato de PDA, muito menor. A idéia do tablet poderia ser descrita como um computador de tamanho comparável ao de um livro e cuja tela operada por toque ocupa toda a parte frontal. Este conceito nunca saiu completamente de cena, sendo revivido de tempos em tempos pelas grandes empresas, mas sem se concretizar em um produto de massas. Mas tudo leva a crer que isto está prestes a mudar.

Na foto abaixo, o Newton da Apple, em 1996:

Finalmente, depois do sucesso dos e-readers (kindle e etc) e dos netbooks, ficou evidente que o mundo está pedindo por tablets, mas agora no sentido de um computador relativamente pequeno, mas não muito, com a finalidade principal de consumir conteúdo (sendo que livro é apenas um tipo de conteúdo). Abordei este assunto em um post de 14/10/2009 (“A Wikipedia no seu bolso” ) no qual um aparelho leitor de Wikipédia portátil acaba me levando de volta à ideia de um leitor universal de mídia e Web.

Finalmente temos o anúncio do iPad há algumas semanas, que não comentei de imediato apenas por achar que isto já havia sido feito à exaustão por todos os lados da Web. Uma análise das especificações do iPad que saiu nesta cobertura da imprensa pode se resumir em uma palavra: limitado. Sem multitarefa, sem USB, com 10 horas de autonomia… será que a Apple finalmente errou na mão? Parte desta estranheza poderia ser creditada à comparação do novo aparelho com os existentes. De fato, o iPad é considerado por muitos uma resposta da Apple ao Kindle. Logo, compará-lo com este é um impulso natural. Só que o Kindle, por ser dedicado à leitura, leva imensa vantagem nisso: a bateria dura dias e o e-paper é mais confortável (embora monocromático). Por outro lado, comparando o iPad com netbooks e outros tablets que já existem, rodando Windows XP, Vista e Windows 7, a falta de capacidade do iPad se sobressai. Concluindo, ou se considera o IPad como criador de uma nova categoria de equipamento, ou ele ficou em uma região bem desconfortável no meio de outras categorias, sem ser melhor em nada.

O importante no anúncio do iPad, independentemente do sucesso comercial que venha a ter ou não, é que chama a atenção para uma nova safra de tablets que vem por aí. O show que a Apple monta não tem rival em nenhuma outra empresa de tecnologia, mas correndo por fora a Dell e HP+Microsoft já fizeram seus anúncios de tablets. Novos processadores, menores, econômicos e integrando vídeo no chip, estão chegando para viabilizar este formato. Novos sistemas operacionais, como Android, Chrome OS e distribuições enxutas de Linux, se adaptam perfeitamente a este hardware “mais magro”. A dúvida é como o segmento dos tablets vai interagir com as outras categorias de computadores (de uso geral): se vai tirar mercado de outros formatos, e em caso afirmativo, de quais.

Os formatos que  atualmente competem (e se complementam) na computação pessoal são basicamente quatro: smartphones, netbooks, notebooks e desktops. Os PDAs praticamente sumiram para o usuário final, já que os smartphones assumiram suas funções. Os desktops estão sendo ameaçados pelos notebooks, mas nos usos em que estão se mantendo, ou seja, quando grande capacidade de processamento e conforto são essenciais, obviamente não concorrem com tablets. Em parte o mesmo argumento vale para os próprios notebooks, que ou são usados para trabalho e por isso precisam de teclado confortável de tela grande, ou são usados para substituir o desktop em casa, e precisam de capacidade semelhante ao que o desktop tem.

Já os smartphones tem a grande vantagem do tamanho mínimo, e por isso serem o equipamento que é sempre carregado por todo mundo em quase todas as situações. Celular hoje é tão onipresente como as chaves de casa e a carteira, e se eles realmente forem completamente substituídos por smartphones, então quase todo mundo vai ter pelo menos um destes últimos. O tablet não pode encolher muito, senão ele perde a vantagem da área de leitura (ou exibição) e vira um smartphone! Mas existem situações em que não se quer carregar nada nas mãos, um tablet vira um estorvo, mas um  smartphone tem lugar garantido no bolso da calça. Logo, smartphones não devem perder mercado nenhum para tablets.

Já alguns netbooks utilizados apenas para acessar a Web poderiam facilmente ser substituídos por tablets, se estes forem mais leves, mais práticos  e mais baratos. E a tendência é que sejam, pois não tem teclado nem partes móveis. Alguns netbooks usados para escrever textos levam vantagem (embora um tecladinho comprado à parte que se comunique com o tablet acabe com ela). Então os netbooks são os concorrentes diretos dos tablets. Os e-readers também seriam concorrentes, mas creio que os readers existentes (Kindle e etc) provavelmente terão seu preço reduzido para condizer com o fato de terem uma única aplicação, e também porque  sustentam o negócio de venda de livros digitais, e portanto poderiam ser subsidiados por esta venda e sustentados de volta por este negócio.

Não vejo mais empecilhos graves para que em um futuro próximo livros, revistas e parte dos netbooks sejam substituídos por equipamentos da categoria dos tablets. Neste cenário de futuro a maioria das pessoas carregará um tablet na mochila ao ir para o trabalho, como se fosse uma agenda, e o sacará no metrô para ler ou acessar a Web. Demorou, mas pode ser que agora o tablet finalmente ganhe as massas. Em parte graças ao iPad.

Quem comprou o Dext via Claro, mas também usa a Vivo como operadora vai notar que o acesso a dados não é configurado automáticamente. Trocar o chip de aparelho é uma das grandes vantagens do GSM, mas operadoras infelizmente não facilitam em nada a configuração do acesso a dados, e menos ainda para um modelo específico de celular. Procurando na Internet achei várias informações sobre configuração da Vivo, e adaptei todas elas ao caso específico do Dext no passo-a-passo abaixo.  É claro que o celular já deve estar desbloqueado.

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Depois de um mês de convivência diária e constante com o Android minha opinião sobre a plataforma continua muito boa e mais que isto, otimista com o futuro. Depois das fabricantes tradicionais de celulares, Motorola, HTC e Samsung, as fabricantes de PCs Dell e Lenovo entram para reforçar a competição no mercado de Android, e a própria Google colocará sua marca em um aparelho (se bem que fabricado pela HTC). Mas voltando ao uso diário, vou descrever como que o Android está se saindo em cada uma das formas de uso: comunicação pessoal, notícias e lazer.

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jan/10

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Ano novo, hosting novo

Os leitores habituais do tecnoinsider.com.br devem ter notado o novo design da página. De fato a mudança, embora transparente para os usuários, foi mais radical: o blog mudou de hosting, de DNS e de sistema de blog.

A migração estava prevista há alguns meses, e os motivos foram vários. Primeiro, eu vinha há algum tempo lamentando as limitações do sistema de blogs que usava antes. Depois, no fim do ano passado fiquei preocupado com um ataque de segurança que deixou o site fora do ar por alguns minutos. E por fim, esta semana fui avisado que o serviço de DNS que utilizava para hospedar os domínios foi comprado por outra empresa, com as mudanças de políticas que sempre acompanham estas transferências de comando. Fui obrigado a migrar para um serviço pago.

Mas no final será uma upgrade: hosting e DNS mais profissional, além do sistema de blog mais flexível atualmente (o Wordpress). O único detalhe que pode gerar algum contratempo são os links permanentes. O sistema atual tem um formato parecido, mas que não é igual. E em termos de URL, sabemos que ser parecido não adianta nada… então os links permanentes apontando para os posts do blog Tecnoinsider novo são diferentes e os antigos ficarão quebrados… (nada é permanente no universo, esta é a lição :-) ). Mas contando com a compreensão de todos com relação a este e outros pequenos problemas que venham a surgir, apresento no novo tecnoinsider.com.br, contando que as vantagens do site novo valerão a pena!

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teclado iphone

O teclado acima é para iPhone e foi mostrado na CES2010, feira de eletrônicos que está acontecendo (até hoje) em Las Vegas. Lançado pela Ion, o iType tem por finalidade melhorar a digitação de textos no celular. Não é exatamente um conceito novo, só que este me chamou a atenção por ter um tamanho de teclado de notebook normal. Mas olhe a foto de novo… pena que a tela fica tão pequenininha lá no meio do teclado…

Agora use a imaginação e inclua um conjunto deste teclado com uma tela LCD também, que se conecta ao celular por bluetooth. Pronto, o celular acaba de virar um netbook, ou até um notebook dependendo do tamanho da tela, e que com isso um celular acaba de consolidar as informações de dois ou três máquinas. Quer dizer, os mesmos documentos, contatos, fotos, músicas, atalhos, que são levados no celular já estão no “note” assim que você o conecta ao teclado/monitor, porque o “note” é o próprio celular, expandido pelo teclado… vai sair? Tira o celular e leva tudo com você.

“Ah”, você poderia pensar, “como netbook até vai, mas um notebook tem muito mais capacidade de processamento e memória…  “… Certo, mas até quando? Ainda mais com as aplicações migrando para a nuvem. Agora imagine também que existe um teclado/monitor destes compatível com outros sistemas de celulares (Android, Windows, Symbian, etc). Pronto, convergência total no celular ao alcance de todos. O celular pode acabar virando seu computador principal, talvez o único. Só falta acontecer. E de preferência que não demore. :-)

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Uma das características mais interessantes dos novos smartphones são as lojas de aplicativos online, acessadas facilmente pelos próprios aparelhos. Em pouco tempo de uso do Android se descobre o poder deste recurso. São milhares de aplicações, entre gratuitas e pagas, de utilitários a jogos, disponíveis quase  instantaneamente com 2 ou 3 toques na tela. Tenho acesso apenas ao mercado gratuito, pela limitação da Claro, e ainda assim são milhares de programas disponíveis, número que cresce diariamente, e nem consegui pesquisar totalmente os títulos (provavelmente jamais o farei, por pura limitação de tempo). Mas já achei algumas coisas interessantes, que descrevo neste artigo. São 10 aplicativos, em uma lista que não tem a pretensão de listar os melhores, os top 10, e sim apenas demonstrar como tem coisas úteis para todos os gostos, do explorador de trilhas ao geek que não vive sem um terminal de linha de comando e sem saber qual o IP atual. Mas antes alguns comentários sobre estes mercados de aplicativos, comparando os três mercados existentes, o da Apple, o da Google e o da Microsoft.

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No outro blog (Tecnoinsider) onde publiquei a o review do Dext fui lembrado por um leitor que o iPhone continua a ser o aparelho de ponta em celulares. De fato, a Apple tem o mérito de ter sido a precursora no tipo de aparelho que agora está servindo de modelo para outros fabricantes. Espero no entanto que jamais copiem o modelo do iPhone 100%, pois envolve uma série de restrições ao usuário. É uma decisão pessoal aceitar ou não estas restrições, e para quem fez esta escolha conscientemente, está tudo bem. Eu  prefiro um modelo mais flexível. Outro ponto é que apesar de ter sido a primeira neste tipo de aparelho, será duro para a Apple manter a liderança neste segmento apenas com base na tradição e no design. Eles precisarão reinventar continuamente o aparelho e mostrar as vantagens de pagar mais e levar um monte de restrições de quebra. De qualquer modo vai ser uma disputa interessante para o consumidor. Abaixo reproduzo minha resposta ao post do leitor no blog Tecnoinsider, que explica bem esta posição:

“Com certeza o iPhone é um produto excelente e revolucionário de hardware, software e design, e digo isto mesmo sem ser fan da Apple!  O que me incomoda na Apple é a política de “não pode” deles: não pode usar aplicativos que não os da applestore, não pode publicar aplicativos a não ser os aprovados pela Apple, não pode usar como modem, não pode trocar a bateria! E por aí vai… :-)
O resultado disso é que e os heavy users acabam tendo que hackear o aparelho pra desbloquear as coisas legais que ele PODERIA fazer. É como se você comprasse uma Ferrari e viesse um mapa de quais as ruas que você pode andar, e se você tentasse virar em uma diferente dessas o volante não virasse…:-) Recomendo um livro online do Carlos Morimoto sobre smartphones, que explica bem isso, olha no site  http://guiadohardware.net

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Já prevista a algum tempo desde a compra da Radeon pela AMD, a integração entre CPU e GPU já está comercialmente disponível em processadores como o recente Atom N450 e em netbooks como o EeePC 1005PE. E não por acaso, ocorre primeiro no setor mais inovador dos computadores pessoais atualmente, nos netbooks (onde já tivemos outras novidades como os drives SSD, infelizmente de capacidade ainda muito limitada). E também onde esta integração é mais necessária, pela redução de consumo e de tamanho resultante.

O N450 é produzido com tecnologia de 45nm e integra o controlador de memória e o chipset de vídeo (GMA3150) no core da CPU. Com isso consegue-se redução do tamanho da placa mãe, aumento de performance e redução de consumo. Para os fabricantes haverá redução de custo unitário de produção, e isso acabará se refletindo para o consumidor.

Netbooks com o N450, como o EeePC 1005PE, devem começar a chegar no Brasil a partir de agora. Quem acabou de comprar um netbook com N270 ou 280 não precisa entrar em desespero, informática sempre foi assim mesmo. As diferenças ainda não são tão grandes, sendo que para mim a mais relevante é o aumento da duração da bateria (tenho um 1005HA que já considero com uma bateria excelente, mais de 7 horas em uso normal. O PE deve ser ainda melhor). O PE também já está vindo com o Windows 7, e não mais com o XP Home. Quem está para comprar um netbook novo, recomenda-se analisar os novos modelos com o N450.

Esse evento da integração da GPU é coerente com toda a história dos computadores pessoais, que surgiram quando a CPU foi agregada em um único chip, o microprocessador, que deu origem a uma nova classe de máquinas, os “microcomputadores”, que foram os primeiros computadores que puderam ser comprados por pessoas comuns e deram partida nisso que vemos hoje. A agregação de mais funções dentro da CPU é parte desta tendência, que provavelmente só vai acabar quando toda a eletrônica de um PC, incluindo toda a memória RAM, estiver em um único chip. Tendência esta que não vai ficar restrita nos netbooks e notebooks. Me parece ser o destino lógico dos PCs mainstream e de escritório, sendo usados para tarefas administrativas, Office e Internet. O fato é que um Atom destes permite sim executar decentemente todos estes aplicativos, sou testemunha disso. E um mundo em crise econômica e ambiental requer PCs cada vez mais baratos e econômicos.

Não tenho certeza ainda sobre o que vai acontecer com o atual mercado de PC voltados para alta performance e jogos, mas a minha impressão sobre ele não pode ser otimista neste momento. De certa forma o PC de alta performance vai no sentido contrário de tudo que se falou até aqui, sempre aumentando clocks, dissipando mais calor, gastando mais energia, não se importando de usar componentes maiores e dedicados. A palavra chave aqui é “aumentar”, mesmo que custe mais dinheiro, energia e espaço, tudo em nome de mais velocidade de processamento de cálculos e gráficos. Se no EeePC estamos eliminando a GPU onboard para integrar na CPU, no outro extremo um PC de jogos top usa 2 placas de vídeo dedicadas que ocupam 2 slots da placa mãe cada uma e com duas entradas adicionais de energia (cada uma). Tudo isso requerendo mais refrigeração, que por sua vez gera mais gasto de energia, ocupa mais espaço e ainda gera mais ruído.

Provavelmente ficará cada vez mais evidente a diferença entre estes dois mundos, que compartilharão cada vez menos componentes entre si. E só pagará o custo adicional de uma máquina destas quem realmente precisa. Hoje é possível comprar um PC comum com vídeo onboard e com um upgrade de placa de vídeo, transformá-lo em PC de jogos médio. Mas no futuro visualizo cada vez mais placas mãe de PCs mainstream sem slots, e vindo com o processador soldado na placa. Isso já existe, e além de eliminar o custo do slot, permite fazer uma placa adaptada a gabinetes cada vez menores. Some a isso o aumento dos modelos de mesa integrados (PC montado junto monitor).

E os fabricantes de monitores, também não poderiam incluir um “PCzinho” de brinde integrado? O tamanho e o custo da eletrônica do PC só tendem a cair, e integrando no monitor elimina-se o custo da caixa e da fonte. Para uma empresa, isto reduz o custo unitário de uma estação de trabalho. A LG faz monitores e faz netbooks com Atom… bastaria o setor de marketing chamar a área de monitores e a netbooks pra mesma reunião.

Pensando melhor, com o PC ficando tão pequeno, será que as fabricantes de TV não acabarão cedo ou tarde incluindo um dentro de cada TV, da mesma forma como já incluem tocadores de arquivos de mídia, divX e etc (que não são mais que pequenos computadores dedicados)? Por acaso cogitei trocar meu monitor de LCD por um maior, e em uma olhada no mercado já vi vários monitores com sintonizador de TV (mas não classificados como TVs e sim como monitores, creio que pelo tamanho da tela, saídas, tamanho dos alto falantes e preço). TV no monitor faz mais sentido no mercado doméstico, mas veja que boa parte dos PCs integrados ao monitor de hoje são para o mercado doméstico de entretenimento (ver modelos da HP, por exemplo). Somando tudo, temos uma unidade que é TV, monitor e PC.

A caixinha do lado do monitor  que hoje chamamos de PC (e tem quem chame de CPU…  :-) )parece que está com os dias contados. O processamento, o pouco dele que não estiver “na nuvem”, estará, fisicamente falando, dentro do monitor ou da TV, sem esquecer claro do celular. Lembrando os desktops e notebooks originais, restarão as máquinas móveis com telas maiores: notebooks finos, netbooks e tablets.

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Este final de ano está sendo bem aproveitado pelos fabricantes de celulares e operadoras para lançar modelos novos a tempo do  Natal. Em particular é notável o número de modelos de celulares com Android que chegaram ao Brasil, e com pouco atraso em relação aos mercados do hemisfério norte. Temos modelos de Androids da Motorola, Samsung, HTC e até Dell.

Estou convivendo há uma semana com um Android, o Motorola Dext, e minha impressão sobre o Android OS é muito boa. Sobre o Dext em particular tenho algumas restrições. Mas pensando racionalmente, é uma boa compra, comparando preços e funcionalidades de outros celulares, Android ou não. É um dos Androids mais baratos por aqui, e vem com teclado físico e câmera de 5 mp. Além disso tem GPS gratuito, integrado ao Google maps. O sistema indica rotas, os trechos a pé e transporte público do percurso,  incluindo as linhas de ônibus e o tempo de cada trecho.

O Dext inclui como uma de suas características principais o sistema motoblur criado pela Motorola.  Ao contrário do que li em outros blogs, é possível ignorar o motoblur e usar o Dext como um Android qualquer. Não é obrigatório criar uma conta motoblur, mas eu recomendo dar uma chance a este serviço, que pode ser realmente um grande facilitador na vida de quem usa redes sociais e de notícias.

Resumindo, o motoblur integra contatos e atualizações de redes sociais e outros serviços (entre eles Facebook, Twitter, Orkut, Pikasa, Google, etc), e permite mostrar as atualizações que são baixadas no celular. É possível também atualizar estes serviços diteto do celular. Por exemplo, “ tuitar”  do celular sem usar SMS. Tudo isso pode ser acessado por widgets direto da área de trabalho. É muito agradável e viciante percorrer a lista de eventos das redes sociais, twitter e etc, de forma unificada, e eventualmente entrar em um dos links da web incluídos. Finalmente vejo uma utilidade para o twitter. Da área de trabalho pode-se acessar também o email e notícias RSS.

O motoblur também sincroniza os dados do aparelho com um serviço remoto da motorola, que é  acessado através de um site web pela conta motoblur. Por este site pode-se também localizar o aparelho ou comandar o apagamento dos dados em caso de perda ou roubo.

Mas o aparelho não é perfeito. A primeira coisa estranha que notei é que o slide é meio solto, ou seja, dependendo de como se segura sente-se um leve deslizamento do teclado físico. Não é um problema grave, não compromete o uso,  e com o tempo acaba-se acostumando com isso, mas gera uma impressão de fragilidade, que pode nem ser verdadeira. O ideal seria aumentar a pressão da mola no início do movimento do slide.

Com o uso nota-se que a bateria tem duração relativamente menor do que a maioria dos outros smartphones. De fato, se o uso for muito frequente, com acesso de emails e navegação web pelo 3G ou Wifi, não dura nem um dia. Até o momento isso não foi problema sério para mim, pois tenho um PC com USB ao alcance para recarregá-lo ao longo do dia se necessário. Quem fica muito tempo fora de casa ou do escritório deve pensar bem nisso antes de comprar. Seria muito útil incluir uma segunda bateria no pacote, como a Motorola fez  no meu smartphone anterior, um MotoQ.

Outro ponto negativo que deve ser considerado é que ele vem com a versão 1.5 do Android, ao passo que outros celulares já estão vindo com a 2.0 (incluindo o Milestone da própria Motorola). O upgrade para 2.0 é teóricamente possível, mas depende da Motorola, e no momento não há previsão. Também não é algo que comprometa o uso, mas quem gosta de estar com a última versão de tudo pode se sentir meio pra trás nessa…

Apesar destes últimos comentários, o aparelho atende ao que preciso hoje de um smartphone: tem teclado físico, 3G, WiFi, tudo isso por um preço razoável. E o próprio Android, baseado em software livre, abre uma série de possibilidades, como maior oferta de upgrades e aplicativos, além da facilidade de acesso ao kit de desenvolvimento e publicação de aplicativos no Android Market, em oposição ao controle rígido que  é feito pela Apple no iPhone.

 Gostei: design, funcionalidade do motoblur, teclado físico; Não gostei: Android 1.5, duração da bateria, deslizamento do slide.

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Estou  a uns 3 meses procurando um netbook com modem 3G interno, e descobri que é difícil comprar um destes hoje em dia. Não chega a ser um unicórnio da informática, eles existem. Só que é um percentual pequeno dos modelos, digamos un 5%, e mesmo estes poucos modelos são dificeis de encontrar nas lojas, mesmo online. Me vem uma dúvida, porque eles são minoria? Pra mim eles deviam ser maioria, ou talvez a totalidade. Tenho alguns argumentos para isso.

Primeiro, pelo conceito de netbook. O termo começa com “NET” porque são pensados pra usar online. A maior parte do tempo pelo menos. E pelo tamanho e mobilidade, geralmente fora de casa e fora do escritório, pois nestes lugares temos equipamentos mais confortáveis. Bom, fora de casa e do escritório só contando com muita sorte pra ter uma rede LAN, por cabo ou wireless, onde se conectar. Existem provedores Wifi, mas eles cobrem uma parcela mínima da cidade. Muito mais garantido é assinar um plano 3G.  Mas então é só comprar um daqueles modems 3G do tamanho de um pendrive, e está tudo resolvido, certo? Vamos ao argumento 2.

O segundo aspecto a considerar é a particidade. Qual a diferença real de praticidade entre usar um modem 3G externo e um interno?  Quem ainda não passou por isso, imagine a seguinte situação. Você está um ônibus, ou aeroporto, café, fastfood, etc, e resolve tirar o netbook da mochila pra se conectar. Vamos analisar todas as ações envolvidas, primeiro a opção  SEM modem 3G interno:

1. Tirar o notebook da mochila; 2. Procurar o modem 3G onde estiver; 3. Conectar o modem 3G na USB; 4. Dar boot, conectar

Agora COM modem interno:

1. Tirar o notebook da mochila; 2. Dar boot, conectar

Ou seja, uma economia de dois passos. Dividi em duas ações porque, mesmo com o modem 3G já na mão, ter que colocá-lo na USB é uma ação separada, e pode gerar algum embaraço dependendo da situação (escuro, pouco espaço, movimentação), e certamente uma pequena perda de tempo. Além disso, pra mim qualquer pequeno ato, quando repetido milhares de vezes ao longo da vida, é relevante. Quero a máxima praticidade, e se possível estilo também. Não é muito mais “estiloso” conectar em um único gesto, sem conectar modem externo na USB?

Argumento complementar: mas isso não iria aumentar o preço dos netbooks? Hoje em dia aumenta, mas a economia de escala de colocar um modem 3G interno em todos os netbooks faz esta diferença tender a quase zero.

Argumento contrário: mas com isso não poderia compartilhar a conexão 3G com outras máquinas. Até pode, é só tirar o chip GSM do netbook e colocar em um modem 3G externo. É verdade que seria um contratempo ficar tirando o chip, e isto anula a praticidade que falei acima. No meu caso não é problema, pois para todas as outras máquinas tenho outra conexão melhor. Em casa tenho Wi-Fi ligada à Internet por cable modem, de muito melhor qualidade que a conexão 3G. Esta última é só pra usar fora de casa, ou seja, no netbook mesmo. Logo, dificilmente eu iria tirar o chip!

Por fim, porque 3G e não 802.16, do qual até já falamos aqui no blog? Simples, pragmatismo. De fato é que o 802.16 é ótimo, recebeu (e recebe) apoio da Intel, que prometia incluí-lo nos chipsets pra notebook, o que faz todo sentido. Só que não decolou ainda, e mesmo que agora começasse um movimento sério nesse sentido, só daqui a alguns anos a infraestrutura e os modelos com esta tecnologia estariam difundidas. E eu quero conexão movel à Internet já.

Agora, o motivo real dos poucos modelos com 3G serem difíceis de ahar pode ser que esão esgotados com a alta procura. Será que os fabricantes não estão vendo a oportunidade? Será que as operadoras de celular não perceberam que a facilidade de conexão pode aumentar a procura por planos? Vou continuar aguardando um bom modelo com 3G interno, acho que vale a pena.

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O Google disponibilizou nesta quinta-feira o seu serviço de DNS para uso público. As vantagens alegadas são performance e segurança. Realmente, um servidor DNS mal configurado pode ser causa de atrasos e porta de entrada de ataques, como DNS poisoning. Os IPs dos servidores DNS são:

8.8.8.8
e
8.8.4.4

Mais Informações e detalhes de configuração no site do Google.

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dez/09

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Adotando um padrão de URL

Mais um dia de trabalho na configuração do blog. Importei alguns posts de outro blog que possuo e configurei diversos plugins do Wordpress. Entre as alterações que fiz, uma relevante e que deve interessar a muitos que possuem um site ou blog é a padronização da URL. E o motivo não é apenas estético: ele interefe nos mecanismos de buscas e no ranking da página.

Por exemplo, digamos que você possui um dominio “meu-dominio.com.br”.  Você pode colocar seu site/blog em “www.meu-dominio.com.br“. O WWW aqui geralmente é o nome do servidor Web que hospeda a página, e portanto tradicionalmente é incluído na URL, para diferenciar dos outros serviços Internet disponibilizados pela organização.

Acontece que normalmente se considera que não redirecionar o “meu-dominio.com.br” digitado no browser para o www pode gerar confusão no usuário. Ou seja, hoje já se espera que ao digitar “meu-dominio.com.br” no browser o site principal deste domínio seja encontrado. Para evitar este problema, inclui-se um redirecionamento do dominio puro para o www.

Acontece que dependendo de como isso é feito, as duas URLs poderão ser aceitas pelo browser. Neste caso são contadas distintamente pelo mecanismo de busca, o que obviamente diminui as estatíscas do site, e eventualmente pode gerar inconsistência nas informações em cache, diferente para cada um dos sites. A solução final para isto é o “redirect 301″, configurado direto no servidor Web para substituir uma das duas versões pela outra. Com isso usuários e mecanismos de buscas vêem sempre a mesma versão da URL.

Outra questão que se levanta hoje é qual das duas versões manter. Neste caso não há consenso. Tradicionalistas preferem a com www, e a tendência mais moderna é sem ele. Sites mais novos como o twitter não utilizam www. De qualquer modo, deve-se escolher uma delas e implementar o redirect para esta. Escolhi a versão sem www, que além de estar na tendência gera um nome menor e remove o www que não agrega significado para o usuário final. De qualquer modo quem digitar o www deverá chegar no site.  Mas na barra de endereços a URL sem ele vai aparecer depois, bem como nos atalhos salvos, etc.

O passo seguinte é realizar as configurações. Isto como disse é feito no servidor Web. A título de exemplo, veja o que precisei fazer no IIS 6.0. Para configurar o redirect é preciso alterar o arquivo “httpd.ini’ que fica no diretório raiz do site. Se ele não existir deverá ser criado. Dentro dele são postas as linhas:

[ISAPI_Rewrite]
RewriteCond Host: ^meu-dominio.com.br
RewriteRule (.*) http\://meu-dominio.com.br$1 [RP,L]

RewriteCond Host: ^http\://meu-dominio.com.br
RewriteRule (.*) http\://meu-dominio.com.br$1 [RP,L]

Esta configuração redireciona também URL com subpastas depois do nome. Usuários de outras versões do IIS talvez tenham que alterar alguma coisa, e usuários do Apache possuem uma versão análoda a esta. Basta procurar na Web.

Como resultado final, temos todo mundo chegando no mesmo site, mas apenas uma versão da URL aparecendo para os usuários e mecanismos de busca.

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nov/09

30

A migração continua

Como dito antes, o site gaeta.eti.br está passando por um processo de mudança de hosting, e ao mesmo tempo da reformulação do site principal.

Terminado o primeiro dia da migração , está terminada a configuração básica, e o blog (este blog) já está no endereço definitivo. Falta ainda substituir o site principal por uma versão operacional. Para quem não foi lá, no momento só tem um aviso e o link pra cá.

Paralelamente tenho que relembrar como mexer no Wordpress, e acertar as arestas aqui no blog também!

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O site gaeta.eti.br será relançado em breve. Mais do que simplesmente um blog, será uma área para organizar e publicar os artigos de modo mais flexível. Com o tempo percebo que alguns posts e matérias são melhor aproveitados em outros formatos de sites, que permitam classificar e apresentar os textos de outras formas. Em resumo, nem tudo na vida é post… :-) O blog será apenas uma seção do novo portal.
O planejamento para a transferência já está sendo executado, e o projeto inicial do novo site sendo realizado. Continue acompanhando as novidades aqui neste blog.

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O vídeo apresenda as APIs disponíveis na nova plataforma do Android 2.0.

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A Dell anunciou que estará lançando seu smartphone com o sistema operacional Android até o final do ano no Brasil e China. O modelo se chamará Mini 3, e no Brasil poderá ser comercializado pela Claro. Detalhes técnicos ainda não foram divulgados, mas já temos uma foto de divulgação (ao lado). Há rumores não confirmado do lançamento deste aparelho também nos EUA, através da AT&T.

Fonte: g1.com.br

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Voltado prioritariamente para o público leigo, este documentário da Globo News explica os conceitos principais sobre Cloud Computing, ou computação em nuvem. O vídeo aborda as vantagens e também as principais preocupações dos usuários com relação a este modelo, e como elas pode ser contornadas. Acesse aqui no site da Globo News.

No blog do programa é disponibilizado um outro vídeo, mais especializado, para orientar profissionais e empresas que pretendem investir nesta tecnologia. Acesse aqui o blog Ciência e tecnologia.

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Não sei quantos dos leitores do blog Tecnoinsider acompanham o contador de versões do Ubuntu, aí embaixo da barra lateral. A cada nova versão do Ubuntu ele mostra os dias que faltam para o lançamento. E desde ontem ela mostra que a versão 9.10 já chegou (“It’s here”). Sem perder tempo, entrei no gerenciador de atualizações para baixar e instalar a nova versão, chamada Karmic Koala. Pela primeira vez optei por fazer o processo de atualização de versão, e não simplesmente baixar a ISO do CD e reinstalar tudo do zero. Com isso as configurações, drivers, dados e programas instalados são mantidos. Será que é possível continuar usando o Ubuntu sem interrupções mesmo em caso de mudança de versão?

Depois do longo download de mais de 5 horas (com link Internet de 3 Mbps), durante o qual se pode continuar a usar o sistema normalmente, segue-se o processo de instalação, que correu sem maiores problemas a não ser por algumas mensagens meio sem sentido. Depois da reinicialização começa-se a notar as mudanças. No menu de boot do grub são inseridas as opções do novo kernel do Linux (2.6.31-14). Mudança também na tela de boot. Gostava mais da do 9.04, mas a nova, quase monocromática, também não está feia. Estão enfatizando um novo logotipo todo branco. Dizem que o boot na 9.10 ficou mais rápido, só que no meu PC o boot da 9.04 já estava ok, e eu não cronometrei a diferença. Iniciada a sessão vemos alterações na interface em geral, mas nada de causar espanto. Ícones alterados aqui e ali, etc. Os aplicativos foram todos atualizados também, incluindo o Firefox. O mais importante, os arquivos, configurações, drivers e aplicações estão mantidos e funcionando. Se não notei alteração na velocidade do boot, no uso em geral o sistema ficou visivelmente mais rápido, principalmente a interface gráfica e o browser. Não sei se foi uma alteração maior ou pequenas otimizações pontuais, mas gerou uma boa impressão de agilidade.

Outra feature muito esperada do Karmic Koala é o Ubuntu One Integrado, a plataforma de cloud computing da Canonical, com espaço em disco virtual de até 2 Gb para sincronização de dados e serviços online. Agora integrado ao sistema, o Ubuntu One permite também montagem de um disco virtual no sistema de arquivos. Abaixo foto do ícone da nuvem na barra de tarefas indicando o estado da conexão com o Ubuntu One.

Ainda sobre discos, o novo utilitário de discos permite analisar todas as unidades do sistema, e no caso dos HDs verifica a saúde do disco, temperatura, e várias estatísticas sobre a unidade, como o tempo em que ficou ligada, versão do firmware, tempo de inicialização, erros recuperados, entre dezenas de outras. É até meio assustador olhar estes dados, pois se entende como um HD pode ser vulnerável. Por outro lado é útil lembrar disso… O Ubuntu 9.10 também inclui um Kernel instalado que possibilita o uso de mais de 4 Gb RAM, o “generic-pae”.

A atualização de versão do Ubuntu funciona. A continuar assim, realmente dá pra usar o Linux sem maiores sobressaltos. Isso faz parte de uma experiência que estou fazendo: tento manter a instalação Linux do meu PC principal o máximo de tempo possível. Uma das dificuldades que tive no início do convívio com o Linux foi justamente a continuidade das instalações. A cada nova versão eu começava tudo do zero, perdendo as configurações, programas, etc. Como novas versãos de Linux saem com mais frequência que o Windows (o que é excelente), o trabalho era maior, e o sistema ficava mais tempo indisponível. Agora a política é manter a mesma instalação ao máximo. Como profissional de TI sempre tem vontade de instalar outras distribuições, para isso uso máquinas virtuais ou outros PCs apenas para teste.

Um detalhe interessante é que o lançamento do Ubuntu 9.10 quase coincide com o do Windows 7. Mas como esclarecido pela Canonical, as versões do Ubuntu seguem o cronograma de lançamento a cada 6 meses, portanto a coincidência não foi planejada por eles. Se isso é certo, então quem não crê em coincidências deve ter outra explicação… Seja como for, seguindo o cronograma do Ubuntu, daqui a mais 6 meses teremos outra versão dele, provavelmente com mais inovações, enquando o Windows 7 será o mesmo, provavelmente por 2 anos ou mais ainda (isso se não seguir os passos do XP e durar 10). Eu acho que a Microsoft deveria repensar este modelo de distribuição do Windows para se manter competitiva.

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Recentemente precisei enviar alguns documentos para uma empresa. Podia ser por FAX ou escaneados por email. Ou levar pessoalmente lá, só que seria muito mais trabalhoso. Pensei então, porque não resolver de vez esta questão da digitalização de documentos? E de fato, menos de um mês depois precisei enviar documentos novamente, desta vez nem podia ser FAX. Isto sem falar no meu sonho antigo de digitalizar alguns dos papéis que servem atualmente como criação de mofo.

Considerando apenas o envio de documentos, o FAX me parece uma opção pior em todos os aspectos. Um scanner simples passou a ser meu objetivo. Na verdade eu nunca tive scanner puro, só uma multifuncional HP, anterior à HP laserjet que tenho hoje. Como este não é um objeto de consumo usual meu, estava por fora do mercado. Descobri que as opções no mercado de scanners baratos são poucas, as que achei eram de marcas não tão conhecidas, e que elas custam o mesmo que uma multifuncional razoável. Já os scanners melhores e de marcas conhecidas custavam o triplo de uma multifuncional, e oferecendo recursos que eu não preciso. Acabei optando por uma multifuncional a jato de tinta, apesar de já ter abandonado esta tecnologia por causa de alguns problemas que descrevo a seguir.

Por causa de um scanner acabei voltando a jatos de tinta… Já tenho uma impressora HP laser que supre completamente a minha pequena necessidade de impressão. Nunca fui um consumista de impressoras, para mim elas são objetos utilitários, só espero que funcionem quando preciso, o que não acontece com frequência. E isto era parte do problema, pois como eu usava pouco, minhas duas últimas impressoras HP a jato de tinta, incluindo a última multifuncional, viviam tendo defeito nos cartuchos por ressecamento da tinta. Os cartuchos são caros, e eu sempre relutei em mandar reprocessar (o que não impediu alguns vazamentos).

Uma outra coisa que eu nunca me conformei no caso da HP é um único cartucho colorido para as 3 cores básicas. Tipo, acabou o amarelo, troca o cartucho colorido todo, mesmo se o vermelho e o azul estiverem na metade. Ora, dado o preço de um cartucho, jogar meia quantidade de tinta vermelha fora me parece um absurdo. Resolvi as duas coisas, o ressecamento e o desperdício do cartucho colorido, comprando uma laser monocromática, e não me arrependi. O toner é mais caro, em compensação não resseca e é utilizado uniformemente. Mas o scanner agora me fez voltar para jato de tinta, já que não achei multifuncional laser, pelo menos não nesta faixa de preço. O lado bom disso foi a compra de um produto mais completo, mais útil, por um preço menor.

Ao comparar as multifuncionais baratas, acabei escolhendo uma EPSON, a TX105, cujos cartuchos são separados para cada uma das 3 cores e o preto. Além disso o modelo similar da HP que eu achei era meio feinho, todo branco, o que o fazia parecer maior. A EPSON vem em preto, o que combina mais com os móveis e demais equipamentos. A estética é um critério subjetivo na escolha de um equipamento, mas teve algum peso. E o preço da EPSON também era ligeiramente menor (R$ 229,00). É a minha primeira EPSON na vida, e não seria justo comparar um produto novo e sem defeitos com a experiência de mais de 12 anos de problemas com impressoras HP. Que isso seja levado em conta nos comentários a seguir. Mas já na compra e com um mês de uso, dá pra fazer algumas observações.

Tirando a questão dos cartuchos separados, a EPSON tem outros pontos positivos. O primeiro é que ao contrário da HP, eles fornecem um manual em papel, o que ajuda muito a configurar. Minha última laserjet HP veio só com aquele poster do guia rápido de instalação e o manual em CD. Eles podem alegar que estão poupando as árvores e que o manual no CD é tudo que você precisa, mas eu acho que é só corte de custo mesmo, em detrimento do conforto e conveniência do usuário. Depois, a Epson veio com o cabo USB. Parece um detalhe sem importância, mas a HP economizou nisso também! (nas minhas duas últimas impressoras HP não veio cabo USB)É muito chato chegar em casa com a impressora nova e lembrar que não tem um cabo USB e esqueceu de comprar, ou ter que ficar tirando de outro aparelho.

O software e drivers da TX105 foram igualmente instalados sem problemas no Windows XP e no Vista 64 bits. Nisso não posso comparar com a HP, pois quando a comprei a última deles não existia o Vista. E mais, a impressora foi reconhecida sem necessidade de nenhuma instalação de driver pelo Ubuntu 9.04. No caso do scanner, para o Ubuntu 9.04 é preciso instalar um driver e configurar as permissões para acesso direto ao scanner pelo usuário comum (não root).

Senti um pouco a lentidão da impressão. Impressoras jato de tinta domésticas não são muito rápidas, mas da forma como são usadas, isso não costuma ser um problema grave. Entretanto a laserjet HP nisso é melhor, bem mais rápida. Uma coisa que eu fiz questão de testar foi a resistência da tinta colorida à umidade, e ela se saiu bem. Mesmo molhando completamente a tinta não borra. Provavelmente este é um problema das jato de tinta do passado, e como disse passei anos usando apenas laser. Mas nas últimas HPs jato de tinta que eu tive a tinta colorida não resistia a uma gota d’agua sem gerar uma mancha horrível.

O uso de cartuchos coloridos separados para cada cor tende a ser mais econômico que a solução de um cartucho único, já que não há desperdício das outras cores que sobraram. Claro que para o cálculo do custo real, outras variáveis tem que ser levadas em conta, e este cálculo rigoroso não fiz. Tenho lido por exemplo que os cartuchos da TX105 são baratos, mas possuem apenas 5 ml de tinta. Quanto à questão do ressecamento da tinta, ainda não houve tempo de ocorrer. Talvez os cartuchos atuais tenham melhorado neste aspecto também, mas vou tentar imprimir com alguma regularidade, para garantir…

O módulo Scanner no Windows (XP e Vista64) não apresenta nenhum problema visível. O processo de scan é iniciado pelo programa da EPSON, que tem duas opções de interface: rápida e profissional. Na opção profissional pode-se escolher toda a configuração da imagem gerada e da resolução empregada. Sobre o Scanner no Ubuntu 9.04, foi necessário pesquisar na Internet. Acabei achando alguns foruns com soluções para o problema, mas ainda não tive tempo de testar.

Conclusão, depois de mais de um mês de convívio com a EPSON TX105, continuo satisfeito com a escolha. A Epson tem uma solução mais inteligente para a questão da troca de cartuchos, o que potencialmente gera economia para o usuário. Existe inclusive uma janela para visualizar a quantidade de tinta em cada um deles. Não considero jato de tinta uma boa solução para grandes volumes de impressão, e nem para uso muito esporádico. De um modo geral a laser ainda é minha opção preferencial em tecnologia de impressão, mas depende da situação. O kit quem vem com a TX105 é completo, incluindo manual impresso e cabo USB, itens de conveniência que a HP já cortou. E ela oferece compatibilidade com Windows XP, Vista (incluindo 64 bits) e Linux (Ubuntu).

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out/09

14

A Wikipedia no seu bolso


Bonito ele não é. Olhe a foto abaixo: a espessura do dispositivo destoa nestes tempos de iPhone. Tecnologicamente inovador também não: nada de e-paper nem e-ink, como no readers da Sony e Amazon, e sim tela touchscreen LCD comum de 3,7″, alimentação por pilhas (tamanho AAA, ou “palito”, a mais comum hoje em dia, que está em qualquer controle remoto), e sem conexão à Internet.

Mas as novidades estão na simplicidade. Todo o conteúdo da Wikipedia na palma da mão, baterias durando um ano, e atualização do conteúdo por download gratuito ou memory card (micro SD). O fabricante também promete durabilidade para possibilitar manter o equipamento o tempo todo com você. E por fim, o projeto se baseia no OpenMoko, o projeto de celular open source. Estas são as boas idéias. Mas a minha avaliação é que parece ser um daqueles produtos mais intermediários, que agregam boas idéias que serão usados em outros que virão logo depois, que terão uso mais disseminado e por mais tempo. De fato, melhore a tela, emagreça o design (menos espessura, um pouco mais comprido), adicione conexão à Internet constante, e aí sim o acesso ilimitado à Wikipedia podería ser usufruído sem limitações.

No fim das contas este é mais um anúncio de reader, que tem como diferencial o acesso à Wikipédia. E pode ser mais um passo em direção a um leitor universal. Tirando as limitações técnicas e de viabilidade econômica, na minha opinião (formada até o momento) o leitor perfeito seria um reader que tenha acesso direto à Internet, (e porque não?) que funcione como browser Web genérico, com tela ao mesmo tempo com alta legibilidade, conforto e velocidade. Com isso você carregaria um único dispositivo, fino e leve, que serviria pra ler um livro, uma revista, a Web, acessar o email, o banco, etc. A função reader é apenas mais um programa, não um novo hardware.

A possibilidade de fazer tudo isso, até o momento nenhum dispositivo tem. O e-paper é confortável e pode ser lido em qualquer lugar, mas é lento. Os readers acessam a rede só pra comprar livros e não tem browser Web genérico. Já os celulares tem quase tudo, menos uma tela aceitável. Ela é pequena demais e as tecnologias LCD/OLED cansam a vista no uso prolongado, além de não poder ser lida no sol.

Coloque uma tela de reader, grande e confortável, mas que fosse rápida (e colorida) em um celular e pronto, teríamos tudo num só lugar. A não ser pelo fato que o celular ia ficar parecendo um “tablet PC”, e seria muito incômodo, e esquisito também, usá-lo do lado do ouvido. Alguém já ouviu falar em convergência? Alguns apontam o celular como o principal dispositivo da convergência. Até faz sentido. No celular se faz tudo, só que tirando falar no telefone e ouvir música, quase tudo muito mal! Inclusive já há programas para ler livros no iPhone. Só que isso não elimina o fato da tela ser muito pequena. E o que aconteceria se o celular voltasse a ser só pra falar, já que em um “tablet” discreto e leve se pode fazer tudo muito melhor?

Preço estimado: 99,00 dólares.
Site oficial:
http://thewikireader.com

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set/09

10

"Moto-Android"

Pela tradição de nomes da Motorola, bem que ele poderia se chamar “Moto-Android”… mas o nome do primeiro smartphone da parceria com a Google, quando for lançado no quarto trimestre deste ano nos EUA, deverá ser “Cliq” neste país,e “Dext” no resto do mundo.

Pela foto (abaixo) o aparelho parece à primeira vista ser um conjunto visualmente agradável e prático, e segue um layout já consagrado para esta classe de celulares. O teclado deslizante tem teclas grandes, o que confirma a propostado aparelho de integrar acesso a redes sociais do Facebook e Twitter. A câmera incluída é de 5 megapixels.


Com este lançamento a Motorola tenta sair da crise que a divisão de celulares da empresa vem enfrentando, com seguidos prejuizos. Depois das apostas equivocadas e falta de rumo dos últimos anos, esta pode realmente ser a primeira boa notícia vinda da empresa em muito tempo.

Em uma escala de interesse despertado de 0 a 5, eu daria um 4 para a novidade. Não mais porque não será o primeiro Android. E não menos porque afinal é mais um player importante neste mercado, e porque deve trazer mais maturidade à plataforma. A conferir depois do lançamento a nota para o produto concreto.

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Meu último post sobre o livro eletrônico teve um lado pessimista, no final. Mas não é bom que quem toma decisões veja os dois lados? E o consumidor a meu ver é essencialmente um tomador de decisões. Agora vamos um pouco mais do outro lado, o lado promissor. A Sony vai utilizar 500 títulos de domínio publico digitalizados pelo Google, por meio de acordo assinado com esta última, oferecendo-os no seu novo e-book. O livro da Amazon (Kindle) permite download de 230 mil. Como disse antes, a briga está esquentando! O e-book da Sony tem preço estimado em torno de 200 dólares.

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A Sony acaba de entrar na briga do livro eletrônico, se juntando à Amazon. O mercado começa a esquentar, e surge a questão de se o livro eletrônico vai deslanchar finalmente e fará parte dos hábitos diários das pessoas. Surge uma outra questão paralela, mais incômoda para leitores e bibliófilos, de se o livro eletrônico vai substituir totalmente o livro em papel. Os arautos da vida totalmente digital parecem ficar felizes com isso. Eu, por minha parte ficaria triste, porque mexe com um dos meus hobbies que é precisamente o de ler e colecionar os livros que gosto… em papel. É importante deixar claro a diferença entre as duas situações. A primeira vejo como positiva. A segunda, quase como o fim do mundo. Mas será que vai acontecer mesmo? Vamos analisar.

Não me considero um reacionário da tecnologia. Muito pelo contrário, sou um “early adopter”. A cada passo da tecnologia da informação nas últimas 3 décadas eu já estava esperando na fila para usar. Mas sempre novas tecnologias trazendo formas de fazer coisas novas, ou modos alternativos de fazer coisas antigas. Nunca para impedir de fazer alguma coisa. Por outro lado acabei aprendendo a questionar até que ponto cada novidade tecnológica servirá para tudo que se promete delas. Muitos desses fiascos seriam previsíveis com uma análise imparcial, que foi ignorada pelo fascínio e euforia gerados por alguma coisa ser novidade.

Então o que está em jogo neste caso? Primeiro, os públicos alvos (vejo vários diferentes), o que eles querem, o quanto querem pagar (em todos os sentidos). Em segundo, as vantagens e desvantagens reais da tecnologia. Não daria pra fazer uma análise completa desses fatores, então vejamos alguns itens destes. Primeiro, quais as vantagens? No atual estágio da tecnologia de e-book, praticamente apenas o fato do livro eletrônico ser compacto. Podemos também fazer buscas pelo texto, ou por vários livros. No início serão buscas por palavras. No futuro podem ser buscas por idéias ou conceitos. Sim, imagine um google mais esperto. E as desvantagens? Atualmente é um equipamento caro, frágil, com a qualidade de leitura inferior, tamanho de página fixo, que precisa de baterias, que precisa transferir os textos, etc. Enfim, extremamente limitado. No futuro estas deficiências poderão ser resolvidas. Entendo que a evolução desta idéia levará fatalmente a um dispositivo ligado na Internet em que os livros sequer serão baixados. Será apenas um browser, sem armazenar nada localmente. Poderá ser usado para ler, ou para comprar os direitos de ler um livro ou assinar uma publicação periódica. É realmente muito prático.

A desvantagem que não será removida de jeito nenhum é justamente o que é a vantagem para muitos, ou seja, a ausência do objeto físico livro. Quais as vantagens e desvantagens deste objeto? Desvantagem principal: ocupa espaço e é pesado. Vantagens: não requer energia, não dá defeito, dura milênios se bem conservado, você possui a pripriedade da mídia, sabe que o texto é estático e não será alterado (que tipo de manipulação da censura será possivel com livros online?), não há questões de compatibilidade de formatos. Se pensar bem, cada uma das duas listas pode ser encarada como vantagens ou desvantagens, dependendo da situação. Aí voltamos à questão dos públicos alvo. Quem quer ler um livro: pode ser um leitor regular de literatura lendo um romance, pode ser um estudante lendo um livro didático, ou lendo o mesmo romance, mas porque foi indicado pela escola, ou pode ser um técnico lendo um guia sobre programação, apenas para citar três. Cada um tem uma expectativa diferente do texto e do livro.

Vamos ao primeiro, o leitor do romance. Ele compra o livro, gosta, sente vontade de mantê-lo. Em parte porque pode querer reler tudo ou trechos do texto depois. Mas não só por isso. Aqui vemos que o ato de ler um romance geralmente não é por necessidade, e sim pelo prazer. Logo, não é puramente racional. Depois, que a leitura vai gerar uma ligação emocional com o leitor. Esta ligação se materializa no texto e no próprio objeto. Creio que é por essas razões que um bibliófilo mantém os livros que gosta por tempo indeterminado. Tanto isto é verdade que os leitores aceitam pagar por edições bem encadernadas, com papel melhor, e mais caras. A idéia é que o texto é tão bom que vale a pena guardá-lo em um formato mais nobre. Se tudo o que importasse fosse o texto, só exisiriam edições baratas em paperback, brochuras e pocket books.

Agora vamos ao estudante e ao técnico. Eles precisam do livro apenas para ter acesso ao texto. É puramente racional, uma necessidade. Também um leitor que quer apenas ler um romance, por prazer, mas sem compromisso, é possivel. Aqui o objetivo é apenas conhecer o texto. São pessoas que atualmente compram um pocket book, por exemplo, e depois descartam. Talvez se gostar de ler um livro online, esta mesma pessoa queira ter o livro em papel, ou não. Enfim, vejo que uma midia precisa necessáriamente eliminar a outra, e não há razão para torcer por uma delas. Eu próprio teria um dispositivo de leitura online, sem com isso abdicar da biblioteca em papel. Quem espera o fim dos livros de papel é porque não gosta de livros, e provavelmente jamais gostará. Quem sente o prazer de ler e possuir livros, sempre pagará a mais por eles, e reservará um espaço em casa para eles. Este é o cenário feliz, de convivência pacífica entre os livros e a tecnologia.

Agora, existe também o cenário de futuro sombrio, também muito possível. Para gostar de alguma coisa é preciso ter contato inicial, e como os livros didáticos serão eletrônicos, a maioria das pessoas nem começa a se interessar pelos de papel… Apenas quem possui pais com bibliotecas convencionais tem esta oportunidade, e por isto o hábito de gostar de livros de papel vai diminuindo a cada geração. Com a predominância dos livros eletrônicos, a economia de escala de livros em papel se perde e eles ficam cada vez mais caros. Livros de papel se tornam artigos de luxo, inviáveis pelo preço e porque os apartamentos de classes média e baixa são cada vez menores. Agora que a TV tem a espessura de um papel, caixas de som não ficam muito atrás, computadores estão incluídos dentro das outras coisas e são na prática invisíveis, os apartamentos são apenas o espaço mínimo para conter os móveis básicos e para guardar as roupas. Todo o conteúdo de texto, video e som vem pela internet. O que hoje é chamado “livro eletrônico” nada mais é do que um browser para este conteúdo. Os textos podem ser alterados a qualquer momento, por qualquer censura de governos ou empresas. Os livros em papel existirão apenas como objetos de luxo para os ricos, que tem espaço de sobra em casa e podem pagar qualquer preço. Esses textos não podem ser alterados, o que se torna um luxo. É quase como uma nova idade média, com todos os livros concentrados nos conventos e nos castelos de nobres. Se ou quando este cenário pode realmente acontecer vai depender do número de bibliófilos…

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Netbooks continuam evoluindo, e se tornando o que os notebooks sempre deveriam ter sido. Leves e práticos pra se carregar. Já os notebooks propriamente ditos, acho que não merecem mais este nome. É fácil chegar a esta conclusão. Basta pegar um “notebook” de verdade, quer dizer um caderno de notas (aquela coisa de papel mesmo), com uma mão e comparar com um notebook e um netbook na outra. Isto se conseguir segurar o notebook (aqui o computador) com uma mão só … Proponho que estes notebooks pesados de 14 ou 15 polegadas, com drives de dvd ou blue-ray e ambição de substituir o desktop, voltassem a ser chamados de laptops, enquanto netbooks recebessem o nome anterior de notebooks. A vantagem disso seria a de não criar ainda mais confusão desnecessária no vocabulário do setor de tenologia. Mas enfim, acho que o mal já está feito, e já temos mais uma “categoria” de equipamento.

Enquanto isso escrevo no meu notebook tradicional de 15,4 polegadas, velho mas estimado. Ele já tem quase 3 anos, está obsoleto, a bateria não segura nem meia hora, as teclas estão falhando… mas me recuso a me desfazer dele… pelo menos não agora. Foi o primeiro computador que comprei montado em muitos anos. Lembro até hoje da sensação de facilidade de pagar com cartão de crédito em 10 vezes, em uma grande loja no shopping perto de casa, e sair com aquela caixinha leve e compacta na mão. Nada de horas e horas procurando e escolhendo peças, montando e testando. Tudo fácil e limpo. Obviamente depois disso ainda montei PCs, afinal capacidade de processamento de verdade não combina com notebook.

Já aumentei a memória deste notebook, comprando mais um módulo de um gigabyte, o que triplicou a capacidade. Planejo trocar o disco rígido de 60 gigabytes por um quase 3 vezes maior também. Discos na faixa de 160 a 200 gigabytes estão extremamente baratos atualmente. Tudo isso para dar uma sobrevida ao equipamento. Posso achar razões lógicas para isso. Contribuirei para evitar criação de lixo eletrônico, um dos piores problemas ambientais da atualidade, pelo menos segundo os noticiários que vejo. Darei um alivio às minhas finanças, evitando mais dívidas. Resistirei ao vício do consumismo. Só que o motivo determinante para manter o notebook velho é outro. Trata-se apenas do apego a um objeto, quase sem valor real para as outras pessoas, mas que pelo uso constante se tornou familiar, se tornou um marco de continuidade em meio à realidade em que tudo muda tão rápido. E nem por isso perdi o vício em novidades também. Contraditório? Sim. Mas o que importa mesmo é não gerar lixo eletrônico …

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Continuando o assunto do último post, que era como tornar meu antigo iPaq um centro de audio e vídeo móvel, descrevo a solução de mais um probleminha e indico mais um site de produtos free, neste caso com utilidade além do próprio PDA. O objetivo central é como tocar arquivos recebidos no formato rmvb no iPaq.

O formato RMVB do RealPlayer está se tornando muito popular por ser compacto. A qualidade geralmente menor devido à alta compressão, depende também de como o arquivo foi produzido. E para seriados, por exemplo, onde a fotografia nem sempre é o ponto principal, ele cumpre bem a tarefa. Já de posse do programa descrito no artigo anterior, verifiquei que RMVB não é suportado. Tudo bem, nada é perfeito. A primeira solução em que pensei foi converter de RMVB para um dos formatos suportados, como DivX por exemplo. Pesquisando achei o site http://www.rmvbcodec.com/
Que tinha todas as ferramentas que precisei e mais um pouco. A primeira delas é o “Real Alternative”, que nada mais é que um codec para tocar RMVB sem precisar instalar o RealPlayer. Nada tenho contra o Real Player. Comecei a usá-lo por causa desta onda de RMVB, mas agora já o utilizo para outras coisas. Mas em algumas situações, instalá-lo pode não ser desejável ou possível, então é bom ter uma alternativa.
A segunda ferramenta é o “RMVB Converter”, que passa de RMVB para um dos seguintes formatos:
  • MP4 (MPEG4)
  • AVI (MPEG2)
  • DivX (Digital Video Express)
  • Xvid
  • H.264/AVC
  • WMV (Windows Media Video)
  • WMV (Format for Xbox 360 requires)
  • FLV (Flash Video)
  • MP4 (Format for Sony PSP requires)
  • MOV (QuickTime)
  • 3GP (Mobile Phone)
  • MP3 (Only Audio)
  • Como meu objetivo imediato era apenas converter, e não tocar RMVB no Windows Media Player do desktop, instalei o converter e tentei passar o arquivo para DivX… e recebi erro, daqueles não muito amigáveis. Falta DLL. Um pouco de experiência no entanto faz desconfiar que essa DLL devia vir em outro aplicativo. Aqui vem a dica, instale o primeiro programa mencionado também, o “Real Alternative”, pois é necessário para o converter funcionar. Depois disso converti sem problemas de RMVB para DivX, que por sua vez funcionou sem erro no player do iPaq.
    A conversão é relativamente lenta, mas trabalhos deste tipo sempre requerem um pouco de poder de processamento. Um arquivo de 150 Mb demorou em torno de 15 min em um velho Pentium D (deixei em back em continuei fazendo outras coisas). Quanto melhor o processador do PC, mais fácil será lidar com conversão de vídeo.

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    Até hoje utilizo um iPaq com Windows Mobile 2003 SE (padrão pocket pc). É um equipamento interessante, apesar de obsoleto. Atualmente eu já não uso nele as funções de organizador pessoal, tranferidas para o smartphone, mas ainda o utilizo bastante como tocador de mídia e navegação Web. Para música, com fones ou no rádio do carro via cabo, tem som de qualidade, apesar de já ser meio grande para os padrões atuais. Para vídeo, ele possui uma tela relativamente grande, comparado com outros dispositivos atuais e muitos smartphones. Perceba que a desvantagem de ser grande como mp3 player é ao mesmo tempo a vantagem como player de vídeo! E por fim, o browser ainda está aceitando a quase totalidade dos sites para dispositivos móveis, e até mesmo alguns sites normais podem ser lidos, em situação de emergência (incluindo blogs como o tecnoinsider, com layout baseado em uma coluna de texto). Com WiFi posso ler notícias do sofá ou da cama, segurando um dispositivo pequeno com uma mão, em posição bem mais relaxada que em frente a uma mesa. Por isso tudo fiquei com pena de aposentar o iPaq, apesar de já estar com ele desde 2003.

    Infelizmente os players que vieram nele, o Windows Media Player e o PocketTV, ficaram parados no tempo. Ao contrário do PC, no pocket PC é bem mais complicado encontrar e instalar codecs avulsos para players. Passei a desejar um player mais atual, que suportasse os padrões mais usados hoje em dia de arquivos de vídeo, principalmente o 3pg, que é um formato compacto muito utilizado em sites para dispositivos móveis. Passei um bom tempo pesquisando, até achar um software opensource que vem atendendo perfeitamente ao que pretendia, o TCPMP (The Core Pocket Media Player) v0.72RC1.
    A interface é muito simples, e possui acesso rápido a uma função que eu acho básica em dispositivos móveis que é colocar em full scren (e deitada). Depois da instalação do arquivo cab, executado no próprio iPaq, já estão feitas as associações das extensões de arquivos, como o 3pg, e os atalhos nas páginas web abrem os arquivos automáticamente. Vale a pena ressaltar a quantidade de formatos suportados além deste (divx, ogg, mp4, xvid, etc). Com o TCPMP o meu iPaq ganha mais uma sobrevida!
    O TCPMP v0.72RC1 pode ser baixado aqui.

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    Esta pergunta aparece com frequência nas discussões, entre leigos ou não, para explicar o suposto fracasso do linux no mercado doméstico. Durante algum tempo eu aceitei a relevância da pergunta. Nem entrando na análise das respostas! Mas agora ela começa a me soar até estranha. Ela parte da suposição de que falta alguma coisa, e que algo deu errado. Se falta alguma coisa, é muito pouco, ou talvez falte só tempo. Eu creio mesmo que essencialmente não falte mais nada, e a continuar tudo como está basta esperar. Mas por outro ponto de vista, pode-se dizer que falta sim um pouco de consciência ao consumidor sobre seus direitos e seu poder e, com isso, talvez tudo fosse mais fácil. Um exemplo real ocorrido em um forum de linux ilustra bem isso.

    Este forum em questão, como a maioria deles, é movimentada por uma comunidade, na base da solidariedade. Mesmo que o site tenha anúncios e receba doações, quem produz o conteúdo são os usuários, normalmente sem receber nada em dinheiro. De vez em quando aparece um novo usuário menos acostumado a este estilo de vida, que deve ter chegado por um mecanismo de busca para resolver um problema específico. Aliás foi assim que eu cheguei naquela página também. O problema é que alguns percebem como as coisas funcionam, e outros não.

    Um desses recém chegados, aparentemente de perfil pouco técnico, posta um novo tópico com uma dúvida. Tratava-se da compatibilidade de um determinado dispositivo com uma determinada distribuição. Como não recebe resposta por uma semana, posta em depois um reply irado ao próprio tópico, de 15 linhas, sobre a falta de ajuda. E acaba por diagnosticar a questão do título, que “é por isso que o linux nao deslancha”. São 3 equívocos de uma vez só!

    Primeiro, por considerar o forum com o uma espécie de SAC, com obrigação de resolver qualquer pepino dentro do prazo, e não como descrevi antes, um local onde a comunidade interage e colabora em termos de solidaridade. Favor não se exige, apenas se agradece quando, e se, chegar. Segundo, porque como dito no primeiro parágrafo, não falta nada. Ao contrário, por causa inclusive de comunidades como aquela, o linux chegou onde está, o que não é pouco diante das circunstâncias, e continua crescendo. E por fim, o terceiro erro e o mais grave de todos, é nao cobrar a solução de quem realmente cabe a obrigação de resolver o problema, ou seja, o tal fabricante do dispositivo. Ela é a entidade para qual se paga por um produto ou serviço, com todo o suporte para poder utilizá-lo, o que inclui o driver.

    Claro que qualquer fabricante pode alegar que o sistema operacional XYZ é um requisito do seu produto, que isto está inclusive escrito na caixa, no manual e no contrato, etc. Mas esta posição pode ser negociada a médio prazo. Os fabricantes fazem o que o consumidor quer, desde que ele deixe isso bem claro, seja reclamando pelo driver ou, de forma até mais contundente, optando se possível pelo produto que já tem o driver. Como se diz, consumidor vota com o bolso. Eventualmente os fornecedores vão começar a visualizar a demanda, vão identificar o diferencial competitivo, e naturalmente os drivers vão aparecer.

    E sem citar nomes, neste caso em particular era um grande fabricante mundial de eletrônicos, cujo nome de quatro letras termina com Y … e que certamente teria todos os recursos financeiros para já ter feito o driver. O hardware é bom (eu também tenho o mesmo dispositivo que o tal usuário, alias por isso que caí no tal tópico …) mas a falta de suporte denigre meu conceito da empresa. Trata-se mais especificamente de um modem 3G, comprado direto da operadora, e tanto o fabricante quanto a operadora ignoraram o linux. A operadora poderia por exemplo ter evitado este modelo de modem, se achasse que iria frustar os usuários. Mas como por enquanto os usuários linux não fazem o barulho suficiente, eles não existem para estas empresas, só isso. A propósito, existe solução para o problema de compatibilidade, mas este artigo aqui não é técnico e além do mais não gostei das soluções que encontrei… no meu caso acabei contornando de outra forma.

    Mas alguém pode estar pensando, pra haver barulho suficiente pra ser escutado no meio da multidão é preciso um número mínimo de pessoas. Sim, este número ainda é relativamente pequeno, cresce devagar, e é por isso que muita gente não visualiza a solução. É um deadlock: o mercado só oferece coisas para o sistema operacional X (um sistema qualquer de software livre, não necessariamente linux) quando ele tiver muitos usuários, e os usuários só aderem em massa ao sistema X quando o mercado oferecer as tais coisas. Pra desenrolar este nó leva um tempo. Eventualmente o mercado e os usuários percebem que o sistema X é bom para ambos, e que alguém precisa dar o primeiro passo, mesmo que no início tenha que sair da passividade completa de querer tudo ja pronto, tendo em vista os benefícios depois. O mercado paga menos licenças e menos royalties por oferecer produtos e servicos com o sistema X, e o consumidor tem preços finais menores e qualidade mais controlável.

    Se os consumidores fossem mais ativos em correr atrás dos fabricantes de hardware e também dos prestadores de serviços, como provedores internet e de software, reclamando do suporte ao sistema operacional que usa, talvez a coisa andasse mais rápido. O ponto mais forte hoje em dia do Windows no quesito facilidade de uso é justamente ter drivers pra tudo: é só sair espetando qualquer coisa no PC que será reconhecido, e às vezes colocar o CD de instalação do driver quando pedido, e se o CD sumir é so baixar o instalador automático do driver pela internet e executar. Mas em geral quem faz os drivers são os fabricantes. A Microsoft sábiamente inclui drivers das coisas mais utilizadas, pra facilitar a vida do usuário, pois tem consciência da importância disso.

    Resolvida a questão dos drivers, não haverá diferenca em facilidade de uso entre uma distro mais simples e voltada ao usuário final, como o Ubuntu, e o Windows. Os problemas só não desaparecerão por completo, porque afinal tem usuário que estaca diante do Windows XP, apenas pra citar o Windows mais fácil ate hoje… Como eu defendo há algum tempo, padronização, drivers e jogos comerciais são o caminho para o linux ir entrando no mercado de consumo.

    Resumindo, é preciso de vez em quando reconhecer o que já foi feito, visualizar onde é possivel chegar e o que ainda falta por fazer para isto, e de preferência sair da passividade total e fazer, porque a recompensa vale a pena.

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    Poucas vezes vi tanto interesse concentrado em uma única área da tecnologia quanto agora. Parece que tudo se resume a lançamentos de novos smartphones. Outras tecnologias necessárias para levar conectividade e aplicações onde são necessários, a custo razoável, parecem ter ficado em segundo plano. O 802.16 por exemplo, não se populariza. Agora eu leio por aí que será um serviço para nichos específicos. Por outro lado o 3G, caríssimo, está em todos os anúncios. Ora, pelo menos em teoria, as redes WiMax são a solução ideal para levar conectividade em áreas metropolitanas. Em teoria, e até que se apresente algum argumento contrário, são. Talvez o argumento não seja técnico, como freqüentemente ocorre, mas comercial. Por isso as operadoras vendem o 3G como a última palavra em conexão móvel. Embora ela possa até ser a melhor opção em algumas situações, na comparação de preço e especificações com o 802.16 as limitações são evidentes. Alguém deveria explorar mais a viabilidade desta alternativa.

    Mas saindo do mundo dos protocolos para os pontos da rede, os dispositivos para acesso, no caso os celulares e smartphones, as novidades se sucedem em ritmo cada vez maior. O final do ano passado foi o momento do iPhone 3G e do primeiro Android. Agora a Microsoft, sempre correndo atrás do prejuízo, anuncia uma nova versão do Windows Mobile, a 6.5, que deve supostamente concorrer com os dois, e a Palm anunciou o seu novo celular, o Palm Pre, com novo OS. Ao lado disso temos as aplicações. Os mercados virtuais de aplicativos para smartphones me parece ser a melhor novidade dos últimos tempos na área de tecnologia. E os sites para celular parecem finalmente estar deslanchando. As pessoas finalmente parecem estar se acostumando a usar o celular para navegar, ainda mais porque as telas melhoraram, estão maiores, mais coloridas, aceitam toques… Em contrapartida a oferta de sites úteis também aumentou. Agora voltando à rede, temos que os smartphones se conectam hoje por 3G, os aplicativos virão por estas redes 3G e os sites também. Ou seja, é um ciclo que aponta para um serviço na mão das operadoras. Se elas não aproveitassem isto seria loucura.

    Mas ainda assim a alternativa do 802.16 permanece, pelo menos em teoria. E é fácil imaginar como ela poderia se tornar rapidamente viável. Boa parte dos smartphones tem 802.11, o WiFi, como alternativa de conexão. Vide iPhone. Claro que achar um hotspot hoje em dia não é fácil, mesmo assinando um serviço pago. São restritos a aeroportos, hotéis e restaurantes. Contei uns 20 da última vez que entrei em um site de provedor do Rio de Janeiro. O problema do hotspot é o alcance muito restrito. São necessários muitos espalhados pela cidade para cobrir ela toda. A proposta claro que nunca foi essa, pois o WiFi é projetado para ser rede local. Agora basta imaginar que os smartphones, PDAs, netbooks e notebooks venham com o chip para 802.16 incluído. Uma das pontas já estaria pronta, com o mercado consumidor habilitado a acessar. Do outro lado os pontos de acesso poderiam ser gradativamente instalados, disponíveis a todos os usuários potenciais.

    Um problema, para as operadoras, pode ser justamente os aplicativos. Ou melhor, um aplicativo em particular, o Skype. Ou algum cliente de VoIP similar. Se um desses se populariza nos smartphones ninguém mais faz ligação normal, nem local nem interurbano. Se o custo do MB trafegado pela rede MAN, 802.16, for significativamente mais barato que pelo 3G, quem utilizará esta última, seja para dados ou para voz? Ela acaba? Provavelmente não, mas os preços podem cair. Bom para o usuário. Leia mais sobre o 802.16 aqui no Wikipedia.

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    Existem alguns mitos sobre o custo do software que sobrevivem por décadas, mas que se submetidos a uma análise mais fria não resistem um único instante. Um deles é de que as licenças de software por tempo ilimitado, tal como o software de prateleira vendido hoje, apenas por serem perpétuas são um benefício ao usuário. Isto mesmo quando comparados a outros modelos de comercialização ou distribuição, incluindo o pagamento mensal por uso e até mesmo o software livre. Em recente reunião com clientes da qual participei foi dito que seria irrelevante considerar a substituição do pacote de escritório utilizado, um software proprietário, pelo seu similar em software livre, já que a empresa em questão já possuía as licenças necessárias, e portanto não haveria custo em manter-se com este pacote proprietário (para esclarecer, neste artigo falo de software livre com relação ao fato de não ter custo de licença mesmo, sem nenhum outro aspecto filosófico ou político associado). Ora, qual o erro deste raciocínio ?

    Por coincidência, na revista Info de junho de 2008, página 34, o colunista mundialmente famoso e com décadas de experiência John C. Dvorak afirma que “A idéia da revolução do PC é você comprar um software e usá-lo para sempre. De fato, você pode usar versões antigas do Word e nunca fazer upgrade”. Qual o problema desta outra afirmação? Logo a seguir neste mesmo artigo o software como serviço é demonizado, como tentativa vil de extorquir os usuários, sem que nenhum número dos custos totais de cada opção fosse apresentado. Vamos então tomar como exemplo o software citado por Dvorak, o Word.

    O problema com as duas idéias é que na prática o que elas predizem não acontece, com raríssimas exceções. A probabilidade de alguém estar usando a mesma versão do Word por 10 anos ou mais é remota, por várias razões. Começa pelo intenso marketing, sempre demonstrando novas funções, mas este até se poderia ignorar, mesmo porque a maioria destas funções novas não será usada mesmo… Depois temos as mudanças nos formatos de arquivos, ou seja, arquivos gerados nos formatos das versões mais novas não são lidos nos editores mais antigos, e como arquivos são trocados o tempo todo entre as pessoas, os usuários das versões antigas ficam mais e mais isolados. O novo Word 2007 gera arquivos em um novo formato que o 2003 não lê.

    Depois acontece que um software destes requer patches de correção, inclusive patches de segurança, e depois que acaba o prazo de manutenção do software o usuário da versão antiga está vulnerável a ataques. E por fim, quando por muita teimosia, alguém ultrapassa todas estas barreiras, chega um dia em que o software não tem mais plataforma de hardware e sistema operacional onde rodar. A versão do Word 16 bits por exemplo pode não rodar mais em máquinas com sistemas operacionais de 64 bits (não testei o Word, mas tenho software de 16 bits que não roda no Windows Vista 64). Como também é muito improvável que um computador não seja trocado por outro mais novo, algum dia o software ficará órfão. Este é um caso extremo. Na prática em 4 anos em média um software deste tipo está pedindo aposentadoria, e o usuário está cobiçando ou uma versão mais nova ou outro melhor.

    Quando for necessária a troca do Word X pelo Word Y o usuário pagará uma nova licença, ou na melhor hipótese obterá um desconto pelo upgrade, mas pagará. Financeiramente a consequência é um custo anual que pode ser estimado. Se for 4 anos para a troca em média, um Office que custa R$ 1000,00 de licença ficaria a 250,00 por ano. Isto é mais que o custo do software livre, que é zero. E teria que ser comparado com o valor do software como serviço mensal, coisa que alguns articulistas de revista não se dá ao trabalho de fazer. Algum valor de serviço mensal é equivalente a este, com a vantagem de que o dinheiro não fica preso por todo o tempo considerado, e a qualquer momento o usuário pode cancelar a assinatura.

    Agora, o que motiva um colunista com tanto tempo de experiência a defender um argumento tão frágil? Pode ser exatamente o fato de ver toda a realidade tão conhecida começar a ruir, e tentar se apegar à sensação de conforto gerada pela familiaridade com esta realidade anterior. O modelo de venda de licenças de software está fazendo água, por diversos motivos entre os quais a competição com os dois tipos de distribuição citados, o software livre e o software como serviço. Não creio que o software de prateleira vá desaparecer, pois para alguns tipos de programas com público mais restrito talvez seja mais viável vender licença. Para outros com muitas opções equivalentes, geralmente com público grande, as alternativas de softwares livres ou de uso mediante uma pequena com taxa mensal começam a se tornar mais atrativos.

    Outro mito é que o software livre impõe custos mais altos de suporte, agora focando do lado do software para servidores. Este custo alto supostamente anularia a economia com licenças . Como se qualquer software, livre ou proprietário, não precisasse de suporte. E como se este suporte, em quase totalidade dos casos, não fosse dado pela própria equipe de administração de sistemas das empresas usuárias, seja própria ou terceirizada, mas sempre paga à parte. Se o custo da hora de um profissional especializado em determinado produto é maior ou menor, pela falta de profissionais e lei da oferta e da procura, é um fato transitório. Ou seja, é mais um mito a idéia de que por ser software livre o suporte é necessáriamente mais caro. Pode ser ou não, e só se saberá comparando a cada caso.

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    Sempre fui fascinado por mapas, desde criança. Há até pouco tempo eu comprava todo ano a edição do “Guia Quatro Rodas” do Rio de Janeiro, eventualmente de São Paulo também, e às vezes a do Brasil. Não é apenas mania, eu tenho realmente o hábito de consultar esses guias antes de ir a lugares desconhecidos, ou até levar comigo se necessário. Sempre me pareceu uma boa precaução.

    A tecnologia ainda não me fez jogar meus mapas de papel todos no lixo, mas já estou convivendo cada vez mais com mapas digitais online. Não apenas mapas, como também outras tecnlogias de orientação que antes, pelo alto custo e sofisticação tecnológica, pareciam ser apenas para profissionais. Nos últimos dois anos assistimos ao barateamento e popularização dos serviços de GPS, que agora podem vir em alguns celulares e como acessório em veículos. No desktop o Google se formou com uma ferramenta de orientação mais simples, mas que pela sua qualidade acabou cativando muita gente, o Google Maps. Que já foi devidamente copiada pela Microsoft com serviço similar, o Live Search Maps, com vista aérea e tudo.

    Quando apareceu o Google Maps, com fotos por satélite e indicação de ruas ao mesmo tempo, me pareceu a última maravilha do mundo. Poder “navegar” pelo planeta todo em escalas variadas foi realmente uma inovação. Além da utilidade incrível do sistema, como localizar ruas em uma cidade, inclusive com os sentidos de tráfego, o sistema é muito divertido de se usar. Logo de cara tentei localizar os prédios conhecidos no Rio. Logo depois, uma visita aérea em outras cidades dá uma sensação de poder instantâneo. Poder acessar tudo isso de qualquer PC já era algo que eu nem sequer esperava. Poder levar isso no bolso, ter sempre a mão em qualquer lugar, e por custo baixo, esperava menos ainda. Foi uma boa surpresa.

    Acessar o site normal do Google Maps em um celular atual é quase inviável, pelo tamanho e pela forma como foi construído. Mas os engenheiros do Google pensaram nisso, e criaram uma pequena aplicação para smartphones que adapta a interface a dimensões reduzidas. Ao entrar no site www.google.com/gmm do seu celular com Windows Mobile, por exemplo, aparecerá a opção de baixar e instalar o software cliente do Google Maps. Instalei em um MotoQ GSM com Windows Mobile 6, sem nenhuma dificuldade. Cria-se um ícone na tela “Iniciar”. Não entendi porque o instalador troca o tema do Windows Mobile para uma versão toda cinza, mas nada que não se possa resolver.

    Não há muito o que falar sobre a funcionalidade. Ela é similar à versão para browser de desktop. O uso da interface não é tão ágil como no desktop, mas eles fizeram bom uso dos recursos existentes. Mesmo sem ter acesso 3G o desempenho é bem razoável. Espera-se por alguns segundos o carregamento das páginas ao rolar o mapa, mas é um pequeno preço a pagar, para quem até pouco tempo não tinha nada disso. Mas o 3G está chegando e a performance só vai melhorar. Para o uso do Google Maps Mobile recomenda-se uma conexão ilimitada ou com franquia de tráfego bem generosa, pois tal como na versão para desktop, a transferência de dados é contínua.

    Fica então registrada a recomendação do Google Maps Mobile. Será que algum dia jogarei a bússola e os mapas de papel no lixo? Vamos ver … Por agora eu estou esperando um Google Maps com atualização em tempo real, igual ao da piada do rapaz que foi na rua pra ver se o irmão ia vê-lo no site… :-) … Depois de ser atropelado várias vezes pelas novidades, quero voltar a ter a sensação de estar na frente pelo menos em expectativas!!!

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    Os protótipos de celulares da plataforma Android, desenvolvida pelo Google, que eu tinha visto até agora eram smartphones convencionais com teclado. O vídeo abaixo mostra um prótotipo do HTC Dream que lembra bastante um iPhone, com tela sensível ao toque e acelerômetro. Até na moldura cromada ele lembra o celular da Apple.

    Vídeo:

    É claro que o sistema operacional do Google tem sua própria identidade. Creio que se trata simplesmente de aproveitar algumas características que o público gostou no iPhone. E isso tudo em uma plataforma aberta de desenvolvimento. Quando vejo pessoas idolatrando o iPhone fico pensando que é uma questão de tempo para outras empresas fazerem algo similar, por uma fração daquele preço. Tecnologicamente não há dificuldades. O único diferencial da Apple é estar um passo adiante. E com um design visual dos produtos sempre impecável. “Só″ isso … Mas o Android é um projeto diferente do iPhone, e em muitos aspectos mais interessante. Se a Google conseguir tirar vantagens de todas as suas aplicações Web (gmail, google maps, etc) em um Android com velocidade da rede 3G, vai ser dificil não ser um sucesso.

    Fonte: www.electronista.com

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    Ter uma conexão landa larga não é garantia de uma boa conexão. Você pode notar que a velocidade real obtida parece muito abaixo do que é prometido pelo provedor. Para verificar a velocidade efetivamente obtida existem alguns sites que oferecem medidores de velocidade. Para medir deve-se evitar o uso da conexão: navegação web, downloads, atualização do sistema operacional ou do anti-vírus, leitura de email. Certifique-se de que todos estes aplicativos estão parados. A seguir pode-se tentar um dos links da lista abaixo. Note que os resultados podem variar, e nem todos são 100% confiáveis sempre. Compare os resultados e julgue quais estão mais próximos da realidade. Neste ponto pode-se lembrar do ditado: “quem tem dois relógios não tem menhum”. Mas dá pra analisar os números e chegar a uma boa estimativa usando estes sites.
    http://medidor.interair.com.br/
    Me pareceu um dos melhores, mas só mede download
    http://www.dslreports.com/stest
    Usei a versão Java. Dependendo da localidade a ser testada, os resultados variam muito. Mas vale a pena ter este link. O site é tradicional, e tenho usado desde 2003, quando o vi na revista Info.
    http://www.abeltronica.com/velocimetro/pt/?idioma=br&newlang=br
    Também mostra o endereço IP.
    http://us.mcafee.com/root/speedometer/default.asp
    http://www.numion.com/YourSpeed/
    Foi o que eu mais gostei, pela quantidade de dados e pelos gráficos, mas não necessariamente é o mais confiável.
    http://testevelocidade.ajato.com.br/index.php
    http://conexao.cruiser.com.br/meter.php
    Os dois acima são simples mas me pareceram honestos.

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    Porque formatar um pendrive como NTFS? Digamos que você tem um pendrive de mais de 4 Gb e quer gravar arquivos de mais de 4 Gb. Alguém pensou em imagens de DVD?

    Mas aí você vai no Windows Explorer do Windows XP ou no Disk Manager e só aparece a opção FAT32. E agora?

    Para liberar a opção de formatação como FAT 32 no Windows XP é necessário antes alterar uma opção de otimização. Um pendrive pode ser otimizado para “quick removal”, isto é, ser removido ser usar o ícone “Safe Removal” da barra de tarefas ou para “Performance”, onde habilita cache do Windows e melhora a performance de acesso, mas requer que se use o “Safely Remove Hardware”.

    Por default o XP vem com otimização para remover rápido. Mas para habilitar a formatação como NTFS é necessário antes alterar a opção de otimização para performance. Só vai ser necessário ter cuidado redobrado antes de retirar o pendrive…

    Para alterar a opção vá no painel de controle, clique em System (sistema), depois na aba Hardware, depois em Device Manager (Gerenciador de dispositivos). Lá procure e expanda Disk Drives, procure o pendrive (deve ter um nome como “USB 2.0 USB flashdrive USB Device”) e clique com botão direito e em properties. Depois na aba Policies (politicas) e altere a opção para “Optimize for Performance” (ver figura). Agora abrirá a opção NTFS ao tentar formatar o seu pendrive.


    Uma outra dica aqui é que os preços de pendrives estão despencando mais do que a cotação do dólar. Ou também por causa do dólar… mas enfim, tá muito barato. Adquiri recentemente um pendrive de 16 Gb emborrachado, a prova de choque e de água, por 130 reais. Então, com pendrives de 16 Gb tão acessiveis, porque se limitar a arquivos de 4 Gb do FAT32?

    Um detalhe é que em NTFS o pendrive deixa de ser lido em alguns dispositivos, como o rádio do carro. Para isto é melhor ter um outro pendrive em FAT32. E em sistemas mais antigos também não será lido, como no Windows 98. Usuários de linux também teriam um pouco mais de trabalho para escrever em NTFS, embora não seja impossível.

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    O que mais falta falsificarem? O FBI está investigando o caso de roteadores e switches Cisco falsificados na China. Teme-se que estes equipamentos possam causar falhas inesperadas nas redes americanas. Poderiam também deixar as redes vulneráveis a ataques de segurança, devido a backdoors escondidos. Os modelos das séries 1000 e 2000 podem estar sendo afetados.
    Falhas de hardware em equipamentos de redes são críticas, motivo pelo qual normalmente estes equipamentos passam por grande controle de qualidade, e portanto se espera alta confiabilidade. Uma vez ocorrida a falha, o tempo de resolução pode ser tal que gere prejuízos e outros inconvenientes.

    Os problemas de hardware causadas por estes equipamentos falsificados poderiam ser tratadas como qualquer outra falha deste tipo. Já a possibilidade de uso de equipamentos comprometidos (por backdoors) para invadir redes nos EUA já são um problema totalmente diferente.

    Podemos ver nestes slides de uma apresentação do FBI as diferenças entre os routers originais e falsificados. Além disto, um falsificadopode custar até 5 vezes menos. Parece que falta pouco para vermos equipamentos profissionais de rede à venda nos camelôs de rua.

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    Recentemente publiquei post falando sobre a retirada de venda do Windows XP, que ocorrerá em 30 de junho. Naquele post é falado várias vezes sobre a diferença entre cessar as vendas e o fim do período de manutenção. Pois bem, fiz uma pesquisa e achei os dados que faltavam, ou seja, as datas reais. Em post no blog oficial da empresa, a Microsoft promete manutenções até 8 de abril 2014, na fase de suporte extendido, que cobre apenas as atualizações de segurança. Antes disso ocorrerá o fim da fase de suporte mainstream, que cobre também a correção de bugs, e ocorrerá em 14 de abril de 2009. Mesmo depois do fim do suporte mainstream, empresas com contrato de manutenção com a Microsoft poderão receber correções de bugs.

    Nada que foi dito no post anterior aqui no tecnoinsider (em 27 de abril) é inválido. Mas o conhecimento das datas exatas mostra que o quadro não é tão sombrio como se podia parecer para o Windows XP. Mas reafirmo, comprar um XP agora só se justifica em casos especiais. Se compararmos os ciclos de vida do XP e do Vista, podemos ver que um está quase na cova, enquando o mais novo é uma criança, e tem muito chão pela frente, sem contar com as melhorias que trouxe. O Vista é um investimento muito melhor no momento.

    Nesta pagina temos uma tabela com o ciclo de vida dos últimos sistemas operacionais da Microsoft. O Vista nem sequer é citado nesta tabela. A julgar pelo tempo de vida do XP, o Vista deve terminar pra lá de 2020.

    Fonte: Microsoft

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    Clientes da Claro podem começar a se animar. A Claro divulgou que está negociando a vinda oficial do IPhone em território nacional. E ela está prevista para o final de 2008 ainda. Eu falei dos clientes da Claro porque, se mantida a política da Apple em outros países, o celular da Apple será exclusivo de uma única operadora no país. Temos aí dois pontos controversos. Um é que existem realmente métodos de desbloqueio do iPhone, mas além de não serem recomendados pela Apple, existem inconvenientes relacionados às atualizações do software. Outro é que me parece que isso contraria as últimas normas da Anatel, que garante o desbloqueio de aparelhos celulares. Os fanáticos pela Apple (sim, Apple é o que na tecnologia que parece mais próximo a uma religião) que não quiserem desobedecer ao Steve Jobs, que mandou não desbloquear, vão ter que migrar de operadora…

    Fonte: Apple Addicted

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    Alguns sites exibem um ícone personalizado na barra de endereço. Esse ícone é chamado favicon (favorite icon), pois ele também é copiado para a lista de favoritos. Na realidade este é um ícone comum, no padrão .ICO do Windows, com tamanho de 16×16 ou 32×32, que é usado há mais de 10 anos. Eu próprio fazia ícones no Visual C para programas Windows, mas já nem lembrava que isso existia. Os ícones também podem ser abertos pelo Paint do Windows e editado. Estranhamente não é possivel usar o Paint para salvar um novo arquivo .ico. Mas programas para isso não faltam. Melhor ainda, alguns sites como o

    http://www.html-kit.com/favicon/

    permitem que se crie um arquivo ICO com base em qualquer imagem. Quem quiser pode ainda obter o link pronto, como em

    http://www.bluejar.com/20-free-favicon-icon-sets/

    O passo seguinte é a hospedagem do ícone. Isso é imediato para quem tem seu próprio servidor ou um serviço de hosting padrão. Mas os serviços gratuitos como o blogger.com não permitem hospedagem deste tipo de arquivo. Tentei o Google Pages e o Microsoft Live, que permitem o upload mas não funciona, pois o primeiro parece que converte o arquivo e o segundo gera um link dinâmico. Por fim achei o site

    http://www.iconj.com/

    Embora por questões didáticas este seja o passo 2, a verdade a hospedagem foi a última coisa que faltou para por o favicon em funcionamento. Este ICONJ foi uma mão na roda. O engraçado é que é uma “versão beta”, seguindo a moda do Google. Será que se eu chamar tudo que faço de “versão beta” será um sucesso? Mas continuando com a parte prática. Por exemplo, usei o site ICONJ acima e fiz o upload do ícone, que gera a URL do arquivo hospedado:

    http://www.iconj.com/ico/8/8lqhbd01mn.ico

    Na realidade este site já gera todo o código HTML a ser inserido. Separei a URL apenas para mostrar como seria no caso mais comum. Caso seja o seu webserver ou o seu serviço de hosting, o arquivo vai estar em um diretório do próprio webserver.
    A seguir basta editar o código da página, colocando o seguinte código na seção HEAD:

    < link rel=”shortcut icon” href=”/favicon.ico” &gt

    substituindo-se a parte do href pela URL verdadeira do ícone. Na URL anterior ficaria:

    &lt link rel=”shortcut icon” href=”http://www.iconj.com/ico/q/q3q4uy6ykq.ico” /&gt

    E por fim o teste. Aqui tive alguns problemas, que me fizeram inclusive baixar e instalar o Firefox. De fato, o IE 7 tem uma dificuldade com o cache. Com isso não estava conseguindo mostrar o favicon nem o html e o ícone locais, o que me fez suspeitar do arquivo .ico. No IE é necessário de alguma forma eliminar o cache, apagando os arquivos temporários e o histórico, e depois reinicializando o Browser. Só que eu relutei em fazer isso pois estava com uma meia dúzia de janelas do IE fazendo pesquisas… Sim, parece que tem que fechar todas. Só abrir uma nova instância não adiantou. O Firefox resolveu esta dúvida, e foi mais fácil instalar o Firefox do que sair de todos os sites…

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    A Microsoft e o Yahoo! não conseguiram chegar ao um consenso quanto ao preço das ações deste último. Com isso a Microsoft jogou a toalha e desistiu definitivamente do negócio. Lembrando que o Yahoo! era uma peça fundamental na estratégia da Microsoft para enfrentar o avanço do Google, como fica esta guerra de gigantes agora?

    A Microsoft já foi considerada por algumas pessoas um Império do Mal devido às suas práticas monopolistas, ou pelo menos agressivas, uma espécie de rolo compressor sobre a concorrência. Mas agora os desafios da Microsoft estão crescendo por todos os lados. No ano passado foram processos perdidos na Europa. No campo das aplicações na Web, onde as buscas agora são apenas uma parte, o Google tem supremacia. No campo dos sistemas operacionais, há o Linux no horizonte, que já arrebatou uma boa parte do mercado de servidores e de dispositivos móveis.

    Mas se o Linux parece ainda improvável nos desktops das massas, agora temos também uma sensível rejeição ao Windows Vista (em tempo, sou usuário do Windows Vista e não acho que ele seja ruim. Pra mim a rejeição é mais pela exigência de hardware mesmo, que o torna mais lento em máquinas antigas). Já ouvi realmente comentários de usuários do Windows XP do tipo “prefiro migrar para o Linux do que para o Vista”. Mesmo não levando estas afirmações muito a sério, pelo menos é certo que a idéia passou pela cabeça destas pessoas. Um dia, quando uma distribuição de Linux for realmente fácil de usar e se consolidar como a preferida dos usuários não-técnicos do Linux, criando um padrão de fato, quem sabe não haverá um concorrente Linux a altura do Windows? Mas espere aí, o Ubuntu está caminhando neste sentido… Se conseguir atingir este nível, talvez uma idéia dessas venha a se materializar. Enquanto isso o Windows XP continua canibalizando o mercado do Vista.

    Ah, e sem esquecer que no front dos consoles a recente vitória do padrão BlueRay sobre o HD-DVD deu uma forcinha ao PS3 da Sony sobre o XBOX 360 da Microsoft, que apostava no HD-DVD. Claro que eles se dobram antes de quebrar. Já li que vão lançar um XBOX com Blue Ray, mas claro, essas mudanças de planos significam atraso e prejuizo. Quer dizer, se a Microsoft estava tentando comprar o Yahoo!, não é por brincadeira. Eles precisavam dele para ganhar de vez em pelo menos uma destas frentes.

    Resumindo, o Google tem uma carteira de aplicações Web de peso (gmail, google maps, o melhor sistema de buscas, etc.), e uma fonte de renda que não depende de licenças vendidas nem de upgrades de máquinas. A Microsoft gostaria muito de entrar nesta onda, mas chegou tarde e não tem a agilidade em inovação tecnológica que o Google tem hoje, e por isso queria pegar o atalho de comprar o Yahoo! Mas a Microsoft ainda tem muita bala na agulha e quase toda base instalada de sistemas operacionais de PCs, o que ainda é uma grande vantagem. Logo, seria apressado dizer que o jogo está definido. Aliás, não creio que a Microsoft, sem o Yahoo!, vai ser derrotada. Apenas não vai fechar essa frente de batalha. Ou ainda mais, não creio que seja do interesse do consumidor a derrota final nem da Microsoft nem de nenhum dos outros concorrentes, o que seria menos competição. É interessante lembrar que depois que o Google lançou o Gmail com 1 Gb de espaço, o Hotmail passou de meros 2 Mb para Giga tb, e o Yahoo! idem, e tudo de graça, numa época em que nem provedores pagos ofereciam este espaço para email … nunca é demais lembrar para os fans incondicionais de cada lado que competição é bom para o consumidor.

    O Yahoo! não tem nenhuma das vantagens destes dois … Sem algo novo a tendência seria acabar sendo realmente adquirido daqui a mais algum tempo ou ir minguando e perdendo espaço, (e depois acabar sendo comprado por muito menos que agora). Existe uma opinião de que o caminho da sobrevivência do Yahoo! a longo prazo seria a união com algum outro grupo, no qual os dirigentes do Yahoo! tivessem mais equilibrio de poder do que com a Microsoft, pois com ela não seria uma união, e sim uma engolindo a outra. E este deve ter sido o motivo pelo qual eles fizeram jogo duro no preço das ações, e se isso for verdade me pergunto como os executivos do Yahoo! conseguiram convencer os acionistas a pouparem seus empregos. Já li sobre rumores do interesse do AOL no Yahoo!, ou o contrário. Agora é esperar pra ver.

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    Acabo de ver em um telejornal, começou a venda de PCs para o povo cubano. Digamos que estão meio atrasados. Nem mesmo o Brasil e sua reserva de mercado nos anos 70 e 80 foi tão cruel do ponto de vista digital! O preço dizem que está por volta do equivalente a 1.300,00 reais. Razoável, mas quais serão as configurações? Detalhezinho: sem Internet. Lá isto que pra boa parte dos brasileiros é tão básico quanto água e eletricidade, lá é restrito à elite do governo e aos estrangeiros (!?).

    Como levar a sério um regime destes? Parece que o governo é mais inimigo do próprio povo cubano do que dos Estados Unidos… E precisam proibir a Internet pra que o povo não descubra isso. Pra mim um governo que impede o povo de sair do país já não merece crédito. Mas o interessante é que o Fidel, mal se aposentou, e começaram mudanças para melhor. Ou seja, apesar de ser irmão do Fidel, e estar sob influência direta deste, além de ser do mesmo partido, o atual dirigente (Raúl) não consegue ser tão mala quanto o Fidel. Vai ser dificil tirar-lhe este título…

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    A partir de 1 de maio de 2008 pessoas físicas poderão registrar dominios de extensão “.com.br” no registro.br usando apenas o seu CPF. Antes desta data ainda é necessário ter uma empresa com CNPJ. Esta flexibilização visa atender pessoas que abrem sites na Internet para realização de negócios. Um fato muito positivo, já que esta desburocratização nos deixa mais perto da realidade praticada em outros países (ocidentais, pelo menos), em contraste com o excesso de regras do dominio “.br”, algumas desnecessárias, demasiadamente rígidas, apenas gerando obstáculos a iniciativas legítimas.

    O que realmente teria motivado esta medida? Na minha opinião, a boa e velha competição. Neste caso a concorrência com outras autoridades de registro, principalmente dos EUA. A verdade é que lá, ou melhor, em um dos “registradores” de lá, qualquer um com cartão de crédito internacional registra um domínio disponível pela própria Internet, e passa a utilizá-lo 5 minutos depois. E estes registros podem ser feitos aqui no Brasil, por pessoas que não fazem questão do “.br” no final do nome de domínio. Sem burocracia, sem enviar documentos, e por preço baixo. Eu mesmo tinha um domínio “.com” no godaddy.com, pelo qual pagava pouco mais de 20 reais por ano, com as taxas. Usei enquanto interessou, e depois expirou quando parei de renovar. Já no registro.br, até o procedimento para cancelar um domínio requer o envio de documentos assinados e autenticados pelo correio.

    Na tentativa de liberar mais o registro de domínios, foram, criados várias extensões alternativas, como o “NOM”, “BLOG” para pessoas físicas, e os para profissionais liberais, como o “ENG”, e o próprio “ETI” usado neste site, entre muitos outros. Mas a verdade é que estes domínios são menos fáceis de lembrar do que os .COM.BR, ou .COM. Muita gente pode simplesmente então passar a registrar nos EUA os”.COM”, levando aos esvaziamento do registro nacional. Creio que é por isso que as regras excessivas estão caindo, uma por uma.

    Fonte: registro.br

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    Neste último mês circularam várias notícias na Web sobre o descontentamento de usuários ou grupos de usuários com o fim previsto do ciclo de vida do Windows XP. Há pelo menos um movimento organizado pedindo à empresa para rever a data de descontinuidade, que é no final de junho próximo. Mas até que ponto estas reinvindicações são realistas? Não será perda de tempo lutar contra o inevitável? Ou será que os usuários tem o direito de continuar comprando o Windows XP, e receber sua manutenção, pelo tempo que desejarem? Segue uma análise dos dois lados desta questão.

    Primeiro, as motivações. Consigo delinear três grupos refratários à troca do XP pelo Vista: os indivíduos e empresas que não tem hardware mínimo necessário para rodar o Vista com eficiência, em segundo os usuários com dispositivos e softwares incompatíveis com o Vista e por fim os fans incondicionais do Windows XP. Os primeiros são puramente racionais. Pudessem eles rodar o Vista no PC atual, e nem se dariam ao trabalho de reclamar. Mas esta é uma história que vem se repetindo a uns 25 anos, e a julgar pelo passado, estas empresas e pessoas acabarão se acomodando conforme os PCs mais novos e mais poderosos forem substituindo os atuais. Ou seja, a lei de Moore (leia-se, fabricantes de hardware) e a Microsoft em total sincronia de interesses.

    Os segundos, ou seja, aquelas pessoas que tem um dispositivo, periférico, placa, ou software que não são compatíveis com o Vista, estão numa situação um pouco mais difícil. Para eles nem é uma questào de tirar dinheiro do bolso para comprar um novo PC, pois o hardware ou o software incompatível pode não ter substituto atual. Ou então pode ser bem mais caro que um simples upgrade do PC. Entenda que pode ser um periférico pessoal, como uma impressora, que poderia ser trocada, mas pode ser uma máquina ou software feito para uma indústria, as vezes por encomenda, que não pode ser trocado sem planejamento mais complexo. Por mais que a Microsoft, justiça seja feita, sempre se esforce do seu lado por manter a compatibilide, é impossível contemplar todos os produtos de terceiros que eles nem tem conhecimento que existem. Estes terceiros em alguns casos poderiam prover os drivers necessários, mas nem sempre há interesse comercial ou viabilidade econômica de fazer isto. Enfim, este grupo de usuários é o que mais tem razão de reclamar. Pelo menos são um grupo relativamente pequeno, e que tende a diminuir porque nenhum destes produtos incompatíveis com o sistema novo é eterno. E além disso estes usuários corporativos na maioria dos casos já tem o XP na quantidade necessária, e contanto que não sejam máquinas conectadas a redes de acesso geral, como a Internet ou VLANs para usuários finais, o problema não é tão grave.

    Por fim o terceiro caso, os fans incondicionais do XP, que vem com argumentos do tipo “o XP é um produto de engenharia superior ao Vista”. Este tipo de atitude não ocorre em ambiente corporativo. Ao contrário dos dois anteriores este grupo é irracional, já que, por mais que o XP tenha sido um avanço técnico na época do seu lançamento, com relação aos sistemas existentes, é claro que ele não era e nem é perfeito. E as deficiências foram se tornando mais evidentes ao longo do tempo, principalmente com relação à segurança. E a segurança do Vista é reconhecidamente melhor do que a do XP, embora dando mais trabalho e criando restrições, mas isto é uma regra geral: mais segurança sempre gera restrições e trabalho extra. Dizer que são irracionais náo é uma crítica aos fans do XP, pois eles tem todo o direito de gostar do que quiserem, racionalmente ou não. Mas não há motivo técnico real para se ficar apegado indefinidamente a alguma versão de sistema operacional, e portanto não há racionalidade nesta decisão.

    Quem é fan incondicional do XP deveria, caso não consiga realmente abandonar de vez o sistema operacional antigo, mantê-lo no PC no qual ele já roda bem, apenas para fim de coleção, mas desplugado da Internet é claro, e usar um PC atualizado para uso geral, incluindo acesso à Internet. Pode servir talvez para rodar os jogos antigos que não rodam mais no Vista (e que são poucos, e destes poucos boa parte ainda poderiam rodar no Virtual PC dentro do Vista). Essa alternativa é mais ou menos análoga a de manter um carro antigo, com gasto de espaço e de dinheiro (neste caso de não reaproveitar o PC atual), só que sem o mesmo apelo de poder mostar o carro antigo aos amigos, ou desflar com ele na rua. Creio que muito poucos vão querer olhar para uma tela de Windows antigo.

    Qualquer pessoa que já tenha se envolvido com o cliclo de vida de um software sabe que ele se parece mais com um ser vivo do que com uma máquina. Quero dizer, o software precisa se adaptar indefinidamente, não apenas para corrigir bugs, mas para se adaptar a novas demandas do ambiente. E como software (ainda) não evolui sozinho, sempre será necessário alguém para manter este processo evolutivo. E estas pessoas obviamente tem um custo. Deste ponto de vista é fácil entender porque a Microsoft não tem o menor interesse em manter o XP, que diga-se de passagem já durou até muito. Não se trata apenas de uma empresa querendo vender uma nova versão a qualquer custo. O modelo de versões maiores fechadas requer isso, tanto do ponto de vista comercial quanto técnico. Mesmo técnicamente, não seria possivel manter uma única versão apenas remendada periodicamente com updates e service packs. Há um limite para isso, além do qual é preciso fazer alterações tão grandes que significam um novo software.

    Comparando com o modelo de distribuição do Linux, a diferença é que neste são normalmente lançadas versões maiores em prazos mais curtos e regulares. Isso dispensa o uso dos service packs grandes como os do Windows, as atualizações são feitas em pacotes menores, e torna a migração mais suave (embora mais frequênte). Note-se que o modelo de pagamento normalmente também é diferente, ou seja, algumas distribuições são gratuitas, outras são pagas por assinaturas anuais. No caso da Microsoft paga-se uma vez pela licença e se usa indefinidamente, o que na prática é um período de 4 a 8 anos. Depois disto o uso da versão anterior vai ficando incompatível com hardwares novos, ou não aproveitando totalmente a funcionalidade deles, o que acab motivando ou forçando a troca. Qual dos dois modelos comerciais é mais caro para o usuário é um assunto que não vem ao caso nesta análise. O fato é que não existe versão de sistema operacional eterna, e a questão é como se faz para substituir.

    Apenas para análise, poderíamos imaginar que outra possibilidade seria não lançar versões maiores, apenas corrigir a fazer pequenas melhorias na versão atual. Com isso também não precisaríamos trocar PC por falta de capacidade de processamento, apenas quando quebrasse de vez. Antes disso o PC poderia ir sendo consertado, troca-se um HD, troca-se um CD, troca-se até a placa mãe. Haveria menos lixo eletrônico no mundo, menos poluição do meio ambiente por metais pesados… A software house só venderia novas licenças para novos usuários, mas como software não gasta, o número de novas vendas seria decrescente até chegar quase a zero, a serem mantidas as regras atuais (pelas quais legalmente eu ainda poderia estar usando meu Windows NT Workstation 4.0 ou Windows 98 SE, só trocando o PC ou peças de PC). Resuminindo, menos vendas de PCs, menos poluição, e falência das empresas de software que adotam o modelo de vendas de licenças. Só que isso é imaginação, o mundo atual obviamente não é assim.

    A realidade é diferente, novos hardwares aparecem, pedindo novos softwares. O NT 4.0 que acabei de citar não reconhece USB nem DVD, e se bem me lembro nem gravador de CD. O Windows 98 SE só gerencia eficientemente 512 Mb de RAM, e estas duas versões nem sequer tem garantia de rodar em uma placa mãe mais nova. No mundo atual, um sistema operacional é compatível com os PCs lançados em uma faixa de anos em torno do seu próprio lançamento, alguns anos antes e outros anos depois. No manual da placa mãe geralmente é dito para que versões do Windows ela é certificada. Então no fundo as alternativas do usuário, uma vez que a versão de um sistema operacional “acaba” (e ainda não é isso que está acontecendo neste momento com o XP), são apenas três: reinstalar o sistema novo que o substitui no PC atual, se for eficiente, ou seja, se ele for rodar com rapidez e com as funções desejadas habilitadas neste PC, ou comprar um PC novo capaz de rodá-lo nestas condições, ou ainda, o que é quase a mesma coisa, comprar um PC já com o sistema instalado (em OEM). A quarta opção seria a de continuar usando o sistema antigo por sua conta e risco, mas é inviável no mundo corporativo e para o usuário consciente da segurança na Internet. O melhor que se pode fazer é, com um bom planejamento, reduzir estas trocas ao mínimo. O sistema operacional Windows deveria ser entendido como mais uma peça do conjunto que forma o PC. Quem compra placas de vídeo poderá entender facilmente: a sua placa de vídeo pode ser ótima, mas se ela for AGP, não poderá ser usada na placa mãe mais nova que só aceita PCI Express. O seu Windows 98 também não… É a vida!

    Resumindo, a necessidade de uma nova versão é um fato, o que se poderia questionar apenas é o modelo de marketing da Microsoft. Eles poderiam por exemplo lançar versões menores mais frequentes, digamos, a cada ano, sem tentar vender uma revolução a cada 4 ou 5 anos. Teriam a vantagem de gerar mesmo expectativas (e decepções) e a desvantagem de ter menos novidades para mostrar nas campanhas publicitárias. Também não estariam excluindo tantos usuários de uma vez só por falta de poder de processamento em seus PCs, e em compensação diminuindo indiretamente as vendas de PCs… Talvez uma questão central seja que, quando o sistema operacional for entendido apenas como algo utilitário, ficará mais fácil comparar produtos de vários fornecedores, e consequentemente mais difícil apelar para o lado emocional do consumidor para justificar diferenças de preço tão grandes. Neste cenário, Apple e Microsoft, principalmente a primeira, ou mudariam muito ou deixariam de existir.

    O que deve acontecer é que o XP sairá de linha, se não em junho, talvez uns 6 meses depois, ou um ano depois. A Microsoft até poderá ceder a contragosto de retirar do mercado na data prevista, como aliás já aconteceu antes, mas os motivos da troca não desaparecerão, e o fim da linha está próximo. Cabe aos usuários se conscientizar da relação hardware x sistema o peracional, descrita acima. Principalmente os usuários domésticos, já que os corporativos já devem ter isto em mente. Quem comprar um XP agora, para economizar no hardware, estará investindo em um sistema com uma sobrevida menor, e terá que fazer outra compra em menos tempo. Quem já possui o Windows XP também não precisa sair correndo agora para trocar o sistema, pois a data divulgada é apenas uma etapa do fim do ciclo de vida, ou seja, do fim da comercialização de novas licenças, e espera-se que a Microsoft não abandone totalmente os patchs necessários para o sistema. Mas isto acabará inevitavelmente ocorrendo, depois de outro prazo. A questão deste artigo é mais para quem quer comprar uma nova licença.

    E por fim cabe lembrar que as falhas de segurança não acabam só porque a Microsoft deixou de lançar os patchs de segurança para um sistema (depois do fim do período de manutenção). Elas apenas deixam de ser corrigidas.

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    abr/08

    23

    Artigo: Profissão blogueiro

    O site “bolsademulher”, dentro do portal MSN, publicou um interessante artigo sobre como blogar profissionalmente. Leia aqui. Embora blog profissional não seja exatamente meu caso, já que gasto apenas poucos minutos por dia com ele, aproveitei muito algumas das informações. Aqueles que sonham entrar na carreira de blogueiro deveriam ler.

    A título de explicação, não sou leitor assíduo do “bolsademulher”: esta matéria estava na página inicial do portal MSN …

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    O esperado SP1 do Windows Vista já pode ser obtido por download no site da Microsoft. O nome do arquivo, para o Vista 64 bits (alguém ainda usa o 32?), é “Windows6.0-KB936330-X64-wave1.exe”. Estou a 2 dias com este SP instalado no meu PC, sem nenhum efeito colateral adverso. Acho que nem é preciso ressaltar a importância deste SP. Por mais que se pense que está tudo bem com o PC, obter as últimas atualizações o mais rápido possível é sempre a melhor política.

    Link do SP1 All Language Standalone no site da Microsoft (para x64).

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    A empresa Radware publicou nota relatando uma falha de segurança no navegador Safari, do iPhone. Basta que o usuário acesse um site com Javascript que explore esta vulnerabilidade para que o iPhone fique exposto a uma falha de negação de serviço (DoS). Estes sites podem ser introduzidos por engenharia social (SPAM, por exemplo). O resultado pode ser o crash do Safari ou de todo o sistema do iPhone. A versão afetada do iPhone é a 1.1.4. Ainda segundo a Radware, o iPhone é vulnerável a este tipo de ataque devido a falhas de projeto no sistema do dispositivo:

    “Apple iPhone Safari browser is vulnerable to DoS attacks due to a design flaw that may be triggered by a series of memory allocation operations on the dynamic memory pool, which in turn triggers a bug in the garbage collector. The security hole is currently unpatched, leaving iPhone owners vulnerable to potential attacks until Apple issues a security update.”

    Mas o recebimentos destes links maliciosos é algo raro certo? Errado, a infecção por SPAMs com cavalos de troia é mais comum do que se possa imaginar. Um exemplo recente: já recebi esta semana dois convites do Orkut (de pessoas desconhecidas) em que o perfil destas pessoas possui um link para um suposto album de fotos na Web (fora do Orkut). Só que este link remete a uma página que o meu antivirus detectou como ataque por script. O carregamento da página foi suspenso, graças ao antivirus. Um simples convite do Orkut … Nada impede o uso de uma tática destas contra o usuário de iPhone. O seu iPhone já tem antivirus, antispyware e firewall?

    Fonte: Radware

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    Recentemente precisei reinstalar um ativirus no Windows Vista (64), e busquei o velho AVG free edition de sempre. Veja abaixo o que encontrei e as conclusões a que pude chegar. E ainda como garantir o AVG grátis por mais um tempinho.

    Nada tenho nada contra software comercial. Já comprei muitos softwares de prateleira. E entre esses já comprei uma meia dúzia de versões de antivirus. Mas se tem um software que me não me dá nenhuma satisfação comprar é antivirus. Reconheço a importância, senão nem me daria ao trabalho de instalar. Mas o antivirus não produz nada, nenhuma aplicação diretamente útil para mim, nenhuma diversão. Sim, ele é útil para manter o PC que por sua vez faz coisas que eu quero… racionalmente parece que está tudo certo, mas pensando como usuário o sentimento (essa é a melhor palavra) é que isso é um exagero, eu queria o PC como uma solução pronta.

    Por isso, apesar de saber que é altamente recomendável ter um anti-vírus, me sinto enganado ao comprar um. Essa sensação piora porque todos eles tem um prazo de validade para atualizações, normalmente de um ano. E anti-virus sem atualizações fica quase sem utilidade. Na realidade antivírus é mais um serviço do que um produto acabado, e daí que uma mensalidade, ou anuidade, talvez seja realmente o modo mais justo de contratação. Mas a forma de comercialização é duvidosa, já que o que fazemos é comprar uma caixa grande e vistosa, com CD e manual, por um preço relativamente alto. As letras pequenas na licença ao usuário final são as últimas coisas que alguém vai ler ao comprar um software num supermercado ou loja de departamentos, e só depois de chegar em casa e abrir o pacote. Se eu penso em antivirus como serviço, a minha expectativa de custo poderia começar a cair. Deve ser por isso que a Symantec e outras continuam investindo nas caixas grandes e coloridas.

    Pra piorar minha implicância com os anti-virus pagos, o terceiro Norton Antivirus, da Symantec, que comprei veio com um sistema anti-pirataria que impediu de reinstalar depois de 3 vezes. Eu não estava pirateando, apenas reformatei o PC mais de 3 vezes no ano. Com isso nem sequer consegui utilizar o prazo de um ano de atualizações! Havia um telefone para atendimento, em são Paulo … Não vou pagar um iterurbano para call center. Mas valeria comprar outro, mas aí a empresa é que ganha por criar uma inconveniência ao consumidor.

    Depois desse episódio com a Symantec, fiz uma pesquisa e acabei achando o AVG antivirus, da Grisoft, que possuía uma versão freeware. Esta versão era definida como básica, mas como eu não me considero com um comportamento de risco, esta deveria ser suficiente. Com ela instalada o Windows parava de reclamar da falta do antivírus na barra de taferas. Sim, sempre se pode desligar este aviso, mas aí minha consciência é que fica pesada… Bom o fato é que utilizei o AVG free por anos no Windows XP. Recentemente instalei o Vista em um PC novo, e de novo me aparece o aviso de segurança na barra de tarefas. Convivi com este pequeno ícone agourento por alguns meses, até que pensei, que diabos, porque não colocar o AVG de sempre? Na verdade não quis colocar logo por uma série de problemas de compatiblidade e estabilidade, e o antivírus seria mais uma provável fonte de problemas.

    Enfim, decidido a colocar o AVG, fui ao site (sempre esqueço o nome da empresa e tenho que colocar o nome no google) da empresa. Lá fazem propaganda da nova versão 8, mas não achei uma versão free correspondente. Depois pesquisa no site achei a velha versão 7.5 pra download. Não me parece que existe navegação no site chegando a este link. Ou seja, o link está escondido, e não existe free edition para a versão 8.0. Conclusão, a Grisoft está abandonando este modelo de distribuição e se alinhando com os outros desenvolvedores de antivírus. Provavelmente perceberam que a free edition estava roubando mercado do produto pago.

    Mas agora saindo das questões de mercado, voltando à realidade do usuário individual que quer um antivirus razoável e legalizado, recomendo neste momento correr pra garantir a versão 7.5, porque a qualquer momento eles podem tirar esta versão do ar. Claro que essa solução não é eterna. Em algum momento eles deixarão de atualizar a 7.5, obrigando todo mundo a procurar a versão paga, ou outro produto. Ma por enquanto ela está ativa e atualizada, e funciona até no meu Vista Ultimate 64 bits. Para facilitar, temos os links abaixo podem ser úteis, só não garanto até quando:

    Página com o link de download da versão 7.5 free edition:
    http://www.grisoft.com/ww.product-avg-anti-virus-free-edition#tba2

    Link direto para download desta versão:
    http://free.grisoft.com/filedir/inst/avg75free_519a1276.exe

    Link do AVG 7.5 no site download.com

    A escolha mais imediata pelo AVG se baseia, no meu caso, em já ser usuário do produto, e também por ser recomendado no site da Microsoft. Uma outra opção de anti-vírus gratuito é o Avast, que inclusive já alega compatibilidade com plataformas de 64 bits. Mas neste caso ainda teria que testar o produto, com o qual nunca tive nenhum contato. Talvez este seja o próximo passo… caso não desapareça também … parece que eles oferecem free editions para o consumidor só até entrarem (ou acharem que entraram) para o clube dos grandes … :-)

    Pelo menos o Windows Vista agora parece mais tranquilo com a segurança e parou de reclamar na barra de tarefas. Por falar em Vista, o que aconteceu com aquele serviço de anti-vírus da Microsoft? Tenho a impressão que eles não querem assumir a responsabilidade por mais esta fronteira de segurança nas máquinas dos usuários. Mas por outro lado é uma das últimas formas de ganhar dinheiro indefinidamente (anuidade) dos usuários domésticos, já que empurrar novas versões do sistema operacional tende a ficar cada vez mais difícil. Updates de antivirus é o futuro. Mas ainda acho que R$ 100,00 é caro…

    Nota (em 19/05/2008): A resposta é NÃO, ainda não será dessa vez que o free AVG acaba. Quando postei realmente não havia link no site da grisoft para download da versão 8 free. Mas a poucos dias fui alertado por um leitor de que já havia uma versão 8 free rolando nos sites de download. E anteontem eu recebi um email da grisoft com o link para download. E este email dizia que a versão 7.5 só será atualizada até 31 de maio. Já baixei o meu.

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    O formato FLV está se tornando popular muito rapidamente na Internet, sendo utilizado por sites no estilo do youtube. Embora este portal em particular não permita salvar os arquivos tão facilmente, embora não seja impossível, outros facilitam muito o download. Pois bem, acontece que os players tradicionais não tem os codecs para o formato FLV. Pesquisei e achei duas soluções.
    A primeira é um player completo, o Bitcomet FVL player:
    http://www.portalcab.com/downloads/bitcomet-flvplayer.php

    E o segundo é um pacote de codecs, o que permite que os arquivos FLV sejam abertos até mesmo no Windows Media Player, o K-lite Codec Pack 3.80:
    http://filehippo.com/download_klite_codec_pack/

    Quem procurar achará vários outros, mas estes são um bom começo.

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    nov/07

    29

    DirectX no Linux

    Um usuário doméstico típico que se disponha a utilizar o Linux no desktop de casa se defrontará com diversos problemas de compatibilidade com hardware e software que já possui. Muitos deles se referem a programas comumente utilizados no ambiente doméstico que foram feitos para o sistema Windows. Um programa feito para um sistema não tem obrigação alguma de rodar em outro. Os programas Windows são geralmente distribuídos em forma de binários, o que já elimina qualquer tentativa de adaptação. Sem acesso aos fontes de um programa, mesmo que escrito em linguagem de alto nível, não há como alterar o código do programa para que rode em outro sistema. Aqui cabe um comentário sobre a forma tradicional de distribuição de software no Linux, em forma de códigos fonte que podem ser compilados pelo usuário. Isso oferece um grau de versatilidade muito maior ao software que é criado. Mas voltemos à compatibilidade com o Windows.

    O Wine é um software que se propõe a compatibilizar o software criado para Windows com o Linux. Isto é feito recriando a API do Windows e o ambiente de execução. Os programas são instalados normalmente como se fosse no Windows, rodando o instalador, e o Wine se encarrega de recriar os diretórios correspondentes no Linux. Não é uma tarefa fácil, e a solução jamais será perfeita. No entanto pode ser suficiente e adequada para muitos casos. Para programas de escritório, geralmente não há grandes problemas. No caso de jogos, os problemas começam a surgir de diversas frentes. Uma delas é a biblioteca gráfica do Windows, o DirectX. É uma biblioteca bastante integrada ao hardware das placas de vídeo. E tem versões sucessivas para se adaptar a todas as inovações que ocorrem nesta área. A última versão para o Windows XP é a 9.0c. Já existe a versão 10, que no entanto requer o Windows Vista. O Wine no momento não é compatível com o Vista, e portanto a última versão possível é a 9.0c.

    Seria difícil recriar no Wine toda a biblioteca DirectX, principalmente tendo em vista as mudanças de versão e de tecnologuas incluídas nos drivers. Uma outra solução é instalar os binários do DirectX no Wine. Nesta linha temos um post do blog Wine Review com tutorial descrevendo a instalação no Linux:

    http://wine-review.blogspot.com/2007/11/directx-90c-on-linux-with-wine.html

    Não é feita nenhuma restrição quanto à distribuição utilizada.

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